<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357</atom:id><lastBuildDate>Mon, 14 May 2012 07:21:51 +0000</lastBuildDate><category>Regência</category><category>Sensacionalismo</category><category>Seção: Pérolas da Música Sacra Erudita</category><category>Transposição</category><category>Tonalidade</category><category>Instrumental</category><category>Culto Racional</category><category>Contextualização</category><category>Música Contemporânea</category><category>Adoração</category><category>Oração</category><category>Tradicionalismo</category><category>Vídeos</category><category>Louvor Contemporâneo</category><category>Liturgia</category><category>Razão</category><category>Apelo</category><category>Autor: Pr. André Gonçalves</category><category>Dissonância</category><category>Autor: André Reis</category><category>Ellen White e Música</category><category>Fundo Musical</category><category>Notícias</category><category>Playback</category><category>Cifras</category><category>Bateria/Percussão</category><category>Autora: Vanessa Meira</category><category>Canto Congregacional</category><category>Emoção</category><category>Música Instrumental</category><category>Reverência</category><category>Tutoriais</category><category>Ministério da Música</category><category>História da Música</category><category>Caça Mitos</category><category>Seção Músicos Adventistas</category><category>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><category>Louvor Instrumental</category><category>Resenhas</category><category>Ellen White</category><category>hinos</category><category>Seção Louvor da Semana</category><category>Autor: Joêzer Mendonça</category><category>Culto</category><title>Adoração Adventista</title><description></description><link>http://www.adoracaoadventista.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (André Reis)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>136</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-6991665216251436982</guid><pubDate>Thu, 03 May 2012 21:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-06T20:25:51.964-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caça Mitos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Bateria/Percussão</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ellen White e Música</category><title>Ellen White X Percussão: Verdade ou Mito?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pro-music-news.com/html/05/20722pea.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" src="http://pro-music-news.com/html/05/20722pea.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Autor: Alfredo Ericeira&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se tem  especulado sobre o porquê de não utilizarmos instrumentos percussivos na  adoração congregacional. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Uns alegam que a Bíblia os proíbe; e outros os  desaprovam, dada à sua utilização em rituais de transe. Alguns acham  que suplantam a letra e a melodia; e há quem &lt;span class="text_exposed_hide"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;afirme  que a profetiza aceita por nossa religião é claramente contrária ao uso  destes instrumentos. Neste artigo vamos discorrer sobre esta última  posição. Afinal, seria Ellen White contrária ao uso litúrgico de  instrumentos percussivos ou não? Ao pesquisar detidamente os  livros, cartas e documentos assinados pela irmã White, descobri dois  dados relevantes sobre este assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Ela nunca se opôs a nenhuma espécie de instrumento musical, inclusive os percussivos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;&lt;br /&gt;2) Excetuando-se a pág. 610 de Patriarcas e Profetas, que é um  comentário bíblico, existe apenas um texto em que ela menciona  nominalmente um instrumento da família da percussão, e se encontra em  Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 36. Este texto foi compilado com  outros co-relacionados no livro Eventos Finais, à pág. 138, como está  transcrito a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“As coisas que descrevestes como tendo  lugar em Indiana o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar  imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é  estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança... Uma balbúrdia  de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente  dirigido, seria uma bênção... Satanás fará da música um laço pela  maneira como é dirigida.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os contrários ao emprego da percussão  na adoração baseiam-se neste texto. Mas a Bíblia revela uma situação  curiosa: em I Samuel 10:1-11 lemos a história de Saul, que juntamente  com outros profetas movidos pelo Espírito do Senhor, tocava vários  instrumentos musicais, dentre eles, tambores - o mesmo tipo de  instrumento descrito por White na situação carismática em Indiana. Logo,  dizer que o cerne da problemática na ocasião revivalista eram os  tambores não é verdadeiro nem lógico, além de revelar falta de  interpretação de texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rodapé da pág. 138 de Eventos Finais há um comentário que ajuda a compreender o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Estas observações foram feitas em conexão com o movimento da ‘Carne  Santa’ na reunião campal de Indiana em 1890. Para mais detalhes, ver  Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 31-39”. Em nenhum momento a pena  inspirada diz que o que levou ao alvoroço foram os tambores. Lá não  consta: “Satanás fará da música um laço por causa dos tambores”, mas que  o Inimigo fará da música um laço “pela maneira por que é dirigida”, e  momentos antes: “se devidamente dirigido, seria uma bênção”.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja outros textos que remetem a esta conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Não nos devemos opor ao uso de instrumentos em nosso trabalho. Essa  parte do serviço deve ser cuidadosamente conduzida; pois é o louvor a  Deus no cântico”.&lt;/i&gt; – Evangelismo, pág. 507.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Satanás opera entre  a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida,  seria um louvor e glória para Deus”. – Mensagens Escolhidas, vol. 2,  pág. 37.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“O emprego de instrumentos de música não é absolutamente objetável”. – Eventos Finais, pág. 76.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instruir e orientar; estas são as preocupações da serva do Senhor  quanto à utilização de instrumentos musicais. Cristo quando veio à Terra  não fez como muitos fariseus que se detinham em vedar e proibir; Ele  viveu ensinando, pregando e curando (Mat. 4:23), e nossa missão como  Seus seguidores é imitá-Lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisar minuciosamente todos os  textos que tratam do assunto na Bíblia, no Espírito de Profecia, no  Manual da Igreja, nos documentos denominacionais oficiais relacionados à  música e em outros livros sérios; estudar música - instrumento, teoria  musical, história da música -; ouvir palestras de estudiosos da área;  conversar com pessoas esclarecidas e abertas ao diálogo; refletir sobre  os dados obtidos. Estas são algumas das formas de aprender a verdade e  detectar gostos pessoais camuflados de vontades divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que não há base no Espírito de Profecia para a proibição de  instrumentos percussivos na adoração, assim como também não há  fundamentação na Bíblia e nem no Manual da Igreja para tal, busquemos  encará-los de maneira mais circunspecta; deixemos de recriminar as  músicas que contenham estes recursos - as executadas nas igrejas, em  nossos meios de comunicação e produções artísticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem  argumentos coerentes, sábios e pertinentes que levam à não utilização  litúrgica de instrumentos percussivos em alguma comunidade, mas, devemos  ser cristãos sérios e agir com honestidade espiritual, moral e  intelectual e não alegar a esta opinião embasamento teológico, pois tal  não existe.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de romper com este mito e permitir ser transformados com a verdade que liberta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a data-hovercard="/ajax/hovercard/user.php?id=100001443074489" href="https://www.facebook.com/alfredoericeira"&gt;Alfredo Ericeira&lt;/a&gt; – alfredoericeira@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ministro de Música da IASD Central de Taguatinga - DF&lt;br /&gt;Regente, compositor, arranjador, pianista, professor de música e crítico musical&lt;br /&gt;Representante estadual do MS no Concurso Sul-Americano Bom de Bìblia em 2008&lt;br /&gt;Graduado em Música pela UFMS&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-6991665216251436982?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2012/05/ellen-white-x-percussao-verdade-ou-mito.html</link><author>noreply@blogger.com (André Reis)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-1834919221598433944</guid><pubDate>Tue, 20 Mar 2012 21:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-20T15:30:16.014-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Culto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Liturgia</category><title>Serpentes de bronze no culto cristão</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-odn7j7K28d0/T2j5af7MaTI/AAAAAAAABkw/BFxe3_1ZWrk/s1600/Neustan.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 154px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5722097560215906610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-odn7j7K28d0/T2j5af7MaTI/AAAAAAAABkw/BFxe3_1ZWrk/s200/Neustan.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou lendo “&lt;em&gt;Igreja Simples – retornando ao processo de Deus para fazer discípulos&lt;/em&gt;” (Editora Palavra, Brasília, 2011). O livro é fruto de uma pesquisa que concluiu o seguinte: igrejas saudáveis são igrejas com um programa simples de discipulado. Ao contrário, igrejas “doentes” são congestionadas, complicadas, sobrecarregadas com inúmeros programas e eventos.&lt;br /&gt;Os autores usam o exemplo de Ezequias para desafiar a igreja de hoje a fazer uma reforma de volta à simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Reforma de Ezequias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O rei Ezequias trouxe o povo de Deus de volta ao Senhor através de uma grande reforma. Ele removeu os “lugares altos”, os postes-ídolos, e jogou fora entulhos de deuses que competia pela atenção do povo (II Rs 18:4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí tudo bem. No entanto, Ezequias fez algo radical, que muitos líderes de igreja teriam dificuldade de fazer hoje. Ele destruiu a serpente de bronze de Moisés. Uma serpente moldada pelo grande líder histórico, feita por ordem do próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, a serpente tinha utilidade: ela representava a salvação para as pessoas mordidas pelas cobras venenosas (Nm 21: 6-8). Mas a praga das serpentes passou, aquela estátua foi guardada, e passou a ser idolatrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como surgem as serpentes de bronze&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O processo funciona assim: alguém bem intencionado introduz um elemento no culto ou na vida religiosa. A princípio, aquilo é útil, faz sentido e abençoa vidas. Mas as circunstâncias mudam e o que era útil se torna um estorvo sem sentido. Com o tempo, aquela “relíquia sagrada” passa a ter virtude em si mesma, e torna-se objeto de veneração. Pronto: aí está mais uma serpente de bronze intocável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ezequias se livrou da serpente porque se tornara um entulho; as pessoas passaram a adorá-la, desviando a atenção do Salvador real. O que era algo bom se tornara um ídolo. Em muitas igrejas, coisas originalmente criados para dar vida podem se tornar entulhos. Programas, rotinas e métodos se tornam um fim em si mesmos. Mantê-los passa a ser objetivo maior, ainda não haja mais utilidade ou sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ezequias, eliminar a serpente de bronze talvez não tenha sido uma decisão popular, especialmente em meio a religiosos fincados no tradicionalismo. Assim também, reformas profundas em meio ao povo de Deus são difíceis. Mas o ato de Ezequias agradou a Deus, pois não houve rei como ele nem antes nem depois (II Rs 18:5). As igrejas necessitam de Ezequias modernos que não temam eliminar o desnecessário, o que desvia o foco, o que se tornou uma barreira para a adoração a Deus.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H78sZuNbbPI/T2j5qM5Qx3I/AAAAAAAABk8/D7ObseFmpmU/s1600/Formalidade1.jpg"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5722097829985437554" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-H78sZuNbbPI/T2j5qM5Qx3I/AAAAAAAABk8/D7ObseFmpmU/s200/Formalidade1.jpg" /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Os bem-intencionados defensores de serpentes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Você consegue imaginar quantas reuniões de comissão seriam necessárias para acabar com a serpente de bronze hoje? Você consegue ouvir os argumentos dos mantenedores da serpente?&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Isso sempre esteve aí! Por que mudar agora?”&lt;br /&gt;“Quem você pensa que é para retirar algo que Moisés colocou?”&lt;br /&gt;“Isso faz parte de nossa história, de nossa ‘identidade’”&lt;br /&gt;“Você é jovem, e não sabe o significado dessa serpente sagrada!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas são movidas por nobres sentimentos e motivos aparentemente razoáveis. Mas quando confrontamos as “serpentes” com o objetivo principal da igreja, vemos claramente que elas se tornaram obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, comissões se reúnem para discutir e votar o número de cadeiras na plataforma, a cor do terno dos diáconos e tantos outros temas menores! De acordo com o &lt;em&gt;Manual da Igreja&lt;/em&gt;, as comissões administrativas da igreja devem ter como item primário a obra de “planejar e promover o evangelismo em todos os seus aspectos”. E tudo o que não contribui para o objetivo, desvia o foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz muito tempo ouvi uma discussão antes de participar de uma Santa Ceia. O tema era: devemos manter aquele ritual de lavar as mãos dos oficiantes? Naquele dia, os pães já estavam todos partidos e ninguém tocaria neles. Mas os anciãos acharam melhor manter o ritual “faz-de-conta” de lavar as mãos dos oficiantes, porque “sempre foi assim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais recentemente, soube de uma comissão que se reuniu às pressas para discutir um tema importantíssimo: a retirada do púlpito durante um evangelismo na igreja! A equipe de evangelismo queria a plataforma sem púlpito e sem cadeiras, mas os líderes da igreja não concordaram com isso, e seguiu-se um longo e acalorado debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos muito tempo com as serpentes de bronze. Elas tomam nosso tempo, nossa energia e nossos recursos. Não somos curadores de museu, somos testemunhas do Deus vivo num mundo dinâmico. A igreja é um bote salva-vidas num mar revolto, um pronto-socorro em plena atividade, não um “CTG* adventista”. Reunimos-nos semanalmente por vários motivos nobres, mas esses motivos não incluem o “manter a serpente de bronze” sacralizando formas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Criando novas serpentes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O problema não se refere apenas a coisas antigas. Somos tentados a criar novas serpentes a cada nova geração. A cultura moderna da “promoção de eventos” é um exemplo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem eventos na igreja que são bem intencionados, mas completamente fora de foco. Todos se dedicam exaustivamente ao evento, e, ao final, o objetivo principal não é alcançado – percebe-se que aquilo contribuiu pouco ou quase nada para a missão da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cria-se uma espécie de competição interna: &lt;em&gt;“O Acampamento de Jovens desse ano foi ótimo, o do ano que vem tem que superar!” &lt;/em&gt;Então, a coisa se torna cada vez mais complicada, grandiosa, exibicionista... e ai de quem ousar tocar nessa nova serpente! Se no próximo evento não houver o mesmo formato pirotécnico e helicópteros sobrevoando, será um “fracasso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para sacralizar a nova serpente, lançamos mão do discurso espiritual: “foi uma bênção!” Ainda que não tenha sido bênção e não tenha contribuído em nada para o Reino de Deus.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-J4pXo9DUuM8/T2j7-QhDjKI/AAAAAAAABlU/_n9WrBAAnVk/s1600/Descongestionando.jpg"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 148px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5722100373578288290" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-J4pXo9DUuM8/T2j7-QhDjKI/AAAAAAAABlU/_n9WrBAAnVk/s400/Descongestionando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Descongestionando o culto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Uma liturgia complexa, um culto complicado, são sintomas de fraqueza. "À medida que aumenta em pompa, a religião declina em eficácia" (&lt;em&gt;Educação&lt;/em&gt;, 77).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen White alerta que “a formalidade tem tomado o lugar do poder, e sua simplicidade se perdeu numa rotina de cerimônias.” (&lt;em&gt;Evangelismo&lt;/em&gt;, 293) E ela revela um fenômeno que ocorre no culto: “As cerimônias tornam-se numerosas e extravagantes, quando se perdem os princípios vitais do reino de Deus.” (&lt;em&gt;Evangelismo&lt;/em&gt;, 511)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do povo de Deus mostra que as cerimônias e rituais se multiplicam à medida que as pessoas se afastam do Senhor (ver Ellen White, &lt;em&gt;O desejado de todas as nações&lt;/em&gt;, 29; &lt;em&gt;O grande conflito&lt;/em&gt;, 55). Em suma, um culto complicado é mau sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Manual da Igreja Adventista &lt;/em&gt;diz: “Não prescrevemos uma fórmula ou ordem específica para o culto público. Em geral, &lt;strong&gt;uma ordem de culto breve &lt;/strong&gt;ajusta-se melhor ao verdadeiro espírito de adoração. Devem-se evitar longos preliminares.” Além disso, o mesmo Manual traz duas formas sugestivas de culto, e não liturgias inflexíveis. Uma dessas formas é a &lt;em&gt;breve&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você já experimentou sugerir adaptações e mudanças na liturgia, certamente já percebeu inúmeras serpentes, antigas, tradicionais, mas totalmente complicadas, inúteis e sem sentido. O culto torna-se sem sentido quando trai o seu papel de conduzir o povo a Deus e à vida. O culto torna-se sem sentido quando, para mantê-lo, oprimimos, sufocamos e dividimos os adoradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto se torna sem sentido quando, para combater o culto epicurista-hedonista, promovemos o culto estóico-sofrido, onde o conforto, a objetividade, a beleza artística e o prazer são considerados inimigos da espiritualidade. Então, como a opinião do adorador pouco importa, soterramos a adoração sob entulhos litúrgicos destituídos de significado. E quando o adorador reclama, colocamos a culpa na sua suposta falta de “espiritualidade” e repetimos infinitamente que o culto é “para Deus, não para você” (apesar do sermão e de boa parte das músicas e hinos serem direcionado às pessoas...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo os princípios da simplicidade e da objetividade, Ellen White escreveu: “As formalidades e cerimônias não devem ocupar tempo e energias que devam por direito ser dedicados a assuntos mais essenciais.” (&lt;em&gt;Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes&lt;/em&gt;, 270)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há virtude em acumular cerimônias e tornar o culto longo e sofrido. A espiritualidade do culto não é medida pelo grau de descontentamento e desconforto das pessoas. Precisamos promover uma reforma, retornando à simplicidade e à objetividade no culto, sem “serpentes de bronze”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando os professos cristãos alcançam a alta norma que é seu privilégio alcançar, a simplicidade de Cristo será mantida em todo o seu culto. As formas, cerimônias e realizações musicais não são a força da igreja.” (&lt;em&gt;Evangelismo&lt;/em&gt;, 512)&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;(*Os &lt;em&gt;Centros de Tradição Gaúcha &lt;/em&gt;são sociedades que visam ao resgate e à preservação dos costumes tradicionais dos gaúchos. É uma bela iniciativa cultural tradicionalista, mas que não serve de modelo para o funcionamento de uma igreja cristã.) &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-1834919221598433944?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2012/03/serpentes-de-bronze-no-culto-cristao.html</link><author>noreply@blogger.com (Vanessa Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-odn7j7K28d0/T2j5af7MaTI/AAAAAAAABkw/BFxe3_1ZWrk/s72-c/Neustan.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-7294830360864016496</guid><pubDate>Fri, 16 Mar 2012 13:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-16T06:55:31.191-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Adoração</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Joêzer Mendonça</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Liturgia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ministério da Música</category><title>Deus como músico</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nqBtBGx1vOg/T1-kslJf3_I/AAAAAAAABGU/kiRV1J4K7Ok/s1600/tudoquerespira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-nqBtBGx1vOg/T1-kslJf3_I/AAAAAAAABGU/kiRV1J4K7Ok/s1600/tudoquerespira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Deus ama a música. O livro de Jó fala de anjos cantando como trilha sonora da Criação (Jó 38) e em homenagem ao nascimento de Jesus (Lucas 2). Entretanto, ninguém gravou esta música e ninguém foi transportado ao céu e de lá voltou com o Livro de Partituras Celestes para Vozes Humanas. Embora cá na Terra haja quem diga saber qual é a música do Céu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Temos uma tendência a achar que as músicas religiosas de antigamente eram superiores às atuais músicas da igreja. Mas isso não passa de uma de nossas autoilusões favoritas, aquela que nos faz dizer “ah, no meu tempo era diferente”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não há razão alguma para pensar que o louvor dos tempos do Antigo Israel era superior ao de nosso tempo. Os corações sinceros de hoje não são menos sinceros que os de antigamente. O louvor não é menos aceito por Deus hoje que antes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A música praticada nos cultos do Antigo Israel era bela e elevava os corações ao Senhor? Sim e não. O povo não se tornava melhor por causa da música. O efeito musical dura muito pouco. O povo se tornava melhor aos olhos de Deus ao praticar a bondade, ao andar em humildade com Deus, ao seguir sem hipocrisias Sua lei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje, a forma musical é diferente daquela praticada nos tempos antigos, mas o Deus é o mesmo. Como nos tempos do Antigo Testamento, as pessoas hoje ouvem uma música e podem ser tocados por ela ou podem ser indiferentes ao seu efeito. A atitude de louvor de um pode ser honesta e verdadeira e a de outro pode estar corrompida pela vaidade. E isso dificilmente é resultado da música ou do instrumento, mas das intenções pessoais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O rei-músico Davi recebeu instruções sobre diversas atividades e utensílios do templo. Mas não recebeu uma letra e nem uma partitura. A inspiração musical não é inspiração verbal. Deus não passa os dias a soprar notas, acordes e versos no ouvido dos compositores. A inspiração é de pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Davi reconhecia a fonte de sua inspiração (2 Samuel 23: 1, 2). Mas isso não quer dizer que ele recebia as notas e acordes como um exercício rítmico-melódico ditado por Deus. Quando Deus dá uma canção à Moisés&amp;nbsp;(Deuteronômio 31:19), ou quando organiza a liturgia do templo (2 Crônicas 25), isto já não é inspiração; é uma revelação direta feita pelo próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, "não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram [...] As palavras recebem o cunho da mente individual" (&lt;i&gt;Mensagens Escolhidas 1&lt;/i&gt;, p. 21). Assim, a interpretação correta da inspiração divina é a que considera que Deus inspira o pensamento e motiva a criatividade do artista e do escritor, mas o modo como ele escreve ou as palavras que ele escolhe são um processo humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No processo criativo, o artista escreve, apaga, pensa, repensa, modela, descarta, volta a usar. Um músico escreve com vários outros músicos na cabeça. É uma atividade em que se conjuga intuição emocional e análise fria. E Deus, como músico e amante da música, inspira e, por que não?, admira a criatividade e a arte de Sua criatura em sincero louvor. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mais sobre Deus e a arte&lt;/i&gt;: &lt;a href="http://www.cristianismocriativo.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=636&amp;amp;Itemid=70"&gt;O Poeta, a Criação e a Cruz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-7294830360864016496?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2012/03/deus-como-musico.html</link><author>noreply@blogger.com (joêzer)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nqBtBGx1vOg/T1-kslJf3_I/AAAAAAAABGU/kiRV1J4K7Ok/s72-c/tudoquerespira.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-1280739702159120537</guid><pubDate>Wed, 14 Mar 2012 00:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-19T09:07:28.217-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caça Mitos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ellen White</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: André Reis</category><title>Lúcifer: Regente do Coro Celestial?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lku21LMurC8/T18vEuboRyI/AAAAAAAAAUQ/hrJk-JReOo4/s1600/lucifer.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-lku21LMurC8/T18vEuboRyI/AAAAAAAAAUQ/hrJk-JReOo4/s320/lucifer.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O uso incorreto dos escritos de Ellen White tem dado origem a muitas lendas e mitos adventistas. A maneira como isso ocorre é semelhante à brincadeira do telefone sem fio. Você sabe como é o jogo, a simples frase “Maria foi nadar na piscina” torna-se no fim da roda em “Azarias não jogou nada na latrina”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando trabalhei como Assistente de Pesquisas no Centro White, Unasp-2, publiquei um artigo na Revista Adventista (&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/85190005/Artigo-RevisaodeArquivo-All" target="_blank"&gt;“Revisão de Arquivo”&lt;/a&gt; RA, Abril de 1995) em que abordei algumas dessas citações “apócrifas” do Espírito de Profecia, e mais recentemente no artigo &lt;a href="http://www.adventismohoje.com/2010/10/combatendo-o-sensacionalismo-profetico.html" target="_blank"&gt;“Órion e os Eventos Finais”&lt;/a&gt;. Tenho aprendido que o problema não está com certas declarações de Ellen White e sim com a maneira em que seus escritos são lidos, descontextualizados e abusados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Uma das interpretações que tem se tornado quase proverbial em nosso meio é a idéia de que Lúcifer era “regente do coro celeste”. A idéia é baseada na seguinte citação de Ellen White:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;“Satanás tinha dirigido o coro celestial. Tinha ferido a primeira nota; então todo o exército angelical havia-se unido a ele, e gloriosos acordes musicais haviam ressoado através do Céu em honra a Deus e Seu amado Filho. Mas agora, em vez de suaves notas musicais, palavras de discórdia e ira caíam aos ouvidos do grande líder rebelde.”&lt;/i&gt; (História da Redenção, 25).&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Primeiramente, é importante ressaltar que a revelação Bíblica, a luz maior, em nenhum momento retrata Lúcifer como regente do coro celeste. Isso já seria razão suficiente para sermos cautelosos ao fazer afirmações categóricas sobre as atividades de Lúcifer no céu antes de sua queda. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas alguns textos bíblicos são usados para provar a idéia de que Satanás era músico; veja Ezequiel 28:13-15:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;“Estiveste no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda pedra preciosa: a cornalina, o topázio, o ônix, a crisólita, o berilo, o jaspe, a safira, a granada, a esmeralda e o ouro. Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A passagem acima faz parte de um juízo proferido sobre o rei de Tiro, portanto, a intenção original de Ezequiel não é tratar de Lúcifer em seu estado não caído e por isso, precisamos respeitar o contexto. Mesmo que haja certos paralelos entre a altivez do rei de Tiro e Lúcifer, a linguagem não trata deles de forma literal. Por exemplo, porque o texto trata de instrumentos musicais, alguns concluem que isso se refere ao dom musical de Lúcifer no céu, enquanto outros até vêem aí uma prova de que havia “tambores” no céu. Mas a linguagem aqui é poética, simbólica e metafórica e o hebraico é de difícil tradução e inconclusivo ao falar de instrumentos, é necessária cautela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Podemos, no entanto, aplicar os princípios da queda do rei de Tiro como símbolo da queda de Lúcifer, já que há alguns paralelos óbvios, tais como “eras o selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura” (v. 12). Mas ao mesmo tempo em que há paralelos, há também disparidades entre os dois personagens que nos impedem de criar um paralelo literal entre cada elemento do texto de Ezequiel com Lúcifer. Assim, tentar literalizar a passagem de Ezequiel nos traz dificuldades já que se Lúcifer era músico e tocava “tambores e pífaros” (v. 13) no céu, então ele também era coberto de jóias preciosas literalmente, se engajou em “comércio” lá (v. 16, 18), profanou os seus próprios “santuários” (v. 18) e Deus o expulsou em direção à “terra” (que supostamente ainda não havia sido criada!) e o expôs perante “reis” (v. 16, 17). O disparate exegético deveria ser óbvio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Concluir, portanto, que Lúcifer era regente do coro celestial ou até mesmo músico com base nos instrumentos citados na passagem de Ezequiel é forçar o texto bíblico. Isso não quer dizer necessariamente que Lúcifer não era músico no céu, a Bíblia contém muitas cenas de louvor oferecido pelos anjos a Deus. Mas querer precisar que função Lúcifer tinha no céu é ir além da revelação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O outro texto citado é Jó 38:4-7, que mostra que fala do “coro celestial”:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt; “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? ... quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?”&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O texto pode estar se referindo a um coro de anjos cantando nas eras sem fim da eternidade, mas não trata de Lúcifer em específico. Acima de tudo, assim como Ezequiel, o texto de Jó é poético e simbólico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Pessoalmente, não  tenho nenhum problema a priori com a idéia de que Lúcifer possa ter  sido "regente do coro celestial", assim como não teria problema com a  idéia de que ele possa ter sido compositor, pintor, escultor ou mesmo arquiteto das cortes celestiais. O problema é ter base escriturística para fundamentar tais afirmações.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É interessante notar que a idéia de que Lúcifer tivera posição de líder dos anjos não é original de Ellen White. Esse conceito parece ter se tornado parte da tradição cristã e era idéia comum para alguns autores no tempo de Ellen White.[1] Ela estaria apenas refletindo uma idéia periférica da sua época neste ponto (como fez em muitos outros[2]) para expressar um ponto mais importante sobre a atuação de Lúcifer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Com esse breve pano de fundo bíblico e histórico, voltemos então à passagem de Ellen White. Uma leitura mais cuidadosa da passagem indica que Ellen White não pretendeu fazer uma declaração sobre a posição de regente musical de Lúcifer. Ela escreveu que “Satanás tinha dirigido o coro celestial. Tinha ferido a primeira nota,” o que expressa uma ação pontiliar num passado distante e não uma ação constante necessariamente. Note que a conclusão que Satanás tinha a posição estabelecida de “regente do coro” não está no texto. Essa nuance é importante para o entendimento da intenção de Ellen White. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; Ela claramente não está fazendo uma declaração sobre a função de músico de Lúcifer ou como a música é executada nas cortes celestiais, mas está ressaltando sua posição em relação aos anjos: ele era o anjo mais exaltado, tinha primazia em termos de criação e função. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Lúcifer é retratado aqui como aquele que, dentre os anjos, primeiro sentiu em seu coração o desejo de louvar a Deus, ele iniciou o louvor, feriu a "primeira nota" e os anjos seguiram. Assim, a metáfora da música celestial é usada por Ellen White para criar um forte contraste entre a submissão de Lúcifer a Deus ao alçar louvores a Ele e a rebelião que começava a surgir em seu coração através da discórida e desarmonia. Veja que ela continua dizendo &lt;i&gt;“Mas agora, em vez de suaves notas musicais, palavras de discórdia e ira caíam aos ouvidos do grande líder rebelde.&lt;/i&gt;” Aqui Lúcifer abandonara o desejo de louvar a Deus.&lt;b&gt; Dessa forma, a metáfora musical é usada para fins primordialmente homiléticos, para expressar um ponto mais importante&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;, a saber, a exaltação de  Lúcifer perante os anjos e sua repentina queda.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;O detalhe musical sobre Lúcifer é informação periférica, é como a moldura de um quadro, que se for retirada, não impacta a apreciação da arte. Em outras palavras, Ellen White poderia ter dito, "Lúcifer foi o primeiro anjo a apreciar a beleza do céu, seguido pelos outros anjos. Mas agora, em vez de apreciar a beleza do céu, ele começou a criticar tudo" &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;O ponto central é o mesmo: &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lúcifer foi privilegiado mas caiu pelo orgulho ou arrogância.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O objetivo de Ellen White aqui não é descrever a posição musical de Lúcifer e sim traçar um contraste entre sua posição de fidelidade a Deus e sua subsequente atitude de rebelião. &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Além da precariedade do argumento do ponto de vista bíblico e o fato de que Ellen White não disse que Satanás era "regente" do coro celeste, a idéia de que Lúcifer tinha esse função específica também esbarra em problemas lógicos. O primeiro deles é o tamanho do coro celeste; se houvesse mesmo a necessidade de um regente, deveria haver milhares de sub-regentes para um coro de milhares, milhões ou bilhões de anjos, como ocorre com grandes corais aqui. O problema é que a necessidade de um regente nos moldes de um diretor de coral terrestre fere o conceito bíblico de que os anjos são perfeitos em todos os sentidos e superiores ao homem (Salmo 8:5; Heb 2:7). Por quê?  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png"&gt;&lt;i&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Anjos perfeitos em poder não devem necessitar de um regente que indique o compasso, mudanças de dinâmica, cadência, rallentandos, pianissimos ou mezzo fortes, se é que a música celeste sequer pode ser descrita nos moldes terrestres! &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nem mesmo deve ser necessário que alguém lhes dê a “primeira nota” nos padrões de um regente terrestre, como se os anjos precisassem disso para se manterem no tom. Existem seres humanos que possuem o que chamamos de “ouvido absoluto”, ou seja, não precisam que ninguém lhes toque ao piano ou sopre num diapasão um Dó ou Fá, eles ouvem a nota automaticamente em seu ouvido e cantam no tom. Quanto mais os anjos que foram criados de forma superior ao homem! E até mesmo em nossa esfera decaída, há muito coral profissional por aí que não necessita de regente. Creio que deu para entender os problemas com uma leitura rígida da passagem em questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em conclusão, nosso estudo revela que Ellen White se valeu de certa forma de uma idéia comum em seu tempo, a saber, de que Lúcifer era líder do anjos, inclusive nos louvores, para ilustrar um ponto mais importante, o da sua posição elevada e repentina queda. Também não há nada na passagem que indique que esse conceito fora parte de uma revelação especial a Ellen White. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Se Lúcifer era ou não "regente do coro celestial" é  irrelevante, já que ele não caiu de sua elevada posição por  rebelião ao governo de Deus em questões musicais. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Assim, devemos ler a passagem sobre Lúcifer e o coro celeste mais por sua força retórica sobre a exaltação e subsequente queda de Lúcifer, e não como uma declaração de qual função musical ele exercia no céu ou como é realizada a música celeste&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Cabe aqui também uma palavra de exortação. Infelizmente, a intenção de muitos que usam a passagem de Satanás como suposto “regente do coro celeste” é quase sempre demonizar (literalmente) a música sacra contemporânea. Ouvem-se afirmações do tipo “Satanás é músico, temos que ter cuidado com avanços na música adventista.” Assim, cria-se um espantalho ao redor da música adventista para coibir, oprimir e ostracizar músicos. Nossos músicos não têm liberdade para trabalhar porque sempre correm o risco de se tornar culpados por associação com Lúcifer, o músico par excellence, o “regente do coro celeste”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Com certeza Satanás deve ter um vasto conhecimento da música celeste e bem como da terrestre, mas ele não foi originador da música, Deus o é. Não entreguemos a Satanás algo que pertence a Deus, o dom da música, e não façamos os músicos da Igreja culpados por associação porque um suposto “regente do coro celeste” caiu em rebelião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png"&gt;&lt;i&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-12xuCjhTujo/TrKuThMduEI/AAAAAAAAASM/YcSvtxvwOL8/s1600/lquote.png" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;E, ironicamente, Satanás sempre alcança seu objetivo de espalhar desarmonia na igreja quando, no afã de evitar o complexo do “regente Lúcifer”, caímos em extremos na questão da música sacra, julgando a intenção dos nossos irmãos, impondo nossas idéias pessoais do que Deus aceita ou não ("Se eu não gosto, Deus não gosta também"), criticando e condenando. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No fim das contas, o maior problema dos músicos e adoradores adventistas não é tanto “musical” e sim “relacional”, seja no relacionamento com Deus ou com nosso próximo, como foi para Lúcifer. Cultive relacionamentos saudáveis na questão da música sacra para não cair no mesmo problema daquele anjo caído.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;André Reis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;______________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2513399702854877365#_ftnref"&gt;[1]&lt;/a&gt; Veja, por exemplo, John Milton, Paradise Lost (Londres: 1674), Livro IV, 600-605; ibid., Livro VII, 130; Daniel Defoe, &lt;i&gt;The Political History of the Devil &lt;/i&gt;(1726), p. 49, ibid., &lt;i&gt;The Life and Adventures of Robinson Crusoe &lt;/i&gt;(1800), p. 119, Emily Percival, &lt;i&gt;The Token of Friendship&lt;/i&gt; (1852), que usa linguagem bem semelhante à de Ellen White: “Lúcifer pode haver sido o líder daquele coro celeste” (p. 26).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;[2] Como por exemplo, 6.000 anos para a idade da terra, idéia comum no século 19 hoje questionada por cientistas criacionistas e arqueólogos Adventistas. A história da civilização humana tem pouco mais de 6.000 anos, talvez 10.000. Ellen White nunca procurou estabelecer a idade da terra, ela usou o cômputo para ressaltar um ponto mais importante, a saber, a longa odisséia do pecado na terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-1280739702159120537?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2012/03/lucifer-regente-do-coro-celestial.html</link><author>noreply@blogger.com (André Reis)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lku21LMurC8/T18vEuboRyI/AAAAAAAAAUQ/hrJk-JReOo4/s72-c/lucifer.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-2002968571425485556</guid><pubDate>Sun, 12 Feb 2012 14:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-12T06:16:54.811-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Adoração</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Joêzer Mendonça</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Louvor Contemporâneo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Liturgia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Música Contemporânea</category><title>adoração neopentecostal e adventismo: cantos e desencantos</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wWtjcflkhmk/TzWPHXtc-5I/AAAAAAAABF8/Y3_fvcHtvas/s1600/louvor2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-wWtjcflkhmk/TzWPHXtc-5I/AAAAAAAABF8/Y3_fvcHtvas/s1600/louvor2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Uma das faces mais reconhecíveis do movimento neopentecostal é sua ênfase no louvor coletivo. A especialista Magali Cunha, no livro &lt;/span&gt;&lt;i style="text-align: justify;"&gt;Explosão Gospel&lt;/i&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt; (Ed. Mauad), afirma que a prática do louvor, por sua larga duração e ênfase litúrgica, está substituindo a pregação e estudo da Palavra como ponto central na teologia pentecostal. Desse modo, o sucesso dos ministérios de Adoração &amp;amp; Louvor, estrangeiros ou nacionais, tem contribuído para a exigência de modificação da tradicional liturgia protestante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na pesquisa sobre a música produzida pelos adventistas do sétimo dia no Brasil, tenho observado o interesse de líderes de louvor em desenvolver um modelo baseado na adoração neopentecostal. Claro, sem as manifestações extravagantes (como andar em quatro patas ou rodopiar) e sem o êxtase glossolálico (o falar em "línguas estranhas"). Assim, extraídos os elementos mais controversos, seria possível obter uma música capaz de entusiasmar as congregações adventistas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que, talvez, não esteja sendo discutido nos círculos musicais do adventismo é a real dificuldade de esvaziar uma música do seu valor simbólico de origem. Em uma pergunta de aplicação prática: uma música originalmente forjada segundo a ênfase neopentecostal no milagre, na unção e no êxtase místico poderia ser transplantada para outro contexto litúrgico sem carregar consigo essas particularidades a ela associadas?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;o denominador mínimo musical e o denominador máximo doutrinário&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há quem diga que &lt;b&gt;sim&lt;/b&gt;, é possível reduzir tal música a seu denominador mínimo musical e utilizá-la com sucesso em outro contexto evangélico. De que maneira? Por exemplo, restringindo as inúmeras repetições do refrão dessas músicas e descartando o excesso emocionalista e gestual. Assim, mesmo acompanhada da habitual contenção gestual dos adventistas, em geral, mais afeitos ao controle da euforia dentro dos templos, essa restrição das repetições ajudaria a criar um ambiente de adoração mais relevante ou, como gostam de dizer alguns, mais "intensos".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas há aqueles que dizem que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; é possível esconder o denominador máximo comum das músicas dos ministérios de louvor neopentecostais. Ou seja, essa música não criaria um ambiente mais favorável à adoração coletiva. Ao contrário, ela seria capaz de gerar novos atritos e divisões na igreja por dois motivos: seria musicalmente estranha à tradição doutrinária adventista (ela é rapidamente reconhecível devido à brevidade de sua letra e à repetição de certas expressões); e estaria associada a uma forma de culto cuja carga emocional é considerada excessiva para a tradição de culto adventista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EfBu4zb6Mgk/TzWO1XgltfI/AAAAAAAABF0/YK_QwcID0FI/s1600/louvor.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-EfBu4zb6Mgk/TzWO1XgltfI/AAAAAAAABF0/YK_QwcID0FI/s1600/louvor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;adoração neopentecostal e adventismo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aqui, estou falando de momentos de louvor em que algumas canções conhecidas e originárias do meio neopentecostal são utilizadas. Em geral, elas são apresentadas durante um programa jovem juntamente com o repertório adventista produzido para os jovens. Raramente, elas são cantadas nos cultos matutinos de sábado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Alguns cantores protestantes adeptos da cultura neopentecostal de adoração, embora reduzam a longa duração original das canções e evitem os temas da cura e da prosperidade, reencenam algumas características dos shows ao vivo dos bem-sucedidos Ministérios de Louvor &amp;amp; Adoração. São elas:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;a) A preservação da voz chorosa nos momentos de “intercessão” e oração. &lt;b&gt;Tese&lt;/b&gt;: demonstração de emoção espiritual e da manifestação do Espírito. &lt;b&gt;Antítese&lt;/b&gt;: imitação de cantoras-líderes de grupos de louvor; exagero dramático; artificialidade. &lt;b&gt;Síntese&lt;/b&gt;: a emoção espiritual faz parte da adoração, mas o estilo de adoração neopentecostal tem apresentado uma nítida teatralização da contrição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;b) A sugestão de intensidade e/ou entrega espiritual por meio do levantar de mãos e do fechar dos olhos. &lt;b&gt;Tese&lt;/b&gt;: o gesto também é expressão de espiritualidade. &lt;b&gt;Antítese&lt;/b&gt;: demonstração de santidade exterior; exclusão social de quem não adota esse gestual (são chamados de “frios”). &lt;b&gt;Síntese&lt;/b&gt;: a adoração contemporânea tem concedido aos gestos e expressões faciais o status de sinais visíveis de aparência de santidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;c) O emprego de canções com linguagem romântica. &lt;b&gt;Tese&lt;/b&gt;: demonstração de intimidade relacional entre o ser humano e Deus. &lt;b&gt;Antítese&lt;/b&gt;: expressões como “apaixonado por Jesus” têm forte conotação de relação passageira e trivial; confusão entre emoção libidinal e emoção espiritual. &lt;b&gt;Síntese&lt;/b&gt;: embora não haja amor sem paixão (mas haja paixão sem amor), as expressões ligadas ao amor conjugal sugerem uma ênfase sentimental no relacionamento com Deus. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É inegável que os ministérios de louvor &amp;amp; adoração origem neopentecostal têm alcançado um feito admirável: o povo tomou gosto por cantar "no meio da congregação", nos átrios, nos logradouros públicos. Mas também não se pode negar que o sucesso desse estilo musical nas rádios afora (muitas vezes consagrado na seção das "mais tocadas") tem orientado a produção de canções que obedecem o mesmo estilo, como se seguissem uma fórmula.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao contemplar o sucesso midiático e, por que não, espiritual dos ministérios de louvor, alguns setores adventistas começam a rever certas práticas estagnadas. Quando essa necessária revisão está acompanhada da reflexão sobre a teologia das letras e do respeito à unidade congregacional, tanto melhor para a missão da igreja. &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-2002968571425485556?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2012/02/adoracao-neopentecostal-e-adventismo.html</link><author>noreply@blogger.com (joêzer)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wWtjcflkhmk/TzWPHXtc-5I/AAAAAAAABF8/Y3_fvcHtvas/s72-c/louvor2.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-5737545712796192621</guid><pubDate>Mon, 02 Jan 2012 21:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-02T13:01:29.205-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: André Reis</category><title>Feliz Aniversário, Adoração Adventista!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AfhMEive0NA/TwIXSIE9DgI/AAAAAAAAAUA/2U15JNB8t8Y/s1600/2bday" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://2.bp.blogspot.com/-AfhMEive0NA/TwIXSIE9DgI/AAAAAAAAAUA/2U15JNB8t8Y/s320/2bday" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O nosso site completou no dia 1 de Janeiro de 2012 dois anos de existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcançamos esse ano 47.514 visitas únicas ao site e 100.935&amp;nbsp; visualizações de páginas de artigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos de coração aos fiéis leitores que nos visitam semanalmente em busca de uma perspectiva equilibrada sobre o importante assunto da adoração adventista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como editor, agradeço aos escritores que se dedicam a fornecer artigos relevantes e bem pesquisados ao nosso site. Recebo frequentes mensagens de líderes da IASD no Brasil que lêem nosso site em busca de respostas. Sem dúvida, estamos dando uma contribuição importante à Igreja. Sigamos em frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Feliz Ano Novo a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço,&lt;br /&gt;André Reis&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-5737545712796192621?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2012/01/feliz-aniversario-adoracao-adventista.html</link><author>noreply@blogger.com (André Reis)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AfhMEive0NA/TwIXSIE9DgI/AAAAAAAAAUA/2U15JNB8t8Y/s72-c/2bday' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-8318689903407922389</guid><pubDate>Fri, 30 Dec 2011 12:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-30T12:00:47.370-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caça Mitos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autora: Vanessa Meira</category><title>Sob o domínio do medo</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KBLco-u1zOQ/Tv20ZFTMGQI/AAAAAAAAAPY/7c3chmhSHUM/s1600/Cuca%2Bvai%2Bpegar.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691903847078566146" src="http://4.bp.blogspot.com/-KBLco-u1zOQ/Tv20ZFTMGQI/AAAAAAAAAPY/7c3chmhSHUM/s200/Cuca%2Bvai%2Bpegar.jpg" style="float: right; height: 133px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;Quando as crianças não querem obedecer, é comum ouvir dos pais: &lt;i&gt;“se você não fizer, o velho do saco vai te pegar”.&lt;/i&gt; Quando não querem dormir: &lt;i&gt;“A Cuca vai te pegar”.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tática pode funcionar por um tempo. Mas, conforme o indivíduo vai se desenvolvendo, ninguém espera que esse tipo de “incentivo” baseado no medo continue sendo usado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, esse fenômeno acontece o tempo todo nas igrejas: o domínio pelo medo. O raciocínio é o seguinte: &lt;i&gt;“se o povo não quer tomar jeito por amor a Jesus, terá que ser por medo do diabo!”&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Assim, grosso modo, o método é aplicado a tudo. &lt;i&gt;“Você não quer deixar o refrigerante por princípios de saúde? Ok. Então vire o rótulo da Coca-Cola e leia ‘Alô Diabo’. Esse refrigerante é do demônio irmão!” &lt;/i&gt;Aí o crente deixa o refrigerante por medo do diabo, e não por um princípio baseado na Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No assunto da música e adoração ocorre o mesmo. Quando o argumento não convence pela lógica, abusa-se de histórias de pactos diabólicos, mensagens subliminares, casos de possessão, etc. E depois é só fazer o apelo, desligar os instrumentos e jogar todos os cd’s na fogueira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o povo que prega a esperança não pode se sujeitar ao medo. E isso deve obrigatoriamente transparecer em nossa adoração. O clima repressivo, o tom ameaçador, o patrulhamento sem misericórdia deve ceder lugar ao incentivo, a orientação, o discipulado e até a repreensão com brandura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #006600;"&gt;A música dos "comedores de criancinhas”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-w77DR5ZqfMo/Tv21R6ka3AI/AAAAAAAAAPw/RXH7OYWzIrY/s1600/Regina-Duarte-medo.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691904823450590210" src="http://1.bp.blogspot.com/-w77DR5ZqfMo/Tv21R6ka3AI/AAAAAAAAAPw/RXH7OYWzIrY/s200/Regina-Duarte-medo.jpg" style="float: left; height: 188px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;A década de 70 foi marcante para a música adventista. O debate sobre a música foi afetado pelo contexto da Guerra Fria. A &lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt; foi inundada com artigos sobre música, com insistentes citações de Bob Larson e John Diamond, autores conhecidos por suas abordagens espiritualistas à música.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa década que surgiu a primeira versão da &lt;i&gt;Filosofia Adventista de Música &lt;/i&gt;(1972), que foi substituído por outro documento em 2004. Quando comparamos as duas versões, fica nítido o caráter controlador da versão de 1972, que falava explicitamente de acordes, estilos e ritmos inadequados. Era praticamente uma lista de &lt;i&gt;“pode x não pode”. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou mais de 30 anos para a &lt;i&gt;Filosofia Adventista de Música &lt;/i&gt;ter seu texto mudado. O atual texto é mais aberto, enfatizando princípios de adoração e não acordes e ritmos.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, em outubro de 79, a &lt;i&gt;Revista Adventista &lt;/i&gt;publicou um curioso e amedrontador artigo &lt;i&gt;“Uso comunista da música”,&lt;/i&gt; assinado por Melvin Munn. Veja como o pânico se disseminava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os &lt;i&gt;comunistas&lt;/i&gt; idealizaram esse plano especialmente para estudantes de escolas superiores, para produzir diferentes graus de neurose artificial e prepará-los para a agitação e precipitar a revolução — agitação e revolução para destruir nossa forma americana de governo e os princípios básicos cristãos que governam nosso modo de vida. (...)” p.7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Atualmente esta música (rock’n roll) vai ainda mais profundo, dentro do coração da África, onde ela era usada para incitar guerreiros a um tal frenesi, que ao cair da noite os vizinhos eram comidos em panelas canibais. (...)” p.7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esta música (rock’n roll) é tão-somente parte do esquema diabólico dos &lt;i&gt;comunistas&lt;/i&gt; para fazer os humanos retornarem à selvageria.”p. 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que era popular o argumento que "comunistas comiam criancinhas", nada mais natural que usar isso num artigo sobre música. Isso reflete bem o espírito do debate sobre música na igreja: especulações que apelam ao medo. [3].&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fnOCRxGwNUs/Tv3Km372FCI/AAAAAAAAAQI/g2CY-MeDhEI/s1600/animais%2Bm%25C3%25ADticos.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691928273264972834" src="http://1.bp.blogspot.com/-fnOCRxGwNUs/Tv3Km372FCI/AAAAAAAAAQI/g2CY-MeDhEI/s400/animais%2Bm%25C3%25ADticos.jpg" style="display: block; height: 128px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #006600;"&gt;Animais míticos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Essa abordagem assustadora também é usada na discussão sobre o uso da percussão na adoração. Esqueça a complicada discussão sobre acústica, volumes e ritmos: basta fazer uma assustadora conexão entre instrumentos de percussão e o sobrenatural que a discussão se resolve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O tambor é capaz de estabelecer contatos com os espíritos dos deuses, com as almas dos ancestrais, com os mortos e com os animais míticos.”[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animais míticos? Desde quando os adventistas acreditam em animais míticos? Desde quando os adventistas tem medo de fantasma? Qual será o próximo passo? Adventistas pedindo pastores para “benzerem” suas casas para espantar o “mau-olhado”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos acrescentar itens ao “argumento mítico”: as religiões afro-brasileiras usam flores, água, sal, toalhas e roupas brancas em seus rituais. Isso quer dizer que não podemos usar tais coisas? Podemos decorar nossas igrejas com flores ou isso pode invocar os espíritos da umbanda? Podemos continuar usando toalhas brancas na santa ceia? E roupas brancas nos batismo? O crente pode comer pipoca mesmo sabendo que ela é usada em sessões de descarrego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceba que o argumento mítico amedrontador pode ir longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #006600;"&gt;Por que falar tanto do diabo? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que me impressiona no debate musical é o conhecimento que alguns tem da agenda satânica. É curioso como alguns escritores e palestrantes conseguem saber os planos secretos e gostos de Satanás. Como conseguem descobrir? São informações que, para mim, podem dar a impressão de uma certa intimidade com o inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o inimigo está ativo, ninguém duvida. O que eu duvido é que ele esteja envolvido em tudo o que afirmam sobre ele. Já o envolveram inclusive na produção do &lt;i&gt;CD Jovem &lt;/i&gt;da igreja adventista: “Para esse fim, satanás já logrou êxito introduzindo a música gospel na igreja, até, nos CDs Jovem.” [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho alguns CD’s Jovem, mas não consegui localizar em nenhum encarte o nome de Satanás como produtor executivo ou musical. Vi o nome de vários pastores e músicos adventistas. O autor do artigo está sugerindo que esses pastores e músicos foram usados por Satanás. E isso é muito sério.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Wo0jfX5ujCQ/Tv202v1k6QI/AAAAAAAAAPk/NCznZeiTNZE/s1600/DS_IEST2.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691904356713294082" src="http://2.bp.blogspot.com/-Wo0jfX5ujCQ/Tv202v1k6QI/AAAAAAAAAPk/NCznZeiTNZE/s200/DS_IEST2.JPG" style="float: left; height: 138px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;Alguns pregadores e palestrantes se dedicam a estudar e ensinar o que Satanás está tramando. A desculpa deles é: &lt;i&gt;“estamos numa guerra e precisamos conhecer as táticas do inimigo”. &lt;/i&gt;Daniel Spencer (foto ao lado) é um palestrante que adquiriu certa notoriedade no Brasil apresentando uma série de palestras denominada &lt;i&gt;“A Guerra dos Sentidos”. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tive contato com seu material, chamou-me a atenção o tempo dedicado por ele a falar de Satanás e seus planos secretos. Alguém lhe perguntou sobre isso após uma palestra (a partir de 14:30 min, no link: &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-6148262566346133974"&gt;http://video.google.com/videoplay?docid=-6148262566346133974&lt;/a&gt;#&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a resposta (17:40 min) dele inclui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“O objetivo da palestra não é mostrar um diabo vencedor, mas é mostrar um adversário que não pode ser ignorado. E Deus está sendo louvado quando eu faço isso, porque foi Deus quem criou o diabo. Ele criou um ser inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Espírito de Profecia nos diz assim: ‘muitas vezes, até mesmo do púlpito, falamos pouco sobre o diabo, e é necessário entender as táticas do adversário’. Não é necessário ficar estudando e enfiando a cabeça nos livros para entender como é o diabo e todos esses temas. O Espírito de Profecia e a Bíblia desaconselham isso. Mas temos que conhecer o que Deus nos mostra sobre como ele trabalha para não ignorar esse poder.”&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que alguém encontrasse e me enviasse o texto onde Ellen White afirma isso.&lt;br /&gt;Eu sei que ela diz exatamente o contrário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"É verdade que Satanás é um poderoso ser; mas, graças a Deus, temos um Todo-poderoso Salvador, que expulsou do Céu o maligno. Satanás se agrada quando magnificamos seu poder. Por que não falar de Jesus? Por que não engrandecer Seu poder e amor?"&lt;/i&gt;[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Não é a obra do ministro evangélico dar voz às teorias de Satanás. ..."[7]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No lugar em que o povo se reúne para adorar a Deus não seja pronunciada nenhuma palavra que desvie a mente do grande interesse central - Jesus Cristo, e Este crucificado. Com as questões colaterais, não nos devemos intrometer. O peso da obra é: Pregar a Palavra."[8]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deus pede um reavivamento e uma reforma. As palavras da Bíblia, e a Bíblia somente, deviam ser ouvidas do púlpito."[9]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dai ao povo a verdade presente. Falai a verdade. Enchei-lhes a mente com a verdade. Edificai as fortalezas da verdade. E não apresenteis as teorias de Satanás a espíritos que não devem ouvir falar a respeito delas.&lt;br /&gt;O que o povo necessita não é uma apresentação das sedutoras artes de Satanás, mas uma apresentação da verdade como é em Jesus.&lt;br /&gt;Lembrai-vos de que o diabo pode ser servido por uma repetição de suas mentiras. Quanto menos lidarmos com esses assuntos objetáveis, tanto mais puros, limpos e menos manchados estarão nosso espírito e nossos princípios. ... " [10]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao falarmos na força de Satanás, o inimigo consolida mais seu poder sobre nós. Quando falamos no poder do Onipotente, o inimigo é repelido."[11]&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Falamos pouco do diabo e seus planos no púlpito? Deveríamos falar mais dele? Deus é louvado quando falamos tanto tempo do diabo? Pregar o plano da Redenção não é suficiente, temos que pregar sobre o plano de Satanás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que há uma preocupante e crescente onda de interesse em experiências sobrenaturais no adventismo brasileiro.[12]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é tão grave que a igreja mundial teve que tomar um voto incluindo no corpo de crenças fundamentais algo óbvio: Jesus é maior e mais poderoso que todos os demônios! Que tipo de adventista medroso não sabe que Jesus garante vitória sobre os demônios e libertação completa? [13]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, de nada adianta a igreja mundial enfatizar que &lt;i&gt;“não mais vivemos na escuridão, com medo dos poderes do mal”&lt;/i&gt; se as igrejas emprestam os púlpitos para os pregadores do terror especulativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #006600;"&gt;Escatologia Especulativa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E o pior é que esse misticismo invade a igreja à luz do dia, disfarçando-se de coisas boas, como &lt;i&gt;“Seminário de Música”&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;“Seminário Profético”&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;“Escatologia”&lt;/i&gt;. É impressionante ver como palestras que citam a maçonaria, os iluminati, o satanismo, numerologia, as mensagens subliminares e as supostas infiltrações jesuítas na IASD tem despertado o interesse. E os palestrantes ainda colocam Ellen White para “assinar em baixo” de suas teorias da conspiração.[14]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde quando essas coisas fazem parte da escatologia adventista? O que faz parte de nossa escatologia é saber que o espiritismo tem um importante papel a desempenhar. Mas isso não justifica essa onda especulativa que gera sermões e palestras e um desperdício do púlpito.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-q_Dg0ptbApc/Tv3PJ6JgmFI/AAAAAAAAAQU/P8DGK8Is0Kk/s1600/Walter%2BVeith%2Bconspiracies.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691933273201088594" src="http://3.bp.blogspot.com/-q_Dg0ptbApc/Tv3PJ6JgmFI/AAAAAAAAAQU/P8DGK8Is0Kk/s320/Walter%2BVeith%2Bconspiracies.jpg" style="float: right; height: 294px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;Infelizmente, alguns nomes de talento se enveredaram no caminho da especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para citar um exemplo, o dr. Walter Veith, admirado por sua contribuição à causa criacionista, desenvolveu uma série de palestras absurdamente especulativas e amedrontadoras sobre a Nova Ordem Mundial e as Sociedades Secretas e que também aborda o tema da música sacra. Isso acaba lançando sombra em sua credibilidade, o que é ruim para o criacionismo.[15]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho urgentemente um retorno à Bíblia. Se vamos discutir música e adoração, façamos isso à luz da Palavra, e não à luz das teorias medonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de promover palestras sobre Sociedades Secretas, teorias da conspiração, Misticismo Oriental, Nova Era, pactos diabólicos, numerologia, simbologia do mal, satanismo e chamar isso de "escatologia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de ouvir sobre a Nova Ordem Mundial. Precisamos ouvir e atender à “Velha Ordem Divinal”: “Ide (...) e pregai o EVANGELHO” (Mc 16:15). Transformaram isso em “ide, pregais sobre os planos do diabo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia é que essa onda terrorista tem invadido a igreja justamente através daqueles que clamam por uma “identidade adventista”, um retorno aos velhos e bons tempos. Esses temas conspiratórios são apenas um reflexo no adventismo de algo que está na moda no mundo evangélico. E eles tem oradores bem mais impactantes que nós (Daniel Mastral, Rebecca Brown, Josué Yrion, Tio Chico, dentre outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reavivamento e reforma não acontecem com mensagens sobre satanismo e a feiúra do demônio. Segundo Ellen White, "Deus pede um reavivamento e uma reforma. As palavras da Bíblia, e a Bíblia somente, deviam ser ouvidas do púlpito."[16]&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;[1] Bob Larson foi citado 33 vezes na &lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt;. Todas durante a década de 70 (com exceção de duas citações em artigo de 2005).&lt;br /&gt;[2] O voto de 1972 é bem diferente do de 2004. O de 1972, por exemplo, traz a expressão “jazz, rock e correlatos”. O de 2004 não traz. A expressão estava no texto sugerido para o voto de 2004, mas saiu após análise após análise. Aqui está o de 1972: &lt;a href="http://www.iamaonline.com/worshipmusic/Guidelines%20Toward%20An%20SDA%20Philosophy%20of%20Music.htm"&gt;http://www.iamaonline.com/worshipmusic/Guidelines%20Toward%20An%20SDA%20Philosophy%20of%20Music.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqui está o texto sugestivo para 2004 (ainda com a referência ao "rock"): &lt;a href="http://www.adventistreview.org/2003-1541/Music.pdf"&gt;http://www.adventistreview.org/2003-1541/Music.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqui está o atual, no formato final aprovado por voto: &lt;a href="http://www.adventist.org/beliefs/guidelines/music_guidelines.html"&gt;http://www.adventist.org/beliefs/guidelines/music_guidelines.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[3] O adventismo sempre sofreu com esse tipo de “sensacionalismo terrorista”. Desde que abracei o adventismo, tenho ouvido falar de decretos dominicais que supostamente estavam assinados. O medo do decreto e da perseguição causado por histórias especulativas consegue mais reavivamento que a Palavra de Deus. Na verdade, há entre nós um grande número de “decretistas do sétimo dia”: gente que aguarda o decreto dominical com mais ansiedade que a própria volta de Jesus.&lt;br /&gt;[4] Otimar Gonçalves, &lt;i&gt;“As preocupantes implicações do uso dos tambores/bateria na adoração a Deus”&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.ja.org.br/musica/artigos_tambores.html"&gt;http://www.ja.org.br/musica/artigos_tambores.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[5] Artigo de Sikberto Marks, disponível em: &lt;a href="http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/meio/musica_igreja_sikberto.htm"&gt;http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/meio/musica_igreja_sikberto.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[6] &lt;i&gt;Ciência do Bom Viver&lt;/i&gt;, 94.&lt;br /&gt;[7] &lt;i&gt;Mente, Caráter e Personalidade&lt;/i&gt;, Vol. 2, 718.&lt;br /&gt;[8] &lt;i&gt;Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos&lt;/i&gt;, 331-332&lt;br /&gt;[9] &lt;i&gt;Profetas e Reis&lt;/i&gt;, 626.&lt;br /&gt;[10] &lt;i&gt;Evangelismo,&lt;/i&gt; 624.&lt;br /&gt;[11] &lt;i&gt;Mensagens aos Jovens&lt;/i&gt;, 105.&lt;br /&gt;[12] Por isso, e também pelas orientações de Ellen White já citadas, não vejo como positivo o interesse em relatos sobre o submundo do espiritismo e do satanismo, como o de Roger Morneau, Rebecca Brown e Daniel Mastral. Isso normalmente só gera pânico, superstição, demonização exagerada e generalizada, e leva a falsos “reavivamentos” baseados em emoções. Se uma geração inteira de adventistas morre de medo de entidades e espíritos malignos, não será lendo Roger Morneau e assistindo palestras especulativas de Walter Veith que vão superar isso. É lendo e praticando a Palavra que liberta poderosamente!&lt;br /&gt;[13] Crescimento em Cristo - Nova crença fundamental aprovada em 4 de julho de 2005, na 58ª Assembléia da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Pela sua morte na cruz Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele subjugou os espíritos de demônios durante o Seu ministério terrestre e quebrou o seu poder e tornou certo o seu destino final. A vitória de Jesus dá-nos vitória sobre as forças do mal que continuam procurando controlar-nos, enquanto nós caminhamos com Ele em paz, alegria, e a garantia do Seu amor. Agora o Espírito Santo mora conosco e nos dá poder. Continuamente comprometidos com Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos livres do fardo dos nossos feitos passados. Não mais vivemos na escuridão, com medo dos poderes do mal, ignorância, e a falta de sentido de nosso antigo estilo de vida. Nessa nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer na semelhança de Seu caráter, comungando com Ele diariamente em oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nisso e em Sua providência, cantando Seus louvores, reunindo-nos juntos em adoração, e participando na missão da Igreja. Na medida em que nos entregamos ao serviço de amor àqueles ao nosso redor e ao testemunho da Sua salvação, Sua constante presença conosco através do Espírito transforma cada momento e toda tarefa numa experiência espiritual. Razões bíblicas: Salmos 1:1, 2; 23:4; 77:11, 12; Colossenses 1:13, 14; 2:6, 14, 15; Lucas 10:17-20; Efésios 5:19, 20; 6:12-18; I Tessalonicenses 5:23; II Pedro 2:9; 3:18; II Corintios 3:17, 18; Filipenses. 3:7-14; I Tessalonicenses 5:16-18; Mateus 20:25-28; João 20:21; Gálatas 5:22-25; Romanos 8:38, 39; I João 4:4; Hebreus 10:25.)&lt;br /&gt;[14] Veja "Ellen White e o Alarmismo" em&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.adventismohoje.com/2010/08/combatendo-o-sensacionalismo-ii-ellen.html"&gt;http://www.adventismohoje.com/2010/08/combatendo-o-sensacionalismo-ii-ellen.html&lt;/a&gt; e "Combatendo o Sensacionalismo Profético" em &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.adventismohoje.com/2010/08/combatendo-o-sensacionalismo-profetico.html"&gt;http://www.adventismohoje.com/2010/08/combatendo-o-sensacionalismo-profetico.html.&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[15] Uma das teorias conspiratórias de Veith (referentes a adulterações do texto bíblico) mereceu uma refutação do Biblical Research Institute: &lt;a href="http://biblicalresearch.gc.adventist.org/documents/Textus%20Receptus%20and%20Modern%20Bible%20Translations.pdf"&gt;http://biblicalresearch.gc.adventist.org/documents/Textus%20Receptus%20and%20Modern%20Bible%20Translations.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As palestras especulativas de Veith também foram alvo de crítica publicada na Adventist Review: &lt;a href="http://www.adventistreview.org/issue.php?issue=2009-1525&amp;amp;page=27"&gt;http://www.adventistreview.org/issue.php?issue=2009-1525&amp;amp;page=27&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[16] &lt;i&gt;Profetas e Reis,&lt;/i&gt; 626. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-8318689903407922389?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/sob-o-dominio-do-medo.html</link><author>noreply@blogger.com (Pr. Isaac Malheiros Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KBLco-u1zOQ/Tv20ZFTMGQI/AAAAAAAAAPY/7c3chmhSHUM/s72-c/Cuca%2Bvai%2Bpegar.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-6541559837940265177</guid><pubDate>Fri, 23 Dec 2011 18:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-23T15:54:37.941-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caça Mitos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>hinos</category><title>Quem tem medo da síncope?</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jZBIS_dXFtg/TvTujSZIITI/AAAAAAAAAMk/2jxeZg4bhAI/s1600/angry-preacher.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 171px; FLOAT: right; HEIGHT: 142px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689434519275839794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-jZBIS_dXFtg/TvTujSZIITI/AAAAAAAAAMk/2jxeZg4bhAI/s320/angry-preacher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Se você é alguém ligado à música na igreja, certamente já ouviu (ou leu) por aí alguma coisa sobre os malefícios da síncope na música. Além disso, tornou-se popular no meio adventista a teoria de que Satanás inverteu a ênfase rítmica normal, que estava no 1º e 3º tempos (&lt;em&gt;tempos fortes&lt;/em&gt;) e colocou no 2º e 4º tempos (&lt;em&gt;tempos fracos&lt;/em&gt;).[1] Segundo tal teoria, essa ênfase "invertida" causa desequilíbrio corporal, enfraquece o lóbulo frontal e produz secreções sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente, a síncope é o prolongamento sobre um tempo forte de uma nota emitida em tempo fraco ou na parte fraca de um tempo, como no exemplo destacado abaixo:&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3BoSOwgLqdM/TvUEi4QR-tI/AAAAAAAAANU/B6_58NUiTUA/s1600/Slide2.JPG"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 500px; DISPLAY: block; HEIGHT: 110px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689458701515225810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-3BoSOwgLqdM/TvUEi4QR-tI/AAAAAAAAANU/B6_58NUiTUA/s400/Slide2.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Segundo material disponível na internet, os efeitos da síncope na música são:&lt;br /&gt;- estimula os músculos a produzir movimentos físicos&lt;br /&gt;- produz no sistema nervoso central o mesmo efeito que as drogas psicoativas (cocaína, nicotina, anfetaminas, etc.)&lt;br /&gt;- causam confusão mental&lt;br /&gt;- podem produzir euforia, convulsões, transe, hipnose, dependência, tolerância e vício&lt;br /&gt;- os músicos utilizam o ritmo sincopado para causar dependência e tolerância e assim vender bem.&lt;br /&gt;- causa estresse, ansiedade, movimentação física (dança, marcha, exercícios, etc.), euforia, êxtase, transe, hipnose e vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado a discussão sobre a veracidade científica de tais afirmações, gostaria de, usando o critério desses pesquisadores, apresentar-vos alguns hinos perigosos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar pelos queridos hinos do &lt;em&gt;Hinário Adventista&lt;/em&gt;. Analisemos &lt;em&gt;"Achei um grande amigo"&lt;/em&gt; (HASD 88). Cerca de ¼ dos compassos desse hino trazem síncopes.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3uFBJh5IuyQ/TvUJA_kW3KI/AAAAAAAAANs/PQzhf0r56B4/s1600/Slide3.JPG"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689463616921066658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-3uFBJh5IuyQ/TvUJA_kW3KI/AAAAAAAAANs/PQzhf0r56B4/s400/Slide3.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;É compreensível que essa música seja tão sincopada: foi composta pelo fundador do estilo musical do “Exército da Salvação”, Charles W. Fry. Só para lembrar: o culto ruidoso da Carne Santa na campal de Indiana foi acompanhado de música ao estilo “Exército da Salvação”.[2]&lt;br /&gt;Então, talvez os puristas tenham razão nessa história de convulsões, transe, etc. Se você acredita nessas teorias, seja prevenido: por via das dúvidas não cante esse hino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo, um pouco mais leve e disfarçado, é o &lt;em&gt;"Amigo mui precioso"&lt;/em&gt; (HASD 106):&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VSnfAIcPHhc/TvUN2lYZa3I/AAAAAAAAAN4/t0W-0Vhx2gw/s1600/Slide4.JPG"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 107px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689468935651027826" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-VSnfAIcPHhc/TvUN2lYZa3I/AAAAAAAAAN4/t0W-0Vhx2gw/s400/Slide4.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Nesse aqui, a escrita em 2/2 camufla a síncope. Mas não se engane: ela está lá, espreitando você. Pronta para dar o bote em “Amigo mui precio&lt;strong&gt;SO&lt;/strong&gt;...” e “assim andamos jun&lt;strong&gt;TOS&lt;/strong&gt;...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo de síncope, nas estrofes e no refrão de &lt;em&gt;"Não há amigo igual a Cristo"&lt;/em&gt; (HASD 111):&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FQmT5UeOmAs/TvUONohfEVI/AAAAAAAAAOE/W_e5KDyeOoc/s1600/Slide5.JPG"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 169px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689469331631444306" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-FQmT5UeOmAs/TvUONohfEVI/AAAAAAAAAOE/W_e5KDyeOoc/s400/Slide5.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; E nem o casal Bill e Gloria Gaither escapou da síncope em &lt;em&gt;"O Rei vem vindo"&lt;/em&gt; (HASD 128):&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tRdoCUUukiw/TvUOdAURWEI/AAAAAAAAAOQ/w4nwrTiFaYY/s1600/Slide6.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689469595716507714" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-tRdoCUUukiw/TvUOdAURWEI/AAAAAAAAAOQ/w4nwrTiFaYY/s400/Slide6.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Essa é clara: síncope explícita, sem disfarce na escrita. E quando chegamos ao refrão, observamos o mesmo padrão sincopado:&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SfGn89fPuQw/TvUOwZe8VjI/AAAAAAAAAOc/eXWNa9Ziy50/s1600/Slide7.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 244px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689469928889669170" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-SfGn89fPuQw/TvUOwZe8VjI/AAAAAAAAAOc/eXWNa9Ziy50/s400/Slide7.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora um &lt;em&gt;Negro Spiritual, "Anunciai pelas montanhas"&lt;/em&gt; (HASD 137):&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nPk2HnsvY9Y/TvUSFF3yK5I/AAAAAAAAAOo/Ya-O7EQAUjk/s1600/Slide8.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 141px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689473582937287570" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-nPk2HnsvY9Y/TvUSFF3yK5I/AAAAAAAAAOo/Ya-O7EQAUjk/s400/Slide8.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Não foi sem críticas que os &lt;em&gt;Negro Spirituals &lt;/em&gt;entraram no repertório adventista. Veja o que Dario Pires Araujo escreveu sobre tais hinos em 1969:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao argumento de que eles (os Negro Spirituals) contêm sentimento, respondemos que nossa religião deve ser muito mais racional do que sentimental, mais espiritual do que emotiva. Por esta razão, em todo o nosso estudo jamais traduzimos o termo "negro spirituals", pois não o sabemos qual a melhor expressão que o traduza: se "espirituoso" ou se "espiriteiro", ou ainda "espiritado". Estamos convictos, porém, que não o poderíamos traduzir por "espiritual" que se refere a natureza de Deus, ou também a mais nobre face do ser, da pessoa humana. E qualquer obra que nasça de um sentimento de tristeza que não seja o de tristeza pelo pecado que causou o sofrimento de Cristo, esta fora do espírito do cristianismo."[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um exemplo de síncope, desde a estrofe até o refrão de &lt;em&gt;"Um novo nome lá na glória" &lt;/em&gt;(HASD 212):&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IEdKkSM6Yt0/TvUShPfbHjI/AAAAAAAAAPA/wuI8ZcLvQZc/s1600/Slide9.JPG"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 379px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689474066555805234" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-IEdKkSM6Yt0/TvUShPfbHjI/AAAAAAAAAPA/wuI8ZcLvQZc/s400/Slide9.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;E aqui está a síncope na mais pura essência: &lt;em&gt;"Com Cristo no meu coração"&lt;/em&gt; (HASD 233). Esse hino sim deveria causar convulsões, hipnose e transe (se a teoria tivesse fundamento).&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xu30uWWh0eU/TvUSuGmykiI/AAAAAAAAAPM/xp61Ze0cJng/s1600/Slide10.JPG"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 382px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689474287509082658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-xu30uWWh0eU/TvUSuGmykiI/AAAAAAAAAPM/xp61Ze0cJng/s400/Slide10.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Dos 16 compassos, 5 trazem síncopes na linha melódica (2 síncopes em cada um desses compassos, o que resulta em 10 no hino todo). Se levarmos em conta o arranjo vocal, 7 compassos trazem síncopes (14 síncopes no hino inteiro). Isso representa quase metade do hino. E a situação pode ficar crítica, já que o hino repete tudo 4 vezes! Se o ritmo sincopado realmente pode produzir algum efeito maléfico, tem que funcionar nesse hino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos citar ainda &lt;em&gt;“Brilha no meio do teu viver”&lt;/em&gt; (HASD 308), que também traz síncopes em 25% dos compassos. Até o belíssimo &lt;em&gt;“Eu achei”&lt;/em&gt; (HASD 476) foi contaminado pela síncope. E o refrão de &lt;em&gt;“Cristo conta comigo agora”&lt;/em&gt; (HASD 487) é uma coleção de síncopes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os exemplos podem se multiplicar. Alguns com muitas síncopes, outros com poucas, e outros com a suposta “inversão satânica” no ritmo forte. Tudo isso deveria causar no mínimo, confusão mental, segundo aqueles que por décadas assombraram as igrejas com essas teorias. Verifique estes:&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ABW3JJlPDjA/TvTuyoFeeOI/AAAAAAAAAMw/-GLGArE51yE/s1600/TerrorSync.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 158px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689434782797035746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ABW3JJlPDjA/TvTuyoFeeOI/AAAAAAAAAMw/-GLGArE51yE/s200/TerrorSync.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Amor nos faz contentes &lt;/em&gt;(HASD 238)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Conta as bênçãos &lt;/em&gt;(HASD 244)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Como agradecer &lt;/em&gt;(HASD 249)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Confia em Deus&lt;/em&gt; (HASD 273)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Oh quão doces as novas&lt;/em&gt; (HASD 335)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Inda é longe Canaã&lt;/em&gt; (HASD 339)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ao passares pelas águas&lt;/em&gt; (HASD 367)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ao teu lado quero andar&lt;/em&gt; (HASD 407)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Primeiro quero ver meu Salvador&lt;/em&gt; (HASD 439)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;O Senhor está aqui&lt;/em&gt; (HASD 470)&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Jesus, tu és a minha vida&lt;/em&gt; (HASD 478)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há problema na síncope, corremos sérios riscos de entrarmos todos em transe místico a cada sábado que cantamos esses hinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se fôssemos analisar o repertório adventista contemporâneo, aí sim a situação estaria perdida: sobram síncopes a cada compasso. Procure em todos os CD’s adventistas que você possuir: a síncope muito provavelmente vai estar lá. Inclusive naquele CD que você acha tão consagrado, tão sacrossanto, tão “isso sim é que é música!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas músicas do Ministério Jovem, lá estão as síncopes. Veja quantas aparecem só nas primeiras frases de &lt;em&gt;Vinde as Águas&lt;/em&gt;:&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-d2w1k93jo-I/TvTvRveNdBI/AAAAAAAAANI/gzt1jrvSW-I/s1600/Slide1.JPG"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 501px; DISPLAY: block; HEIGHT: 130px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689435317355770898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-d2w1k93jo-I/TvTvRveNdBI/AAAAAAAAANI/gzt1jrvSW-I/s400/Slide1.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Incrivelmente, não há relatos de casos de êxtase, hipnose coletiva ou convulsões provocadas por essa música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para encerrar, um teste. Abaixo temos mais uma música de um CD Jovem repleta de síncopes. Praticamente todos os compassos trazem síncopes. Se você tiver coragem, aperte o “play”. Mas cuidado: de acordo com especialistas, ao ouvir essa bela canção você poderá sentir os mesmo efeitos que os usuários de drogas...&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/mEr_NKR2xpw" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que os exemplos citados acima dariam ótimos "estudos de casos",se é que alguém ainda se dispõe a levar a sério as teorias da "síncope maligna" e da "inversão satânica". Reconheço que ritmos sincopados produzem efeitos (eles servem justamente para isso afinal!), mas certamente não merecem a demonização exagerada que sofreram por décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, esse artigo teve um tom irônico. Mas em momento algum ele faltou com a verdade.&lt;br /&gt;Esclarecimentos? Creio que os autores de livros e artigos com tais teorias científicas sobre a síncope e sobre a “inversão satânica” é que devem se pronunciar.&lt;br /&gt;____________________________________&lt;br /&gt;[1] Essa teoria, já defendida por autores como Samuele Bacchiocchi em &lt;em&gt;O Cristão e a Música Rock&lt;/em&gt;, p 244, foi recentemente divulgada por Daniel Spencer em sua série de palestras&lt;em&gt; “A Guerra dos Sentidos”&lt;/em&gt; no trecho que pode ser ouvido em: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=D0zocGoI41Q"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=D0zocGoI41Q&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[2] Obviamente, você deve ter percebido a ironia no meu comentário. Não há aqui nenhuma intenção de criticar o Exército da Salvação. Ellen White aconselha a não imitarmos os métodos do Exército da Salvação, mas não nos autoriza a criticá-los:&lt;br /&gt;“O Senhor tem balizado a nossa forma de trabalhar. Como um povo, não devemos imitar os métodos do Exército da Salvação. Esta não é a obra que o Senhor nos deu para fazer. Nem é o nosso trabalho condená-los e falar palavras duras contra eles. Há almas preciosas, que se desgastam no trabalho no Exército da Salvação. Devemos tratá-los com gentileza.&lt;br /&gt;Há no Exército da Salvação almas honestas, que estão sinceramente servindo ao Senhor e que verão maior luz, avançando para a aceitação de toda a verdade. Os obreiros do Exército da Salvação estão tentando salvar os negligenciados, os oprimidos. Não os desencoragem. Deixem-nos fazer essa classe de trabalho por seus próprios métodos e em sua própria maneira.” &lt;em&gt;Testimonies for the Church&lt;/em&gt;, vol. 8, p. 184.&lt;br /&gt;[3] Apostila &lt;em&gt;“A Música na Igreja Adventista”&lt;/em&gt; (material editado por Dario Pires Araújo em 1969), p. 29. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-6541559837940265177?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/quem-tem-medo-da-sincope.html</link><author>noreply@blogger.com (Pr. Isaac Malheiros Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jZBIS_dXFtg/TvTujSZIITI/AAAAAAAAAMk/2jxeZg4bhAI/s72-c/angry-preacher.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-3988930062915305971</guid><pubDate>Wed, 21 Dec 2011 00:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-20T17:22:14.162-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Culto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>História da Música</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><title>Fanatismo em diferentes maneiras</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Yh2E5XJC7Bo/TvEt0nBUtaI/AAAAAAAAAMQ/memL9pFT704/s1600/Lobo_Cordeiro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 271px; FLOAT: right; HEIGHT: 186px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688378186196628898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Yh2E5XJC7Bo/TvEt0nBUtaI/AAAAAAAAAMQ/memL9pFT704/s400/Lobo_Cordeiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Engana-se quem pensa que o fanatismo adventista ficou restrito ao perfeccionismo barulhento da campal de Indiana. Desde o início do movimento milerita, os adventistas tiveram que lidar com diferentes formas de excessos, excentricidades doutrinárias e métodos.&lt;br /&gt;Sobre o fanatismo, Ellen White escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tenho estudado a maneira de fazer publicar novamente esses casos antigos, de maneira que mais pessoas dentre nosso povo sejam informadas, pois de há muito tenho conhecimento de que o fanatismo se manifestará outra vez, &lt;strong&gt;em diferentes maneiras&lt;/strong&gt;.”[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em diferentes maneiras. No caso dos Mackin, foi sem ruídos, gritos ou tambores. Mas você pode estar perguntando: “quem são os Mackin e por que eu nunca ouvi falar neles?” É exatamente esse o problema: não há motivos razoáveis para a popularidade da campal de Indiana e o desprezo à experiência dos Mackin nos fóruns de música adventista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1908 (após a campal de Indiana), o casal Mackin relatou a Ellen White suas experiências extáticas que foram posteriormente reprovadas pela Mensageira do Senhor. O próprio evento dos Mackin já parecia ser uma repetição de fanatismos anteriores. Segundo Ellen White, “parecia uma cópia daquilo que havíamos sido chamados a enfrentar e corrigir em nossa primitiva carreira”.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen White lembra: “Parecia-me estar numa reunião em que se faziam apresentações da obra estranha do irmão Mackin e sua mulher. Fui instruída de que era uma obra semelhante à que fora conduzida em Orrington, no Estado do Maine, e em vários outros lugares depois da passagem do tempo em 1844. Foi-me mandado falar decididamente contra essa obra fanática.” [3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os adventistas nunca se interessaram por esse evento tanto quanto pelo de Indiana?&lt;br /&gt;Ele contém os mesmos elementos da experiência de Indiana: é carismático/pentecostal, envolve música também e foi combatido com advertências proféticas.&lt;br /&gt;Que tal levarmos em conta isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Música da Sra. Mackin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;A conversa entre Ellen White e o casal Mackin aconteceu em 12 de novembro de 1908 (depois do incidente em Indiana) e tem uma boa parte registrada em &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, nos volumes 2 e 3.[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As experiências da sra. Mackin envolviam “cantar no Espírito” (canto espontâneo), falar em línguas estranhas e o suposto dom de profecia. Não há relato do uso de instrumentos, a não ser o piano usado num teste vocal. A música é um elemento central nesse caso, e foi citada por Ralph Mackin como evidência da veracidade da experiência deles. Veja uma parte do relato da conversa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Ralph Mackin:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; "Eu fui ao centro da cidade, a serviço; e o Espírito de Deus disse à Sra. Mackin que ela fosse ao local do acampamento, e &lt;em&gt;cantasse ali&lt;/em&gt;; e lá Ele lhe diria o que devia &lt;em&gt;cantar&lt;/em&gt;. E ela chorou como uma criança, e parecia mesmo que não conseguiria suportá-lo, porque o Senhor lhe mostrou a condição de nosso povo - logo cairiam as pragas, e eles não estavam preparados. Não havia nenhuma reunião em andamento, e o Espírito do Senhor desceu sobre ela quando chegou ao local do acampamento, e (voltando-se para a Sra. Mackin) você pode dizer-lhe quais as palavras que cantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Sra. Mackin:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; O Senhor colocou este encargo sobre mim. Eu não pude resistir-lhe. Eu queria tanto contá-lo, e cantar tanto aquele cântico! E não pude livrar-me disso até que eu o fiz. "Oh! ore", disse eu para a irmã Edwards; e assim eu me levantei no local do acampamento e cantei exatamente o que o Senhor me deu. O Senhor - isto é o que eu cantei:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"Ele vem vindo; Ele vem vindo; Preparai-vos; preparai-vos. "&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então (cantei) aquela declaração em Primeiros Escritos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Quantos vi chegarem ao cair das pragas sem um abrigo! Recebei o Espírito Santo." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estas as palavras que eu cantei. Eu as cantei reiteradas vezes. Eles as ouviram em todas as partes do local do acampamento, e se reuniram; antes disso, porém, o Senhor mostrou-me como eles torceriam as mãos quando as pragas estivessem caindo. O Senhor pode mostrar alguma coisa num momento apenas, melhor do que se o contasse para nós. E assim Ele me mostrou como eles torceriam as mãos, e isso colocou sobre mim um fardo maior do que qualquer outro. Bom, foi então que eles nos prenderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perguntei a um dos ministros, na tribuna das testemunhas - ele era um homem da Pensilvania - &lt;em&gt;"Você consideraria aquele canto suficiente para causar distúrbio a uma campal?"&lt;/em&gt;. Ele disse, &lt;em&gt;"Eu nunca ouvi um canto como aquele em minha vida. Ele me emocionou profundamente"&lt;/em&gt; . Isto é o que todos diziam. É o mais lindo tom de voz, e parece nos erguer acima da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando o &lt;em&gt;canto é improvisado &lt;/em&gt;- ditado pelo Espírito - que ele é mais admirável. Se a senhora tem alguma luz para nós..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ellen G. White&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Não sei se tenho alguma coisa especial que eu possa dizer. Haverá coisas que acontecerão bem no fim da história terrestre, segundo me foi apresentado, semelhantes a algumas coisas que vocês apresentaram; mas não posso dizer algo sobre esses pontos agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Ellen G. White:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Que lugar foi esse em que ocorreu o canto de que vocês falaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;R. Mackin:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Mansfield, Ohio, na reunião campal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ellen G. White:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Nosso povo - pessoas que observam o sábado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;R. Mackin:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Sim, nosso próprio povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;G. C. White:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Aquele verso que a Sra. Mackin cantou ontem à noite era improvisado, ou um hino conhecido? [Na reunião de oração, na capela do sanatório, o irmão Mackin dera o seu testemunho nos momentos de louvor, sendo seguido pela Sra. Mackin, a qual cantou.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sra. Mackin:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Oh! aquele era um de nossos hinos publicados. Encontra-se no novo hinário &lt;em&gt;Christ in Song&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;R. Mackin:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Ao ouvir aquilo quase não se pode ter uma idéia de como é o seu canto quando as palavras lhe são dadas pelo Espírito Santo. É a coisa mais maravilhosa quando ela canta: &lt;em&gt;"Glória!"&lt;/em&gt; Ela diz que, ao cantá-lo, parece estar na presença de Jesus, com os anjos. Repete diversas vezes a palavra &lt;em&gt;"Glória!"&lt;/em&gt; Ela foi testada com o piano, e os músicos dizem que é uma anomalia - os graves e os agudos que ela alcança. Só pode fazê-lo quando ora no Espírito e é dotada de poder especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sra. Mackin:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Nós não temos este poder; só quando buscamos a Jesus. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kpv2TFLYSjs/TvEsqyz7jkI/AAAAAAAAALs/ZrdGFf9jGEU/s1600/Slide1.JPG"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 207px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688376918051360322" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-kpv2TFLYSjs/TvEsqyz7jkI/AAAAAAAAALs/ZrdGFf9jGEU/s320/Slide1.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;"&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Indiana" X “Caso Mackin”: diferenças e semelhanças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Em ambos os casos nós encontramos elementos musicais e proféticos e ambos envolviam reuniões campais. No entanto, a música das duas experiências é muito diferente. E aqui está a confusão: alguns citam textos de Ellen White referentes ao caso Mackin como se fossem referentes à Indiana, perdendo o contexto histórico. A Carta 338, por exemplo, está ligada ao caso Mackin, e não ao caso da Carne Santa em Indiana.[5] Numa discussão sobre música, é uma questão de honestidade contextualizar as reprovações de Ellen White, dada tamanha diferença entre a música da Carne Santa e a música da sra Mackin.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;A Música era Diferente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A música da Carne Santa era feita por uma banda ruidosa, com diversos instrumentos e manifestações físicas. Tal música foi descrita com expressões fortes como:&lt;br /&gt;- “...ruído e confusão”[6]&lt;br /&gt;- “alguns cantando, alguns gritando e alguns orando, todos ao mesmo tempo”[7]&lt;br /&gt;-“... apenas se ouvem os gritos dos que estão quase enlouquecidos”[8]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a música da sra. Mackin era constituída de belos e suaves solos, provavelmente a cappella, cantados “no Espírito” (de improviso), e, como vimos, recebeu a seguinte descrição:&lt;br /&gt;- “É o mais lindo tom de voz”.&lt;br /&gt;- "É a coisa mais linda quando ela canta..."&lt;br /&gt;- “parece nos erguer acima da terra”.[9]&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XxkTuSLqNHo/TvEtWQI3peI/AAAAAAAAAME/3w7wysRIW0o/s1600/Slide2.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688377664658187746" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-XxkTuSLqNHo/TvEtWQI3peI/AAAAAAAAAME/3w7wysRIW0o/s320/Slide2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;O próprio Ralph Mackin destaca a diferença da experiência de sua esposa: um de seus argumentos é justamente que as suas reuniões eram diferentes do que ele tinha lido sobre fanatismo nos escritos anteriores de Ellen White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, o fanatismo descrito por Ellen White “não corresponde com a nossa experiência. Temos sido muito cautelosos nesta questão e achamos que a experiência pela qual passamos e que procuramos delinear-lhe sucintamente esta manhã condiz exatamente com a experiência dos servos de Deus na antiguidade, segundo é apresentada na Palavra.”[10]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente do culto da Carne Santa, a sra. Mackin não era acompanhada por uma banda barulhenta, não gritava histericamente, não usava hinários de outras denominações e cantava até trechos do Espírito de Profecia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a experiência dos Mackin ocorreu através de métodos diferentes dos da Carne Santa, só a intenção ou a decisão prévia justificaria uma artilharia em cima de um único instrumento (no caso, o tambor da Carne Santa). Ou seja, o raciocínio dos que ignoram o fanatismo “em diferentes maneiras” é: “sabemos que o fanatismo acontece com auxílio de qualquer instrumento musical e mesmo sem nenhum deles, mas vamos falar mal só da percussão”.[11]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pentecostalismo da Rua Azuza, por exemplo, foi acompanhado pelo piano tocado “no Espírito” pela esposa de William Seymour. Assim como a sra. Mackin, ela só conseguia exercitar seu “dom” quando estava “no Espírito”: ela não sabia tocar piano, mas o fazia de modo sobrenatural quando o “Espírito” vinha sobre ela. Na verdade, as primeiras manifestações pentecostais não dependeram de instrumentos musicais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não havia hinários, nem liturgia e nem ordem de culto. Na maioria das vezes não havia instrumentos musicais. Mas ao redor da sala, os homens saltavam, gritavam, dançavam e cantavam.”[12]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a experiência dos Mackin (sem tambores e balbúrdia), a experiência da Rua Azuza e tantos outros fatos deveriam ampliar o leque argumentativo e abrir a nossa visão sobre o fanatismo e o uso de instrumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A reprovação profética foi semelhante &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando comparamos com o caso de Indiana, vemos que Ellen White usa expressões semelhantes para descrever e para reprovar as reuniões carismáticas dirigidas pelo casal Mackin (relato de 1908). Ela escreve para o mesmo Haskell (para quem ela também escreveu no caso de Indiana)[13], e usa os mesmíssimos argumentos usados no caso de Indiana, com um agravante: nesse episódio ela menciona diretamente os cultos nas "igrejas", e não nas "reuniões campais".[14]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na experiência extática da sra. Mackin, como no caso de Indiana, a música não é tangencial, um detalhe secundário. Longe disso: a música de origem sobrenatural é apresentada pelos Mackin como uma das evidências de que o Espírito Santo estava com eles. A música ocupa boa parte da descrição que os Mackin fazem de suas experiências, e também é citada explicitamente na repreensão de Ellen White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o casal, Ellen White afirmou que no final aconteceriam coisas “semelhantes a algumas coisas que vocês apresentaram”. É exatamente a mesma advertência que ela faz sobre o fanatismo perfeccionista da Carne Santa. Ou seja, a semelhança entre os fanatismos do passado e o fanatismo do final dos tempos não se restringe a instrumentos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como no caso da Carne Santa, Ellen White faz uma previsão de que coisas semelhantes aconteceriam no futuro. Ela faz afirmações como:&lt;br /&gt;- “Haverá coisas que &lt;em&gt;acontecerão bem no fim da história terrestre&lt;/em&gt;, segundo me foi apresentado, semelhantes a algumas coisas que vocês apresentaram; mas não posso dizer algo sobre esses pontos agora.” [15]&lt;br /&gt;- "&lt;em&gt;Nos últimos dias&lt;/em&gt; o inimigo da verdade presente introduzirá manifestações que não se acham em harmonia com a operação do Espírito, mas são calculadas a extraviar os que se acham prontos a acompanhar alguma coisa nova e estranha."[16]&lt;br /&gt;- "Tais casos &lt;em&gt;virão a nós de tempos em tempos&lt;/em&gt;. Não demos lugar a essas estranhas tensões mentais, que afastam na verdade a mente."[17]&lt;br /&gt;- “Tenho estudado a maneira de fazer publicar novamente esses casos antigos, de maneira que mais pessoas dentre nosso povo sejam informadas, pois de há muito tenho conhecimento de que &lt;em&gt;o fanatismo se manifestará outra vez&lt;/em&gt;, em diferentes maneiras.”[18]&lt;br /&gt;- “Eu disse posteriormente que &lt;em&gt;antes do fim &lt;/em&gt;veríamos manifestações estranhas da parte daqueles que professavam ser guiados pelo Espírito Santo.”[19]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o tema da música aparece na reprovação ao culto ruidoso da Carne Santa, aparece também na reprovação à experiência dos Mackin. Em sua resposta, Ellen White menciona experiências musicais de fanatismos anteriores e também inclui música em suas advertências:&lt;br /&gt;- "Alguns (fanáticos depois de 1844) dançavam para cima e para baixo, cantando: "Glória, glória, glória, glória, glória, glória."[20]&lt;br /&gt;- "Em nosso falar, nosso canto, e em todos os nossos cultos espirituais, devemos revelar a calma e a dignidade e o piedoso temor que atua em todo verdadeiro filho de Deus."[21]&lt;br /&gt;- "No falar, cantar e em exibições estranhas, que não estão em harmonia com a obra genuína do Espírito Santo, sua mulher está ajudando a introduzir um aspecto de fanatismo que causaria grande dano à causa de Deus, caso lhe fosse permitido qualquer lugar em nossas igrejas."[22]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está um caso de fanatismo musicalmente diferente ("cantar no Espírito"), mas igualmente reprovado por Ellen White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Conclusões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vimos que, assim como na campal de Indiana, o casal Mackin protagonizou experiências extáticas que também envolveram música. Existe a menção ao canto e testes musicais feitos ao piano. Não há nenhum relato de gritos, tambores ou danças. Houve “canto no Espírito” (improvisado) e supostos dons de línguas e profecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante salientar novamente o alerta de Ellen White de que o fanatismo se repetiria “em diferentes maneiras”. E a descrição do fanatismo dos Mackin nos liberta da predestinação exclusiva dos tambores de Indiana e ampliam nossa visão sobre o que é o fanatismo que vai se repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o atual foco excessivo num tipo de fanatismo (ruidoso, pentecostal, com tambores) acabe deixando uma porta aberta para outros tipos (suave, com ar de solenidade e ortodoxia). Pode ser até mesmo que fanatismos já estejam se repetindo com ar de “conservadorismo vegetariano e pós-lapsariano”, mas como todos estão esperando um fanatismo barulhento e liberal, então ninguém se importa.[23]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais devemos nos esquecer que Satanás opera seus enganos “por intermédio de instrumentalidades de diferentes maneiras”.[24]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão tem a ver com o material sobre música adventista disponível: eles simplesmente ignoram o caso Mackin. Esse evento dos Mackin e sua "musica no Espírito" obrigatoriamente deveriam aparecer em qualquer pesquisa séria sobre a música do carismatismo adventista em geral e suas implicações proféticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer professor de metodologia de pesquisa reprovaria os levantamentos bibliográficos que entronizam o caso de Indiana (por causa da menção do tambor) e ignoram outras experiências igualmente importantes. Mas certamente o caso Mackin seria bem conhecido se aparecesse ali uma menção a um pandeirinho qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo algumas publicações sobre música adventista, temos a impressão de que só interessa o carismatismo adventista que envolva música ruidosa com tambores. De outro modo, nada explicaria a constante presença da Campal de Indiana e daquele parágrafo do "haverá gritos, com tambores, música e dança" nos artigos e compilações sobre música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, essa extraordinária experiência dos Mackin não merecia entrar nas compilações sobre música? Os escritores e palestrantes não deveriam se interessar mais por ela?&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 44. Ellen White relata que teve de “enfrentar o fanatismo &lt;em&gt;em suas várias formas&lt;/em&gt;” (p. 28), e que “depois da passagem do tempo em 1844, levantou-se o fanatismo &lt;em&gt;em várias formas&lt;/em&gt;” (p.34).&lt;br /&gt;[2] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 42.&lt;br /&gt;[3] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas,&lt;/em&gt; vol. 2, p. 46.&lt;br /&gt;[4] O casal provocou distúrbios em uma campal e chegou a ser preso. Além dos “dons” musicais, o casal também exercia um ministério de exorcismo. Como os volumes 2 e 3 do &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas &lt;/em&gt;não trazem o relato completo, veja o tópico &lt;em&gt;"The Ralph Mackin Story"&lt;/em&gt; em: &lt;a href="http://www.whiteestate.org/issues/charism-alw.html"&gt;http://www.whiteestate.org/issues/charism-alw.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[5] A carta de Ellen White a Haskell, presidente da Associação da Califórnia na época, (&lt;em&gt;Carta 338&lt;/em&gt;) é de 26 de Novembro de 1908. Duas semanas antes ela teve o encontro com o casal Mackin (12 de Novembro).&lt;br /&gt;[6] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 36.&lt;br /&gt;[7] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas,&lt;/em&gt; vol. 2, p. 31.&lt;br /&gt;[8] Arthur L. White, &lt;em&gt;The Early Elmshaven Years&lt;/em&gt;, vol. 5, p. 102.&lt;br /&gt;[9] Veja também a descrição do culto da Igreja Católica Apostólica Romana em &lt;em&gt;O Grande Conflito&lt;/em&gt;, p. 566-567. É musicalmente excelente e solene, mas espiritualmente nefasto.&lt;br /&gt;[10] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 3, p. 374. Após ouvir Ellen White falar das várias manifestações de fanatismo que ela teve que enfrentar, Ralph Mackin disse: “Recordo ter lido muita coisa a esse respeito no volume 1 de &lt;em&gt;Testimonies for the Church &lt;/em&gt;("Testemunhos Para a Igreja") - sua experiência em repreender o fanatismo, e da causa no Leste quando eles marcaram o tempo, creio que em 1855.” &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas, &lt;/em&gt;vol. 3, p. 372.&lt;br /&gt;[11] O extremismo em “várias formas” pode ser observado no fato de muitas igrejas proibirem o uso de instrumentos musicais em seus cultos. Dentre elas, podemos citar algumas Presbiterianas, as “Igrejas de Cristo”, os “Irmãos de Plymouth”, algumas Batistas mais antigas, a Igreja Cristã Ortodoxa Oriental, os Amish e alguns Menonitas. Além desses, podemos citar algumas liturgias tradicionais católicas e luteranas feitas totalmente &lt;em&gt;a cappella&lt;/em&gt;. Proibir o uso de instrumentos, que já é em si uma forma de extremismo, não conseguiu manter o fanatismo (ruidoso ou silencioso) longe de alguns desses grupos.&lt;br /&gt;[12] Ted Olsen, “American Pentecost”, &lt;em&gt;Christian History&lt;/em&gt;, 4/98. O piano que acompanhou os primeiros cultos pentecostais ainda pode ser visto na &lt;em&gt;Bonnie Brae House &lt;/em&gt;[&lt;a href="http://laist.com/2008/05/24/laistory_bonnie.php?gallery0Pic=3#gallery"&gt;http://laist.com/2008/05/24/laistory_bonnie.php?gallery0Pic=3#gallery&lt;/a&gt; ].&lt;br /&gt;[13] Infelizmente, alguns utilizam essa carta como se ela tivesse sido escrita no contexto da campal de Indiana, o que não é verdade.&lt;br /&gt;[14] As reuniões campais não tem hoje a mesma relevância que tinham no adventismo da época, mas a cada semana temos pelo menos três cultos nas igrejas. Assim, a advertência dada no caso Mackin é mais próxima de nossa realidade que essa relacionada à Indiana: “É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos musicais para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida &lt;em&gt;em nossas reuniões campais&lt;/em&gt;”. &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas,&lt;/em&gt; vol. 1, p. 57.&lt;br /&gt;[15] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 3, p. 367.&lt;br /&gt;[16] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas,&lt;/em&gt; vol. 2, p. 41.&lt;br /&gt;[17] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 42.&lt;br /&gt;[18] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas,&lt;/em&gt; vol. 2, p. 44.&lt;br /&gt;[19] &lt;em&gt;Carta 338&lt;/em&gt;, 1908, para S. N. Haskell.&lt;br /&gt;[20] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 42.&lt;br /&gt;[21] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas, &lt;/em&gt;vol. 3, p. 373.&lt;br /&gt;[22] &lt;em&gt;Carta 358&lt;/em&gt;, 1908. Publicada no &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 44-46.&lt;br /&gt;[23] Sobre esses extremos, Ellen White escreveu: “Se Satanás vê que Deus está abençoando Seu povo e preparando-os para discernir-lhe os enganos, trabalha com sua magistral capacidade para introduzir &lt;em&gt;fanatismo &lt;/em&gt;de um lado e &lt;em&gt;frio formalismo &lt;/em&gt;de outro, para que ele possa ceifar uma colheita de almas.” &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas,&lt;/em&gt; vol. 2, p. 19.&lt;br /&gt;[24] &lt;em&gt;Primeiros Escritos,&lt;/em&gt; p. 43. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-3988930062915305971?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/fanatismo-em-diferentes-maneiras.html</link><author>noreply@blogger.com (Pr. Isaac Malheiros Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Yh2E5XJC7Bo/TvEt0nBUtaI/AAAAAAAAAMQ/memL9pFT704/s72-c/Lobo_Cordeiro.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-4864595412608426196</guid><pubDate>Sun, 18 Dec 2011 19:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-18T12:21:11.621-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Culto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>História da Música</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><title>Culto da "Carne Santa": uma cópia de métodos - 3</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yxTMmpiCGtA/Tu45kjBmNhI/AAAAAAAAAKA/TtDuExO9Vjk/s1600/Slide10.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 164px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687546679455528466" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-yxTMmpiCGtA/Tu45kjBmNhI/AAAAAAAAAKA/TtDuExO9Vjk/s200/Slide10.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Carne Santa não foi Woodstock&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de música se ouviu na Campal de Indiana? Alguns críticos da música adventista contemporânea descrevem a campal de Indiana como se fosse um &lt;em&gt;Woodstock&lt;/em&gt; adventista, como se as pessoas estivessem em êxtase ao som de guitarras e sintetizadores tocando o repertório do último &lt;em&gt;CD Jovem&lt;/em&gt;. Isso é "tendência" na leitura.&lt;br /&gt;Você pode ouvir antigas gravações do Exército da Salvação (algumas da década de 20) numa coleção particular que abrange gravações de 1927 a 1932 clicando &lt;a href="http://www.regalzonophone.com/Selected%20Playlist%20-%2078s%20-%20Marches.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.regalzonophone.com/RZ%2078s%20MF200-MF219.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; ou acessando o site &lt;a href="http://www.regalzonophone.com/"&gt;http://www.regalzonophone.com/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Os excessos de Indiana não ocorreram ao som de jazz, rock ou blues. O fanatismo histérico da “Carne Santa” aconteceu ao som de hinos tocados em alto volume, e num estilo que hoje soaria engraçado ou no mínimo estranho aos nossos jovens: ao estilo do Exército da Salvação. Vamos conhecer esse estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O Ecletismo do Exército da Salvação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2OC-RJ3ygkw/Tu5H_ApfjJI/AAAAAAAAALU/fhMDs0pRZcw/s1600/Slide9.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687562527246879890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-2OC-RJ3ygkw/Tu5H_ApfjJI/AAAAAAAAALU/fhMDs0pRZcw/s200/Slide9.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;A primeira banda do Exército da Salvação foi composta por Charles W. Fry e seus três filhos, em Salisbury em 1878. Eles formavam uma pequena “brass band” (banda de metais) com cornetas, um trombone e um eufônio.&lt;br /&gt;As bandas do Exército da Salvação faziam estranhas combinações de instrumentos. Apesar de serem primariamente “brass bands”, não era costume do Exército da Salvação rejeitar músicos cristãos que quisessem participar. Assim, era comum ver, especialmente em comunidades menores, uma tuba acompanhando um violino, ou um trompete acompanhado por uma concertina (espécie de sanfona pequena).&lt;br /&gt;Esse tipo de “banda” eclética foi exatamente o que Haskell observou na campal de Indiana: &lt;em&gt;“Eles possuem um órgão, uma viola, três violinos, duas flautas, três tamborins, três trompetes, e um grande bumbo, e, ocasionalmente, outros instrumentos os quais não mencionei.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E após mencionar os instrumentos, Haskell descreve o estilo de música da campal de Indiana: &lt;em&gt;“Eles são bem ensaiados em suas trilhas musicais como qualquer Exército da Salvação que você já ouviu dizer.”&lt;/em&gt;[1]&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WFShjd_B18o/Tu5IQizxVEI/AAAAAAAAALg/1yJijpQ3o3s/s1600/Slide8.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687562828474569794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-WFShjd_B18o/Tu5IQizxVEI/AAAAAAAAALg/1yJijpQ3o3s/s320/Slide8.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O Repertório da Carne Santa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É relatado que eles usavam um hinário chamado &lt;em&gt;“Garden of Spices”&lt;/em&gt; [2]. Esse hinário foi feito por Thomas Nelson, Flora Nelson e Fannie Birdsall. Os Nelsons eram da igreja Metodista Livre, denominação envolvida no movimento &lt;em&gt;“Holiness”&lt;/em&gt;. O &lt;em&gt;“Garden of Spices”&lt;/em&gt; foi apresentado por eles na &lt;em&gt;Assembléia Geral “Holiness”&lt;/em&gt; em 1901, como descreve o &lt;a href="http://media.sabda.org/alkitab-6/wh2-hdm/hdm0372.pdf"&gt;relatório oficial da Assembléia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o seu início, no século 19, a adoração no Metodismo Livre já mostrava sinais de que não daria lugar para o formalismo. De fato, os Metodistas Livres originalmente até chegaram a banir a música instrumental numa forma de protestar contra o padrão cada vez mais formalista da tradição Metodista.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os adventistas de Indiana estavam usando um hinário metodista livre e tocando ao estilo do Exército da Salvação – ambos identificados com o movimento “&lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-61H80dFi3ak/Tu5Dwps_VQI/AAAAAAAAAKk/m0ZT7GNiDB8/s1600/Slide7.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 142px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687557882522850562" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-61H80dFi3ak/Tu5Dwps_VQI/AAAAAAAAAKk/m0ZT7GNiDB8/s200/Slide7.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Ainda usamos hinos do Exército da Salvação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para alguns críticos da música contemporânea, o problema da música da Carne Santa era o repertório do Exército da Salvação. Mas se isso fosse verdade, o problema continuaria, pois temos vários hinos do Exército da Salvação em nosso atual hinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles William Fry, autor de &lt;em&gt;“Achei um grande amigo”&lt;/em&gt; (HASD 88) e &lt;em&gt;“Vem, Jesus, nos despertar”&lt;/em&gt;(HASD 405), foi um dos fundadores do estilo musical do Exército da Salvação. Ballington Booth, autor de &lt;em&gt;"Minha Cruz”&lt;/em&gt; (HASD 297), era filho de William Booth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos também os hinos de Phoebe Palmer (a mentora do movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;) e de sua filha Phoebe Palmer Knapp: &lt;em&gt;“Vigiai Cristãos”&lt;/em&gt; (HASD 126), &lt;em&gt;“Bendita Segurança”&lt;/em&gt; (HASD 240) e &lt;em&gt;“Agora posso ver”&lt;/em&gt; (HASD 516). Outros hinos do Exército da Salvação são &lt;em&gt;“Louvores a meu Rei”&lt;/em&gt; (HASD 81) e &lt;em&gt;“Doce Lar”&lt;/em&gt; (HASD 566). Além disso, Fanny Crosby, autora de vários hinos do Hinário Adventista, mantinha estreita ligação com o Exército da Salvação e o movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;.[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema foi identificado por Ellen White: não era tanto o repertório, mas a maneira como era dirigida. Segundo ela, &lt;em&gt;“tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus.”&lt;/em&gt;[5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez vemos aqui o princípio de examinar tudo e reter o que é bom. Por isso, continuamos cantando hinos e canções do Exército da Salvação e do movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt; até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O lugar de destaque do bumbo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É comum vermos escritores apontando o tambor como culpado pela bagunça da Carne Santa. Algumas pessoas até sugerem (equivocadamente) que o “big bass drum” utilizado pela Carne Santa fosse uma bateria. Mas isso apenas revela total desconhecimento do que de fato ocorreu em Indiana, ou revela preconceito por parte de quem distorce a informação.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cDESiGjImvo/Tu5EJdssA4I/AAAAAAAAAKw/hQ_vqa7bJtk/s1600/SA_drum.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 162px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687558308797088642" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-cDESiGjImvo/Tu5EJdssA4I/AAAAAAAAAKw/hQ_vqa7bJtk/s200/SA_drum.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para os salvacionistas, o bumbo é mais do que apenas um instrumento musical. Ele tem sido usado para chamar a atenção das pessoas e anunciar o início de uma reunião, como um sino de uma igreja.[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil imaginar o Exército da Salvação sem o 'big bass drum'. Ele é considerado, junto com a bandeira, o símbolo mais conhecido do “Salvacionismo” militante. Mesmo onde não houver uma banda, é quase certa a presença de uma bandeira e um bumbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tambor não foi rapidamente aceito como uma adição à “brass band” do Exército da Salvação. Quando Charles Fry e seus três filhos se tornaram a primeira banda, em Salisbury, suas cornetas, trombone e eufônio não foram considerados muito inadequados, pois esses instrumentos havia, por algum tempo, acompanhado igualmente o cântico nos cultos nas capelas. Mas não foi assim com o tambor, que foi condenado como maligno e “mundano”, e seu uso para fins religiosos foi considerado um sacrilégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril de 1879, Austin Grant, um dos primeiros conversos da &lt;em&gt;Missão Cristã &lt;/em&gt;em Salisbury[7], tornou-se o percussionista pioneiro do Exército da Salvação. Mas logo ele sentiu o peso do preconceito. Os cidadãos de Salisbury se opuseram ao uso do tambor nas ruas de Salisbury durante o Domingo. &lt;em&gt;"Reuniões tranqüilas eram desconhecidas"&lt;/em&gt;, escreveu Grant Austin anos depois, &lt;em&gt;“e quando íamos para as ruas éramos frequentemente atacados com lama e pedras."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Hallelujah Bands – o início de um estilo de culto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;O culto primitivo do Exército da Salvação ficou conhecido como “&lt;em&gt;Hallelujah Band&lt;/em&gt;”, e os primeiros salvacionistas foram várias vezes lançados na prisão sob acusação de “distúrbio da paz”.[8]. Em Junho de 1877 William Booth disse:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Eu não sei de onde vem o nome ‘Hallelujah Band’; tudo o que sei é que está lá, e veio a significar um certo tipo de culto diferente da ordem costumeira do Culto Divino. Todos nós sabemos que aquilo é como ‘primeiro um hino, então uma oração, então outro hino, então um capítulo, e um cântico de novo, então pregam, outro hino, a bênção, ir para casa para jantar, e então uma soneca’.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8hny9Op8xPs/Tu5EoDUwc6I/AAAAAAAAAK8/7CDXHbsBqX8/s1600/Slide3.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 158px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687558834293339042" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-8hny9Op8xPs/Tu5EoDUwc6I/AAAAAAAAAK8/7CDXHbsBqX8/s200/Slide3.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Booth continua: &lt;em&gt;“Agora, a Hallelujah Band destaca em contraste com tudo isso, é exatamente o oposto ao que eu chamo de estilo seco, desolado, sistema de um homem só. Ela começa com uma plataforma lotada com as pessoas mais consagradas e animadas, e você tem com uma espécie de presidente, que na maior parte permanece ali e seleciona os oradores mais eficazes em torno dele, que fazem sermões de cinco a quinze minutos, intercalando todos com fervorosas orações e música entusiasta, terminando tudo com um tipo de reunião de oração e penitência.”&lt;/em&gt;[9]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era mais ou menos o mesmo método utilizado nas Campais do Movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt; (exceto pela duração dos sermões: nas campais eles eram mais extensos). Mas essa alegria logo se desvirtuou em fanatismo e histeria, como veremos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HVjPVa9frjE/Tu5FGhZ-olI/AAAAAAAAALI/Q4Dmjrlf7Bk/s1600/Slide6.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 219px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687559357764379218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-HVjPVa9frjE/Tu5FGhZ-olI/AAAAAAAAALI/Q4Dmjrlf7Bk/s320/Slide6.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Excessos no Culto do Exército da Salvação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A adoração do Exército da Salvação não era nada formal ou tradicional e também lidou com excessos logo no início. Os cultos eram caracterizados por ‘soldados’ fazendo &lt;em&gt;“exercícios de joelhos”&lt;/em&gt; (orando), ou sendo movidos a &lt;em&gt;“disparar uma rajada”&lt;/em&gt; (gritar “Aleluia!”) e &lt;em&gt;“erguer baionetas”&lt;/em&gt; (levantar a mão direita numa declaração pública).[10]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda naquele tempo, e mais ainda após reflexão posterior, admitiu-se que esses cultos continham elementos de histeria e auto-engano. No entanto, alguns, como Bramwell Booth, permaneceram convencidos de que &lt;em&gt;“alguma coisa da mesma força que se manifestou no Dia de Pentecostes, também se manifestou nas reuniões em Londres”&lt;/em&gt;.[11] Bramwell Booth até mesmo relatou casos de levitação durante as reuniões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que esses cultos “&lt;em&gt;holiness&lt;/em&gt;” pioneiros pareçam ter sido excepcionais em seu emocionalismo, os cultos do Exército da Salvação posteriores se tornaram mais moderados, ainda que caracterizados pela alegria e celebração espontânea.&lt;br /&gt;Um dos biógrafos de William Booth escreveu:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“O clero estabelecido&lt;/em&gt; (do metodismo)&lt;em&gt; fez objeção à excitação gerada nas reuniões do Exército da Salvação. Eles não gostavam de ouvir o povo gritando “Glória” e “Aleluia”. Eles não gostavam de vê-los pulando para cima e para baixo ou caindo desmaiados. Eles consideraram algumas dessas manifestações físicas uma evidência de imoralidade. Eles só não conheciam a história da igreja. Eles se esqueceram que sua própria gente fizera a mesma coisa cem anos antes no Reavivamento Wesleyano.”&lt;/em&gt;[12]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo de excesso no metodismo foi o reavivamento no Wheaton College, em 1887, quando a instituição ainda era sustentada pelos Metodistas Wesleyanos. Ali também houve “excessivas manifestações” de emoção suficientes para surgirem artigos chamando os crentes à moderação e ao equilíbrio.[13]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses e outros exemplos demonstram a atmosfera de adoração emocionalmente carregada do Movimento “&lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;” do final do século 19. Agora, com esse contexto em mente, veja a descrição do culto da Carne Santa:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“[…] em seus cultos, os fanáticos chegavam ao êxtase pelo uso de instrumentos musicais como o órgão, a flauta, violinos, tamborins, trompetes e até um bumbo. Buscavam uma demonstração física e gritavam, oravam e cantavam até que alguém na congregação caía no chão, prostrado e inconsciente. Um ou dois homens designados, que andavam pelos corredores, levavam a pessoa até a frente. Então um grupo de umas doze pessoas se reunia em volta do inconsciente, alguns cantando, alguns gritando e alguns orando, todos ao mesmo tempo. Quando o inconsciente se levantava, consideravam-no como tendo passado pela experiência do Getsêmane, tinha obtido ‘carne santa’ e tinha a fé para a trasladação.”&lt;/em&gt;[14]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semelhança é clara. Depois de tudo, podemos inferir, com alto grau de certeza, que além de copiarem o repertório e o estilo de música do movimento metodista/holiness, os adventistas de Indiana também copiaram seus métodos de evangelismo, seu estilo de pregação e algo de sua teologia sobre santificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O tambor como bode expiatório -&lt;/strong&gt; Vimos que na Campal de Indiana houve várias &lt;em&gt;“cópias de métodos”&lt;/em&gt;: a banda, o hinário, a pregação, o apelo, a teologia e a própria campal. Não é sábio ver, depois de tudo isso, perigo apenas no tambor.&lt;br /&gt;Atualmente, é irônico ver grupos perfeccionistas usando textos referentes ao fanatismo de Indiana para alertar a igreja sobre os supostos perigos dos tambores na música cristã, abafando o cerne da questão: o perfeccionismo.&lt;br /&gt;É como se os perfeccionistas estivessem dizendo: “o problema não era o perfeccionismo, eram os tambores!” Apesar da teologia dos que se denominam “adventistas históricos” ser diferente da Carne Santa, o resultado final é o mesmo: perfeccionismo.[15]&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Método e mensagem -&lt;/strong&gt; Ellen White combateu o método e a mensagem da Carne Santa. No entanto, a ênfase hoje recai apenas sobre o método, especialmente sobre a música, enquanto o perfeccionismo adquire status de ortodoxia.Deixando a questão mais clara: você não pode usar música com percussão, mas pode apresentar um sermão pós-lapsariano perfeccionista que pouca gente vai se incomodar com isso Alguns sequer vão perceber o perigo.&lt;br /&gt;Alguns “adventistas históricos” até focalizam a mensagem, mas manipulam os textos sobre a Carne Santa, desviando a discussão do perfeccionismo para a “natureza de Cristo”. Numa tentativa de reescrever a história, eles querem convencer a igreja de que o que Ellen White combateu na mensagem foi a posição pré-lapsariana da Carne Santa, além do seu culto ruidoso. Isso é claramente um &lt;em&gt;red-hering&lt;/em&gt; para tirar o foco do que realmente importa: o perfeccionismo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;De um extremo a outro -&lt;/strong&gt; Como escreve Arthur Patrick: &lt;em&gt;“O atalho para a trasladação oferecido em Indiana foi tão bem combatido pela profetisa da Igreja na sessão da Conferência Geral de 1901 que o perfeccionismo Adventista em seu modo 'Carne Santa' teve que se tornar mais sutil. Mas a memória deste movimento vibrante em Indiana ainda está profundamente enraizado na psique Adventista, proporcionando uma má notícia para ambos: o Espírito Santo e a bateria.” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os adventistas tem um receio de tudo o que possa parecer pentecostalismo. Portanto, fala-se timidamente no Espírito Santo e sua obra atual. A doutrina da Chuva Serôdia, como é geralmente entendida e abordada, ofereceu para a igreja uma alternativa segura ao pentecostalismo, colocando o recebimento do Espírito Santo num futuro bem distante.&lt;br /&gt;E a música Adventista tem sido limitada por causa dos excessos de Indiana e da advertência de Ellen White, prevendo fanatismo semelhante perto do fim dos tempos. Por medo de repetirmos Indiana, nos conformamos com a formalidade e a frieza. Para alguns, os cultos não podem ser fervorosos e alegres, mas se forem sombrios como uma missa católica, tudo bem – o importante é nos distanciarmos no pentecostalismo, ainda que isso nos aproxime da Grande Meretriz do Apocalipse e seu tradicionalíssimo estilo de culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia também:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/culto-da-carne-santa-uma-copia-de.html"&gt;Culto da "Carne Santa": uma cópia de métodos-1&lt;/a&gt; : a influência Holiness nas campais.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/culto-da-carne-santa-uma-copia-de_17.html"&gt;Culto da "Carne Santa": uma cópia de métodos-2&lt;/a&gt; : a influência Holiness na teologia.&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] &lt;em&gt;Carta 1&lt;/em&gt;, S. N. Haskell para Ellen White, 25 de Setembro de 1900.&lt;br /&gt;[2] Flora Nelson, Fannie Birdsall, and T. H. Nelson, comps. and eds., &lt;em&gt;Garden of Spices: A Choice Collection for Revival Meetings, Missionary Meetings, Rescue Work, Church and Sunday Schools&lt;/em&gt; (Indianapolis, IN: Grace Publishing Co.,n.d.).&lt;br /&gt;[3] Leslie R. Marston, &lt;em&gt;From Age to Age, A Living Witness: A Historical Interpretation of Free Methodism’s First Century&lt;/em&gt; (Winona Lake, IN: Light and Life Press, 1960), p. 329-339.&lt;br /&gt;[4] Rodney L. Reed, “Worship, Relevance and the Preferencial Option for the Poor in the Holiness Movement, 1880-1910”. &lt;em&gt;Wesleyan Theological Journal&lt;/em&gt;, pg 98.&lt;br /&gt;[5] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 37 e 38.&lt;br /&gt;[6] http://salvos.org.au/about-us/student-centre/documents/SymbolsCharacteristics.pdf&lt;br /&gt;[7] &lt;em&gt;Missão Cristã&lt;/em&gt; era o nome original da missão que se tornou o &lt;em&gt;Exército da Salvação&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;[8] Rodney L. Reed, “Worship, Relevance and the Preferencial Option for the Poor in the Holiness Movement, 1880-1910”. &lt;em&gt;Wesleyan Theological Journal&lt;/em&gt;, pg 100.&lt;br /&gt;[9] http://www1.salvationarmy.org.uk/uki/www_uki_ihc.nsf/vw-sublinks/74F3065589B270418025709E0038DDA4?openDocument&lt;br /&gt;[10] Edward H. McKinley, &lt;em&gt;Marching to Glory: The History of the Salvation Army in the United States of America, 1880-1980&lt;/em&gt; (San Francisco: Harper &amp;amp; Row, Publishers, 1980), p. 45-46.&lt;br /&gt;[11] Harold Begbie, &lt;em&gt;Life of William Booth, Founder of the Salvation Army&lt;/em&gt;, vol. 1 (London: MacMillan and Co., Limited, 1920), p. 410-413).&lt;br /&gt;[12] William H. Nelson, &lt;em&gt;Blood &amp;amp; Fire: General William Booth&lt;/em&gt; (New York &amp;amp; London: The Century Co., 1929), p. 179-180.&lt;br /&gt;[13] http://wesley.nnu.edu/fileadmin/imported_site/wesleyjournal/1997-wtj-32-2.pdf&lt;br /&gt;[14] &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2 p. 31.&lt;br /&gt;[15] Uma das diferenças básicas é cristológica, sobre a natureza humana de Cristo. O movimento da Carne Santa estava baseado num tipo de crença pré-lapsariana, enquanto os “adventistas históricos” defendem a posição pós-lapsariana. O fato é que a crença “pré” ou “pós” não os impede de chegar ao mesmo perfeccionismo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-4864595412608426196?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/culto-da-carne-santa-uma-copia-de_18.html</link><author>noreply@blogger.com (Pr. Isaac Malheiros Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yxTMmpiCGtA/Tu45kjBmNhI/AAAAAAAAAKA/TtDuExO9Vjk/s72-c/Slide10.JPG' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-719919037593716981</guid><pubDate>Sun, 18 Dec 2011 00:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-18T04:18:41.076-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caça Mitos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Culto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>História da Música</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><title>Culto da "Carne Santa": uma cópia de métodos - 2</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-L-Jt3nzVRRI/Tu0yRz92u3I/AAAAAAAAAI4/7j09v7isHo4/s1600/Early%2BSalvation%2BArmy.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 155px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687257186027617138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-L-Jt3nzVRRI/Tu0yRz92u3I/AAAAAAAAAI4/7j09v7isHo4/s200/Early%2BSalvation%2BArmy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Conexão entre o Movimento Holiness e a Carne Santa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Exército da Salvação nasceu numa época em que os reavivamentos de santidade eram extremamente forte. O Exército da Salvação tem uma estreita ligação com o movimento “&lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;”, e é nítida a semelhança entre os cultos primitivos do Exército da Salvação, do movimento “&lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;” em geral, e o que ocorreu em Indiana. Mas a semelhança não fica apenas no estilo de culto, ela abrange também a teologia.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_5bRUSpq2-E/Tu0y8Pqpa5I/AAAAAAAAAJQ/qf9gbShCujI/s1600/WilliamBooth.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 126px; FLOAT: left; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687257915017751442" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_5bRUSpq2-E/Tu0y8Pqpa5I/AAAAAAAAAJQ/qf9gbShCujI/s320/WilliamBooth.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;William Booth, fundador do Exército da Salvação, era um ministro metodista ordenado.[1] Sua denominação refletia o conceito de santificação das igrejas metodista/Holiness. De um modo geral, as igrejas da linha Metodista/Holiness (como o Exército da Salvação) enfatizam a vida santa como sendo a evidência do enchimento do Espírito. Por outro lado, as igrejas Pentecostais vêem evidência do derramamento do Espírito no falar de línguas em êxtase (glossolalia). Mas todos concordam com a necessidade de uma “segunda bênção”: a inteira santificação, ou perfeição cristã.[2]&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Missão Cristã&lt;/em&gt; de William Booth, a missão original que deu origem ao Exército da Salvação,realizava cultos especiais chamados “Reuniões de Santidade” (&lt;em&gt;Holiness Meetings&lt;/em&gt;), que incluía coisas como pessoas caindo no chão, permanecendo em estado de transe por horas, e finalmente se levantando tão tranformadas pela alegria que elas não podiam fazer mais nada além de gritar e cantar em êxtase.O chão por vezes ficava lotado de homens e mulheres caídos, e os obreiros da Missão pegavam esses corpos e os levava para outras salas, assim a reunião poderia continuar sem distração.[3]&lt;br /&gt;Em essência, era exatamente isso o que acontecia no culto da Carne Santa: uma experiência profunda que levava à santificação quase imediata. Essa experiência quase sempre envolvia manifestações emocionais e físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O perfeccionismo da Carne Santa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando comparamos o conceito perfeccionista da Carne Santa com a ênfase na santidade e perfeição do movimento Holiness, vemos muitas similaridades. Mas é claro que a Carne Santa é um desenvolvimento dessas idéias perfeccionistas às últimas conseqüências.&lt;br /&gt;As principais idéias da Carne Santa eram:&lt;br /&gt;(1) que Jesus havia nascido com a natureza não-caída - com a natureza humana semelhante à que Adão possuía no Jardim do Éden antes da queda.&lt;br /&gt;(2) Jesus havia passado por uma experiência no Jardim do Getsêmani e, aqueles que O seguiram em tal experiência podem possuir a natureza não-caída, como Jesus tinha (e que Adão tinha antes da queda), e que essa experiência possibilitaria a trasladação do indivíduo;&lt;br /&gt;(3) Após tal experiência, que envolvia manifestações extáticas, o indivíduo, como Cristo, não seria mais pecador;&lt;br /&gt;(4) Após a experiência do Jardim, eles veriam Cristo voltar.[4]&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fwtIhcma4Ys/Tu0zQMQktvI/AAAAAAAAAJc/P_gzEGRwYdc/s1600/Haskell.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 165px; FLOAT: right; HEIGHT: 201px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687258257700468466" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-fwtIhcma4Ys/Tu0zQMQktvI/AAAAAAAAAJc/P_gzEGRwYdc/s320/Haskell.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em suma, a Carne Santa era um movimento de santidade radical, perfeccionista.[5] Quem não passasse pela “experiência do Jardim” era considerado “filho adotivo” e teria que passar pela morte para, então, “ir para o Céu pelo caminho sepulcral.”[6]&lt;br /&gt;E apoiando a sua teologia perfeccionista, o movimento da Carne Santa usava os mesmos métodos do movimento Holiness: emocionalismo e excitação. Para obter a tal “experiência do Jardim”, que supostamente concederia instantaneamente a natureza não-caída, as pessoas se ajuntavam em cultos com “longas orações, música instrumental alta e estranha, e sermões demorados, excitantes e histéricos. Eles eram orientados a buscar uma experiência por meio da demonstração exterior. Bumbos e pandeiros auxiliavam nesse objetivo.”[7]&lt;br /&gt;após descobrir esse pano-de-fundo, é extremamente ingênuo pensar que a histeria perfeccionista da Carne Santa foi uma invenção adventista “provocada pelos tambores”. A história mostra claramente as raízes do que aconteceu em Indiana: o ambiente perfeccionista gerado na América pelo movimento metodista/holiness.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Xm1d6RL4gyE/Tu0zodFblOI/AAAAAAAAAJo/pTWifK8QZWk/s1600/Slide11.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687258674533995746" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Xm1d6RL4gyE/Tu0zodFblOI/AAAAAAAAAJo/pTWifK8QZWk/s320/Slide11.JPG" /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Perfeccionismo: um problema desde Wesley&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O próprio Wesley, fundador do metodismo tradicional, teve que lidar com o perfeccionismo e seus excessos. Embora a religião “afetiva” de Wesley almejasse a perfeição, detratores viam seu foco no coração como uma receita para o caos. Nessa gravura satírica, feita por William Hogarth, chamada &lt;em&gt;“Credulidade, Superstição e Fanatismo”,&lt;/em&gt; acima, um encontro metodista é retratado como um ninho para a sensualidade e irracionalidade.[8]&lt;br /&gt;A linha teológica no metodismo do movimento “&lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;” defendia uma santificação inteira e instantânea, diferente da santificação dinâmica defendida por Wesley. Um dos grandes nomes desse perfeccionismo &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt; foi Phoebe Palmer, uma evangelista metodista e escritora que foi uma das fundadoras do movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j3SG40h476Q/Tu0z-Q1J3eI/AAAAAAAAAJ0/ntKmPgqsNYc/s1600/PhoebePalmer.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 158px; FLOAT: left; HEIGHT: 209px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687259049201622498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-j3SG40h476Q/Tu0z-Q1J3eI/AAAAAAAAAJ0/ntKmPgqsNYc/s320/PhoebePalmer.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Como a campal da Carne Santa foi descrita como &lt;em&gt;“uma cópia dos métodos do Exército da Salvação”,&lt;/em&gt; é importante dizer que William Booth, do Exército da Salvação, foi especialmente influenciado pelo ministério de Phoebe Palmer a partir dos anos 1840. Palmer ensinava um “caminho mais curto” para receber a inteira santificação e enfatizava a importância da “experiência” em detrimento da precisão teológica.[9]&lt;br /&gt;Mas os ecos da influência &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt; no adventismo ultrapassam a campal de Indiana: Phoebe Palmer escreveu vários hinos, e alguns deles ainda estão no &lt;em&gt;Hinário Adventista do Sétimo Dia&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Vigiai Cristãos”&lt;/em&gt; (HASD 126) e &lt;em&gt;“Agora posso ver”&lt;/em&gt; (HASD 516). Sua filha, Phoebe Palmer Knapp, é co-autora do famoso &lt;em&gt;“Bendita Segurança”&lt;/em&gt; (HASD 240).[10]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Fechando a conexão Holiness-Carne Santa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O movimento da Carne Santa é geralmente creditado a três nomes adventistas: Albion Fox Ballenger, S. S. Davis e R. S. Donnell. Conforme veremos a seguir, cada um deles apresenta uma ligação com os métodos ruidosos e a mensagem perfeccionista do movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-I3jwJnejrxk/Tu0yjHZyJUI/AAAAAAAAAJE/0PCfQIK5IKM/s1600/Ballenger.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 198px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687257483302806850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-I3jwJnejrxk/Tu0yjHZyJUI/AAAAAAAAAJE/0PCfQIK5IKM/s200/Ballenger.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Conexão “Ballenger”&lt;/strong&gt; – Durante os anos 1890, Albion Fox Ballenger, um já renomado evangelista adventista, começou a enfatizar a importância do batismo com o Espírito Santo em sua mensagem “Recebei o Espírito Santo” que incluía uma forte ênfase na vitória sobre o pecado. Seu apelo invadiu campmeetings e reavivou igrejas.&lt;br /&gt;Como destaca Arthur Patrick: “Sem dúvida isso refletia a preocupação do crescente movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;, bem como os interesses do pentecostalismo que estava nascendo nos Estados Unidos na época. Provavelmente, isso criou a estrutura efetiva dentro da qual uma específica implementação poderia ser tentada – o movimento da Carne Santa no Meio-Oeste Americano.”[11]&lt;br /&gt;A mensagem perfeccionista de Ballenger era forte, ao estilo “tudo ou nada”. Veja como ele se pronunciou numa sessão da Conferência Geral de 1899:&lt;br /&gt;“Irmão, eu tenho ido de Massachusetts à Califórnia, e desde o Canadá até o Texas, e tenho dito ao nosso povo: &lt;em&gt;ou se purifica ou sai da igreja de Deus&lt;/em&gt;. Irmão, atrevo-me a fazer isso, eu ouso falar exatamente isso de modo claro para o meu povo, e graças ao Senhor, alguns estão a ficar limpos, e alguns estão saindo .... Devo ter uma igreja limpa para convidar as pessoas para ela, antes que eu esteja diante do povo para dar o alto clamor em toda sua glória .... Vamos começar a orar para que Deus limpe as aves impuras para fora da igreja, pois elas estragam o alto clamor .... O Senhor diz que não podemos ter o batismo do Espírito Santo até chegarmos a &lt;em&gt;vitória sobre todo pecado que assedia&lt;/em&gt;.”[12]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Conexão “Davis”&lt;/strong&gt; – O pastor S. S. Davis foi um dos líderes do movimento da Carne Santa. Davis era filho de uma mãe metodista fervorosa e um pai batista veterano da Guerra Civil. Ele se converteu ao adventismo em 1886, aos 32 anos de idade. Em 1895 ele foi ordenado ministro adventista e começou um ministério comunitário chamado “Missão Mão Ajudadora” (&lt;em&gt;Helping Hand Mission&lt;/em&gt;) em Evansville, Indiana. Essa missão consistia em distribuir comida e roupas, bem como dirigir cultos e dar estudos bíblicos, um método semelhante ao do Exército da Salvação: assistência social e pregação.[13]&lt;br /&gt;Existem duas grandes influências que moldaram o pensamento e o ministério de S. S. Davis:&lt;br /&gt;1) as pregações de Albion Fox Ballenger, um famosos evangelista adventista da época, que enfatizavam a necessidade de ser “inteiramente sem pecado” para receber a plenitude do Espírito Santo.&lt;br /&gt;2) o contato que ele teve na época com a mensagem e os métodos fervorosos dos pentecostais.&lt;br /&gt;Assim, impressionado por uma mensagem perfeccionista e influenciado pelo fervor dos pentecostais, Davis se tornou um evangelista e reavivalista na Associação de Indiana, sob a tutela do recém-eleito presidente R. S. Donnell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Conexão “Donnell”&lt;/strong&gt; – A ligação do pastor R. S. Donnell com o movimento “Holiness” é mais clara: ele era o presidente da Associação Adventista de Indiana, e a sua enteada era esposa de um capitão do Exército da Salvação.[14]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após essa contextualização, fica fácil entender por que Haskell identificou o que ocorreu na campal da Carne Santa com estas palavras: “seu esforço de reavivamento é simplesmente uma &lt;strong&gt;cópia fiel do método utilizado pelo Exército da Salvação&lt;/strong&gt;.”[15]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo artigo, conheceremos a música usada na Campal de Indiana.&lt;br /&gt;Leia também a &lt;a href="http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/culto-da-carne-santa-uma-copia-de.html"&gt;Culto da "Carne Santa": uma cópia de métodos - 1&lt;/a&gt;, que mostra a relação entre as campais adventistas e o movimento Holiness.&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] O &lt;em&gt;Exército da Salvação&lt;/em&gt; foi fundado em 1865, em Londres. Booth era um evangelista que desejava oferecer ajuda prática aos pobres e necessitados, além de pregar-lhes o Evangelho. Originalmente, seu ministério se chamava &lt;em&gt;Missão Cristã&lt;/em&gt;, mas teve seu nome mudado para &lt;em&gt;Exército da Salvação&lt;/em&gt; em 1878.&lt;br /&gt;[2] Para uma análise da relação entre o &lt;em&gt;Exército da Salvação&lt;/em&gt; e o movimento “&lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;”: http://therubicon.org/wp-content/full_text/supperclub3_barr.pdf&lt;br /&gt;[3] Harold Begbie, &lt;em&gt;Life of William Booth, Founder of the Salvation Army&lt;/em&gt;, vol. 1 (London: MacMillan and Co., Limited, 1920), p. 410-413. Para uma análise do perfeccionismo do &lt;em&gt;Exército da Salvação&lt;/em&gt;: http://www.lcoggt.org/history/samuel_brengle_and_the_developme.htm&lt;br /&gt;[4] Para mais detalhes, ver Arthur L. White, &lt;em&gt;Ellen G. White: The Early Elmshaven Years&lt;/em&gt;, vol. 5, p. 108.&lt;br /&gt;[5] Curiosamente, era um movimento pré-lapsariano. Ironicamente, hoje, os adventistas perfeccionistas são, em sua esmagadora maioria, pós-lapsarianos. Aqui também há algo curioso: teologia diferente produzindo heresia igual.&lt;br /&gt;[6] Arthur L. White, &lt;em&gt;The Early Elmshaven Year&lt;/em&gt;, vol. 5, p.108.&lt;br /&gt;[7] Ibid., p. 101.&lt;br /&gt;[8] Sobre isso, ver: http://www.comunidademetodista.com.br/johnwesley/&lt;br /&gt;[9] Phoebe Palmer. “The Shorter Way.” &lt;em&gt;Voices From the Heart&lt;/em&gt; (Grand Rapids, MI.: Eerdmans Press, 1987), p. 156-158.&lt;br /&gt;[10] Na verdade, existem vários hinos do movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt; no Hinário Adventista, mas isso será analisado no próximo artigo. Eu imagino a decepção dos "adventistas históricos" e outros grupos puristas ao descobrirem que cantamos o repertório perfeccionista a mais de um século.&lt;br /&gt;[11] Arthur Patrick, &lt;em&gt;“Later Adventist Worship, Ellen White and the Holy Spirit: Further Historical Perspectives”.&lt;/em&gt; http://www.sdanet.org/atissue/discern/flesh.htm&lt;br /&gt;[12] Ibid.&lt;br /&gt;[13] Kameron DeVasher, “Confronting a Crisis: the Holy Flesh movement in Adventism – part 1”. &lt;em&gt;Adventist Review&lt;/em&gt;, Setembro de 2010. http://www.adventistreview.org/article.php?id=3726 [14] Arthur Patrick, &lt;em&gt;“Later Adventist Worship, Ellen White and the Holy Spirit: Further Historical Perspectives”.&lt;/em&gt;http://www.sdanet.org/atissue/discern/flesh.htm&lt;br /&gt;[15] &lt;em&gt;Carta 1&lt;/em&gt;, S. N. Haskell para Ellen White, 25 de Setembro de 1900.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-719919037593716981?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/culto-da-carne-santa-uma-copia-de_17.html</link><author>noreply@blogger.com (Pr. Isaac Malheiros Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-L-Jt3nzVRRI/Tu0yRz92u3I/AAAAAAAAAI4/7j09v7isHo4/s72-c/Early%2BSalvation%2BArmy.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-497140760411809038</guid><pubDate>Sat, 17 Dec 2011 02:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-17T08:22:48.842-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caça Mitos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Culto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>História da Música</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><title>Culto da "Carne Santa": uma cópia de métodos - 1</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xExO_6Po5qY/Tuy32_jeohI/AAAAAAAAAIU/-TljSYCcUbM/s1600/MileriteCampmeeting.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 264px; FLOAT: right; HEIGHT: 191px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687122584863154706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-xExO_6Po5qY/Tuy32_jeohI/AAAAAAAAAIU/-TljSYCcUbM/s320/MileriteCampmeeting.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Contextualizando a Campal de Muncie, Indiana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento perfeccionista da Carne Santa atingiu o seu ápice na campal de Muncie, Indiana em 1900. Em reação à mensagem equivocada e ao culto ruidoso da Carne Santa, Ellen White escreveu os mais claros textos contra o perfeccionismo e contra o emocionalismo na adoração. Um desses textos é o famoso &lt;em&gt;“haverá gritos, com tambores, música e dança”&lt;/em&gt; [1].&lt;br /&gt;No entanto, há uma chave para entendermos o que ocorreu nessa campal. O pastor Stephen Haskell foi testemunha do que aconteceu em Indiana e descreveu o ocorrido como uma cópia dos métodos do Exército da Salvação. Haskell afirma que os músicos eram &lt;em&gt;“tão treinados em sua linha musical como qualquer coro do Exército da Salvação que já ouvistes. De fato, seu esforço de reavivamento é simplesmente uma cópia fiel do método utilizado pelo Exército da Salvação.”&lt;/em&gt;[2]&lt;br /&gt;Ao escrevermos sobre a música da Carne Santa, não devemos desconsiderar a informação de que o que era praticado ali era musicalmente semelhante ao Exército da Salvação [3]. Mas, como era o “método do Exército da Salvação” de fazer música? E por que os adeptos da Carne Santa escolheram esse método?&lt;br /&gt;Para entender, vamos contextualizar a campal da Carne Santa historicamente.&lt;br /&gt;Nessa série de artigos veremos que o que aconteceu em Indiana era apenas o reflexo do que acontecia em toda a América do Norte, movido por duas fortes influências: o &lt;em&gt;Movimento Holiness &lt;/em&gt;e o pentecostalismo que estava nascendo nos Estados Unidos. No entanto, o pentecostalismo ainda era muito novo para ser responsabilizado pelo que aconteceu em Indiana. Temos subestimado a influência Holiness/metodista e superestimado a influência pentecostal no movimento da Carne Santa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xYwBoUGOlik/Tuv7-imZ6cI/AAAAAAAAAG0/gjRHUKHPagk/s1600/Slide01.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686916006343731650" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-xYwBoUGOlik/Tuv7-imZ6cI/AAAAAAAAAG0/gjRHUKHPagk/s400/Slide01.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;As discussões atuais em torno do culto e da música cristã fazem parte da tradição Wesleyana/Holiness. Bem antes do debate sobre os cultos voltados aos “perdidos” &lt;em&gt;(“seeker services”&lt;/em&gt;), o movimento Holiness já realizava cultos assim. Bem antes das discussões sobre música cristã popular e contemporânea, o movimento Holiness produzia e cantava tais músicas. Bem antes da “Bênção de Toronto”, o movimento Holiness já estava “caindo no Espírito” e seus adeptos sendo apelidados de “gritadores” (&lt;em&gt;Shouters&lt;/em&gt;) e “saltadores” (&lt;em&gt;Jumpers&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Assim, em vez de tentar conectar o fanatismo de Indiana ao surgimento do moderno Pentecostalismo da Rua Azuza, é mais correto olharmos para trás: nossas raízes metodistas/holiness.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O que foi o Movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Movimento Holiness foi o resultado da união do Metodismo americano com o reavivalismo do Segundo Grande Despertamento. Isso deu início a uma crescente onda de persuasão perfeccionista na religião Americana que começou nos anos 1830 e durou até bem depois da virada do século.[4]&lt;br /&gt;O Movimento Holiness tinha suas raízes ideológicas e espirituais no reavivamento Wesleyano do século 18. Mas apesar do metodismo ser um dos carros-chefes, o Movimento não era apenas metodista e incluía várias denominações, dentre elas, o Exército da Salvação.&lt;br /&gt;O início do Movimento Holiness pode ser demarcado com a realização da primeira campal “Holiness” e a organização da &lt;em&gt;National Campmeeting Association for the Promotion of Christian Holiness&lt;/em&gt; (Associação Nacional de Campais para a Promoção da Santidade Cristã) em 1867.&lt;br /&gt;Veremos claramente que a Campal de Indiana tem algo a ver com as campais do movimento Holiness. Além da mensagem e dos métodos empregados na campal de Indiana, o próprio fato de realizar campais já era uma influência do movimento Holiness.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Qpbjx2Ys0XI/TuyrzMa1ZWI/AAAAAAAAAHM/dn1yx9FmrTg/s1600/cane_ridge.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 355px; DISPLAY: block; HEIGHT: 258px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687109325457548642" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Qpbjx2Ys0XI/TuyrzMa1ZWI/AAAAAAAAAHM/dn1yx9FmrTg/s400/cane_ridge.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Copiando a Tradição &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt; de Fazer Campais &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A tradição das campais já começou com sinais de excessos e fanatismo. Em 1798, um &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cane_Ridge,_Kentucky"&gt;ajuntamento em Cane Ridge, Kentucky&lt;/a&gt;, marcou o início não-oficial de um estilo de adoração que ficou conhecido como &lt;em&gt;“CampMeeting” &lt;/em&gt;(“reuniões campais”). Foram vários dias de intensa celebração religiosa que uniu ministros Metodistas, Presbiteriano, Batistas e outros. Muitas das características da campal de Cane Ridge, como reuniões ao ar livre, intenso emocionalismo e manifestações físicas, se tornaram modelo para futuros reavivamentos.[5]&lt;br /&gt;A adoração na tradição “Holiness” se desenvolveu a partir da tradição desses reavivamentos e &lt;em&gt;“campmeetings”&lt;/em&gt; do século 19. Nessas campais já era possível encontrar exemplos de demonstração emocional extrema, incluindo pulos, gritos, corridas, sacudidas, latidos e desmaios.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Lvvh4Vmal9w/Tuy2C2rMQYI/AAAAAAAAAHk/NLroKT6q17o/s1600/Slide02.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687120589614760322" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Lvvh4Vmal9w/Tuy2C2rMQYI/AAAAAAAAAHk/NLroKT6q17o/s400/Slide02.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;As reuniões campais não foram uma invenção adventista. Os adventistas seguiram o costume evangélico (especialmente o modelo metodista/holiness) de realizar reuniões campais desde a época do movimento milerita. [6]&lt;br /&gt;Como era comum nas campais evangélicas em geral acontecerem fenômenos extáticos, nas campais mileritas esse sempre foi um perigo que rondava. Existem vários relatos de excessos perfeccionistas em reuniões mileritas.&lt;br /&gt;Em 1843, por exemplo, o pastor John Starkweather promoveu o fanatismo da extrema santificação em uma das reuniões campais mileritas. Ele e seus seguidores se diziam capazes de discernir a condição do coração dos adoradores, e no meio de muito murmúrio e gemido, convidavam homens e mulheres a renunciar aos seus “ídolos”, que poderiam incluir broches, faixas, cabelo trançado, ou ate mesmo dentaduras postiças! [7]&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vtLpL6ejMxc/Tuy2biI7YSI/AAAAAAAAAHw/DAiA4Bnu5Jw/s1600/Slide03.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687121013599068450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-vtLpL6ejMxc/Tuy2biI7YSI/AAAAAAAAAHw/DAiA4Bnu5Jw/s400/Slide03.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Segundo Richard W. Schwarz: &lt;em&gt;"o emocionalismo associado às reuniões campais coloniais não estava inteiramente ausente de suas correspondentes adventistas; orações fervorosas eram frequentemente interrompidas pelos brados de "Glória!" e "Aleluia!". Ao elevarem-se as emoções, alguns caíam prostrados no chão. Os principais líderes mileritas procuravam impedir que essa excitação saísse do controle, para que não degenerasse em fanatismo e levasse todo o movimento ao descrédito."&lt;/em&gt;[8]&lt;br /&gt;Em 1º de setembro de 1868, aconteceu a primeira reunião campal oficial dos adventistas do sétimo dia. Todavia, &lt;em&gt;"foi com algumas preocupações e temor do emocionalismo e desordem que frequentemente haviam desfigurado o tom espiritual das reuniões campais dos tempos coloniais, que a Associação Geral de 1868 votou recomendar tais reuniões."&lt;/em&gt;[9]&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Repare que o perigo do emocionalismo e fanatismo existia, mas a igreja não abriu mão do que seria uma benção apenas por causa do risco de se tornar uma maldição.&lt;br /&gt;Esse princípio nos interessa aqui: apesar das campais de reavivamento serem famosas pelos excessos e fanatismos, a igreja adventista não usou isso como desculpa para não fazer campais.&lt;br /&gt;Um trecho de um discurso de Ellen White de 1891 revela que ela sentia uma certa preocupação exagerada entre os adventistas de não serem confundidos com o Movimento Holiness ou com o Exército da Salvação:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quando falamos da graça de Deus, de Jesus e seu amor, falamos do Salvador&lt;br /&gt;como alguém que é capaz de guardar-nos do pecado, e salvar perfeitamente todos&lt;br /&gt;os que se achegam a ele, muitos vão dizer: ‘Ó, eu temo que você esteja seguindo&lt;br /&gt;o povo &lt;strong&gt;Holiness&lt;/strong&gt;. Temo que você esteja indo atrás do &lt;strong&gt;Exército da Salvação’&lt;/strong&gt;. Irmãos, vocês não precisam ter medo dos&lt;br /&gt;claros ensinos da Bíblia.”[10]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HsY2ngII4d8/Tuy3JNTGYCI/AAAAAAAAAH8/Hd4gxxao3mg/s1600/Slide04.JPG"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687121798278570018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-HsY2ngII4d8/Tuy3JNTGYCI/AAAAAAAAAH8/Hd4gxxao3mg/s320/Slide04.JPG" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Infelizmente, as preocupações e temores relacionados ao fanatismo e a desordem de outras reuniões campais se confirmaram mais tarde no adventismo em alguns casos (como nos casos do fanatismo da “carne-santa” na campal de Indiana, e do casal Mackin, que também teve experiências extáticas durante uma campal em Mansfield, Ohio [11]). Mesmo assim, os adventistas aprenderam a separar sabiamente o "bebê" da "água suja" e não jogar tudo fora. As reuniões campais foram mantidas, e abençoaram muitas vidas.&lt;br /&gt;Repetimos esse sábio comportamento quando separamos os malefícios da TV, do radio e da internet e usamos esses meios para anunciar poderosamente o evangelho. No entanto, na música, parece que o menor risco de fanatismo, por mais distante e remoto que esteja, já justifica jogar o "bebê" fora junto com a "água suja".&lt;br /&gt;Diante de situações semelhantes, o conselho de Ellen White é extremamente sábio:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O fanatismo virá como sempre vem quando Deus opera. A rede ajunta o bom e o mau, mas quem se atreverá em jogar tudo fora, somente porque alguns não são peixes bons?”&lt;/em&gt;[12] E ela completa: &lt;em&gt;“Apegai-vos a tudo o que seja bom. Não tenhais espírito de Farisaísmo; não tenhais atitudes de superioridade ou auto-confiança.”&lt;/em&gt;[13]&lt;br /&gt;Esse conselho faz eco à ordem bíblica: “Examinai tudo, retende o bem.” (1Ts 5:21).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WMJnm2Xlngg/Tuy3dca96EI/AAAAAAAAAII/u2eBttFg6jk/s1600/Slide05.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 142px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687122145935484994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-WMJnm2Xlngg/Tuy3dca96EI/AAAAAAAAAII/u2eBttFg6jk/s320/Slide05.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; &lt;strong&gt;Conclusões&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Conclusão 1:&lt;/em&gt; O próprio ato de realizar uma campal já era uma &lt;em&gt;“cópia de métodos”&lt;/em&gt;. Especificamente, um método que já surgiu com excessos e foi popularizado pelo Movimento Holiness, também com excessos. É um erro supor que a "cópia de métodos" presente na campal de Indiana estava restrita ao uso de instrumentos musicais.[14]&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Conclusão 2:&lt;/em&gt; Apesar das Campais terem uma origem questionável, serem frequentemente acompanhadas de excessos emocionais, e serem regularmente realizadas pelo movimento Holiness e por outros grupos não alinhados à teologia adventista[15], os adventistas não deixaram de usar esse método. Ellen White claramente endossou a realização de campais[16], mesmo estando ciente do fanatismo que rondava as campais &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt; e do risco de excessos no adventismo.[17]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo artigo, veremos o que a Carne Santa emprestou do movimento &lt;em&gt;Holiness&lt;/em&gt; em termos doutrinários.&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] &lt;em&gt;“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança”.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 36.&lt;br /&gt;[2] &lt;em&gt;Carta 1&lt;/em&gt;, S. N. Haskell para Ellen White, 25 de Setembro de 1900&lt;br /&gt;[3] Por que os especialistas em música sacra adventista não se interessam em pesquisar essa preciosa informação musical? Criam um totem em cima da palavra “&lt;em&gt;drum&lt;/em&gt;” (tambor), mas pulam uma informação tão clara! Os escritores de artigos repressivos também deveriam se interessar por isso.&lt;br /&gt;[4] Steven T. Hoskins, “The Wesleyan/Holiness Movement in search of liturgical identity, em &lt;em&gt;Wesleyan Theological Journal&lt;/em&gt;, p. 1245-125.&lt;br /&gt;[5] J. William Frost, "Part V: Christianity and Culture in America", &lt;em&gt;Christianity: A Social and Cultural History&lt;/em&gt;, (Upper Saddle River: Prentice Hall, 1998), p. 430.&lt;br /&gt;[6] &lt;em&gt;"Em suas reuniões campais, os mileritas seguiam um modelo colonial previamente desenvolvido pelos metodistas".&lt;/em&gt; Richard W. Schwarz e Floyd Greenleaf, &lt;em&gt;Portadores de Luz &lt;/em&gt;(Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009), p. 39.&lt;br /&gt;[7] Ibid.&lt;br /&gt;[8] Ibid.&lt;br /&gt;[9] Idem, 153.&lt;br /&gt;[10] Mensagem “Our Present Dangers”, apresentada em Março de 1891. &lt;em&gt;The Ellen G. White 1888 Materials&lt;/em&gt;, p. 904.&lt;br /&gt;[11] O curioso (mas ainda não explorado no adventismo) fenômeno extático do casal Mackin está relatado em &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 3, p. 362-368.&lt;br /&gt;[12] &lt;em&gt;Carta 76&lt;/em&gt;, 1886.&lt;br /&gt;[13] &lt;em&gt;Carta 9&lt;/em&gt;, 1886.&lt;br /&gt;[14] Antes de condenar toda e qualquer “cópia de métodos”, lembremo-nos de empréstimos históricos como: a Escola Sabatina, o hinário, as semanas de oração, a liturgia, as tendas de evangelismo, os pequenos grupos e, mais recentemente, as jornadas espirituais de 40 dias – nada disso é invenção adventista.&lt;br /&gt;[15] No final do século 19, até mesmo o Espiritualismo realizava Campais nos Estados Unidos. Veja, por exemplo em http://www.rootsweb.ancestry.com/~mivhs/vicksburgvillageviewsp5.htm e http://www.cassadaga.org/ Imagine hoje o que diriam os “adventistas históricos” sobre o adventismo dividir um método com os espíritas!&lt;br /&gt;[16] Ellen White escreveu que &lt;em&gt;“Deus convida os homens a (...) multiplicar reuniões campais em diferentes localidades, advertir as cidades, e enviar advertência longe e perto, nos caminhos e valados do mundo.”&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Manuscrito 4&lt;/em&gt;, 1899. Ela tinha uma visão positiva a respeito das campais, talvez por causa de seu passado metodista. Foi numa campal metodista em Buxton, Maine que Ellen White entregou sua vida a Deus em 1840.&lt;br /&gt;[17] Se fosse aos dias de hoje, alguns adventistas denunciariam a conexão entre as campais e os movimentos evangélicos espúrios como provas da apostasia da igreja e de seu processo de “pentecostalização”. E talvez algum palestrante escatológico até conseguisse ver as Campais como um enorme plano Iluminati (ou Maçom) para dominar o mundo...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-497140760411809038?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/12/culto-da-carne-santa-uma-copia-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Pr. Isaac Malheiros Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xExO_6Po5qY/Tuy32_jeohI/AAAAAAAAAIU/-TljSYCcUbM/s72-c/MileriteCampmeeting.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-9172492067124229257</guid><pubDate>Tue, 29 Nov 2011 20:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-29T12:53:27.371-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Culto</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Louvor Contemporâneo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Louvor Instrumental</category><title>Treinamento para equipes de louvor</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-klMbPN9nCyE/TtVEsJuSqzI/AAAAAAAAAGY/gfR2JdHuTfU/s1600/worship_team.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680522030312762162" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-klMbPN9nCyE/TtVEsJuSqzI/AAAAAAAAAGY/gfR2JdHuTfU/s200/worship_team.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse é um antigo (mas muito atual) vídeo de treinamento para equipes de louvor.&lt;br /&gt;Terry e Randy Butler apresentam um ensino prático e divertido sobre as dinâmicas de construção e treinamento de uma equipe de louvor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui eles dão dicas sobre como montar equipes, construir arranjos instrumentais e vocais e demonstram como fazer música congregacional com sensibilidade e qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/r7UZ9LVn5c0" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de compositores, Randy e Terry Butler lideraram equipes de louvor ao redor de todo o mundo por vários anos. Neste vídeo eles aplicam toda a experiência que adquiriram para oferecer instruções preciosas aos interessados no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale muito a pena assistir!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-9172492067124229257?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/11/treinamento-para-equipes-de-louvor.html</link><author>noreply@blogger.com (Pr. Isaac Malheiros Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-klMbPN9nCyE/TtVEsJuSqzI/AAAAAAAAAGY/gfR2JdHuTfU/s72-c/worship_team.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-4331160362089902382</guid><pubDate>Sun, 20 Nov 2011 17:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-20T09:26:04.776-08:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Música Instrumental</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ellen White e Música</category><title>"Ellen White era contra o piano"(!)</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FeY55nUdqs0/Tsk237189LI/AAAAAAAABc0/pfKF7r5Sz5M/s1600/tom-waits-piano.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 262px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677129139861910706" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-FeY55nUdqs0/Tsk237189LI/AAAAAAAABc0/pfKF7r5Sz5M/s320/tom-waits-piano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Calma. O título é irônico. Trata-se de uma “brilhante conclusão” a qual alguns leitores de Ellen White poderiam ter chegado se eles simplesmente não gostassem do som do piano.&lt;br /&gt;Existem alguns textos de Ellen White sobre pianos e o trabalho dos afinadores de piano. Em muitos casos, ela alertou que, “a menos que os afinadores de piano mudem de negócio, eles terão que lidar com a loucura”.&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[1] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um texto desses nas mãos de quem usa Ellen White como arma da opressão faria um tremendo estrago. Tendo preconceitos contra o piano e usando textos assim, palestras seriam dadas, votos em comissões seriam tomados, experiências “científicas” com o piano seriam realizadas a fim de expor o seu poder hipnótico e a sua capacidade de levar ao transe ou à histeria, e assim, a associação do piano com o demônio seria exposta... &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[2]&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi assim com outros instrumentos. Bastou, por exemplo, Ellen White mencionar “tambores” num texto &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[3]&lt;/span&gt; e criou-se todo um movimento de “caça-às-bruxas-percussionistas” na música adventista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pcXBvYr5ez8/Tsk2KLzJwMI/AAAAAAAABco/plON1cHRLbw/s1600/piano-lucie-and-ron_abel.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 139px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677128353871151298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-pcXBvYr5ez8/Tsk2KLzJwMI/AAAAAAAABco/plON1cHRLbw/s320/piano-lucie-and-ron_abel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh&lt;/span&gt;O piano associado ao entretenimento sensual e aos vícios&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém quisesse se livrar do piano na adoração usando esse método de “leitura distorcida”, bastaria selecionar textos de Ellen White onde ela cita negativamente o piano. E veja quantas conclusões estranhas surgiriam:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;“É pecado afinar piano, pois faz mal à saúde e leva à loucura!” &lt;/em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;“Comprar piano é ostentação!” &lt;/em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;“Fazer aulas de piano é um luxo dispensável”&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;“Quem não sabe cozinhar não deve aprender piano!”&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E para dar um ar “profético”, poderia acrescentar, naquele tom de voz alarmista:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;“O piano, assim como o tambor, acompanhou manifestações musicais extáticas fortemente condenadas por Ellen White! E, assim como no caso da Campal de Indiana, ela advertiu que isso se repetiria!”&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, devemos levar em consideração o contexto histórico e as circunstâncias em torno das declarações citadas para não sairmos por aí chicoteando os pianos e seus afinadores com os textos de Ellen White.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SK9zd2Sj4eM/Tsk1XcDdrgI/AAAAAAAABcc/MFElzhyn8Nk/s1600/lisztomania.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677127482061204994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-SK9zd2Sj4eM/Tsk1XcDdrgI/AAAAAAAABcc/MFElzhyn8Nk/s320/lisztomania.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Franz Liszt ao piano, levando as fãs à histeria coletiva&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É certo que Ellen White fala que, em certas condições e em casos específicos, o trabalho de afinar pianos poderia levar ao colapso nervoso; que, em certas condições, o dinheiro gasto com pianos é ostentação, etc. Mas só muita má vontade e preconceito poderia fazer alguém usar esses textos contra o piano na adoração hoje.&lt;br /&gt;Porém, é exatamente isso o que fazem com o texto sobre o fanatismo da campal de Indiana. Saber o contexto histórico é extremamente importante. Esse é meu ponto.&lt;br /&gt;Ignorando as circunstâncias de cada declaração, e abrindo mão da inteligência, poderíamos também condenar o órgão (&lt;em&gt;“Ele favorece o tipo de culto-missa da Babilônia mística!”&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[9]&lt;/span&gt;), o canto a cappella (&lt;em&gt;“A senhora Mackin cantava a cappella em êxtase!”&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[10]&lt;/span&gt;) e a própria música em geral (&lt;em&gt;“Haverá ‘música’ com gritos, tambores e danças no final dos tempos!”&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[11]&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando esse método pouco inteligente de interpretação na Bíblia, poderíamos afirmar que “os que dormiram (morreram) em Cristo estão perdidos” (1 Co 15:18). É claro que o verso 18 só faz sentido quando lido em conjunto com os versos 12-17. Isso se chama “contextualização”, e é isso o que devemos fazer. Afinal, quem pretende oferecer um culto “racional” não pode argumentar como irracional.&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[1]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Manuscript Releases, vol. 21 [Nos. 1501-1598]&lt;/em&gt; (1993), p. 134. Tratava-se de um trabalho em condições desfavoráveis à saúde: “Your husband would better not remain in the business of piano tuner. If he can, he should get a place in the country where he can keep chickens or raise vegetables. Any out-of-door work would be better for him than tuning pianos.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[2]&lt;/span&gt; De fato, é fácil encontrar material para “demonizar” o piano: 1) O pentecostalismo da Rua Azuza (que começou na Rua Bonnie Brae) foi favorecido pelo piano tocado “no Espírito” pela esposa de William Seymour (que não sabia tocar, mas o fazia de modo sobrenatural quando o “Espírito” vinha sobre ela). &lt;a href="http://laist.com/2008/05/24/laistory_bonnie.php?gallery0Pic=3#gallery"&gt;O piano ainda pode ser visto na Bonnie Brae House&lt;/a&gt;; 2) O piano é usado em sessões de hipnose e induz ao transe; 3) É um dos instrumentos que deram origem ao jazz, ao blues e ao rock; 4) Franz Liszt levou multidões à histeria e ao êxtase com seu piano no século 19. &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lisztomania_(phenomenon)"&gt;O fenômeno ficou conhecido como “Lisztomania” ou “Liszt Fever”&lt;/a&gt;; 4) O piano está histórica e inseparavelmente associado a lugares de diversão sensual como o cabaré, o piano-bar, os saloons, etc; 5) É um dos instrumentos mais fortemente associados à música pop, e tantos outros argumentos usados por aí.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[3]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 2, p. 36.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[4]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Manuscript Releases&lt;/em&gt;, vol. 3 [Nos. 162-209], p. 352: “It is not wise, merely because you can make money readily, to continue in the work of tuning pianos, if this affects your nervous system.&lt;br /&gt;In many cases I have advised out-of-door work for piano tuners, telling them that unless they changed their business, they would have to deal with insanity. —Letter 104, 1901”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[5]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Conselhos sobre mordomia&lt;/em&gt;,p. 251: “Tenho visto famílias pobres lutando com dívidas, e assim mesmo não serem os filhos ensinados a negarem a si mesmos, a fim de ajudar aos pais. Numa família que visitei, manifestaram as filhas o desejo de possuir um caríssimo piano. Alegremente teriam os pais satisfeito esse desejo, mas estavam embaraçados com dívidas.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[6]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Cons. Sobre Regime Alimentar&lt;/em&gt;, p. 476: “Muitos ramos de estudo que consomem o tempo do estudante, não são essenciais à utilidade ou felicidade; entretanto é essencial a todo jovem familiarizar-se completamente com os deveres de cada dia. Sendo necessário, uma jovem pode dispensar os conhecimentos de francês e álgebra, ou mesmo de piano; mas é indispensável que aprenda a preparar bom pão, confeccionar vestidos graciosamente adaptados, e executar eficientemente os muitos deveres atinentes ao lar.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[7]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Cons. Sobre Regime Alimentar&lt;/em&gt;, p. 263: “Antes de os filhos tomarem lições de órgão e piano, deviam recebê-las de cozinha. O trabalho de aprender a cozinhar não precisa excluir a música, mas este é de menos importância que o aprender a preparar alimento saudável e apetitoso.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[8]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 3, p. 368. O casal Mackin relatou à Ellen White as experiências extáticas da sra. Mackin. Essas experiências envolviam “cantar no Espírito” (canto espontâneo e repetitivo a cappella), falar em línguas estranhas e o suposto dom de profecia. Não há relato do uso de instrumentos, a não ser o piano usado num teste: “É a coisa mais maravilhosa quando ela canta: "Glória!" Ela diz que, ao cantá-lo, parece estar na presença de Jesus, com os anjos. Repete diversas vezes a palavra "Glória!" Ela foi testada com o piano, e os músicos dizem que é uma anomalia - os graves e os agudos que ela alcança. Só pode fazê-lo quando ora no Espírito e é dotada de poder especial.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[9]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;O Grande Conflito&lt;/em&gt;, pp. 566 e 567.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[10]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol. 3, pp. 366 e 367.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;[11]&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Mensagens Escolhidas&lt;/em&gt;, vol 2, p. 36: “As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-4331160362089902382?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/11/ellen-white-era-contra-o-piano.html</link><author>noreply@blogger.com (Vanessa Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FeY55nUdqs0/Tsk237189LI/AAAAAAAABc0/pfKF7r5Sz5M/s72-c/tom-waits-piano.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-3928302465065909208</guid><pubDate>Mon, 14 Nov 2011 05:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-13T22:09:16.522-08:00</atom:updated><title>ENQUETE: Que tipo de Adventista é você?</title><description>LINK PARA ENQUETE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.adventismohoje.com/2011/11/enquete-que-tipo-de-adventista-e-voce.html" target="_blank"&gt;&amp;nbsp;http://www.adventismohoje.com/2011/11/enquete-que-tipo-de-adventista-e-voce.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" height="1" src="http://pxl.pmsrvr.com/posting_stats?d=www.quibblo.com&amp;amp;m=widget&amp;amp;c=5729a8c13ff7af8207090de9cd27a4297038ef19&amp;amp;q=fOq44Jz" style="left: -3000px; position: absolute; top: -3000px;" width="1" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-3928302465065909208?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/11/enquete-que-tipo-de-adventista-e-voce.html</link><author>noreply@blogger.com (André Reis)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-8321497992898639067</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2011 10:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-03T06:34:24.794-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autora: Vanessa Meira</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Bateria/Percussão</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ellen White e Música</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Música Contemporânea</category><title>PolêmiCAJÓN</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zvxh3GV_I98/TrEncWq8r3I/AAAAAAAABbk/pi9KHCQ_wto/s1600/cajon-41541.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-zvxh3GV_I98/TrEncWq8r3I/AAAAAAAABbk/pi9KHCQ_wto/s200/cajon-41541.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670356773911703410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Haverá gritos com tambores, música e dança…”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é o texto onipresente nas discussões sobre música. Ele é aplicado indistintamente, sem nenhuma reflexão, sobre qualquer música ou instrumento que desagrade o portador do texto dos "gritos e tambores". Ele é usado inclusive contra quem não usa tambores, como os grupos a capela (!). É curioso o que o fanatismo cego pode produzir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recentemente ouvi falar do caso de alguns líderes de uma igreja adventista local que decidiram proibir o uso do &lt;i&gt;cajón&lt;/i&gt; nos cultos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E surgiu uma questão interessante: estritamente falando, o &lt;i&gt;cajón&lt;/i&gt; não é um tambor. Tambores são &lt;i&gt;"membranofones"&lt;/i&gt;, possuem uma membrana esticada que é percutida. O &lt;i&gt;cajón&lt;/i&gt; nada mais é que uma caixa de madeira, e poderia ser classificado entre os &lt;i&gt;"idiofones"&lt;/i&gt; (como um prato ou um xilofone).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É interessante observar a confusão que isso causa naqueles que aplicam o texto dos "gritos com tambores" à música da igreja sem nenhuma reflexão. Para se livrar da confusão, tais pessoas 'esticam' o texto e o aplicam à percussão em geral. Mas isso gera um outra confusão: havia percussão na &lt;i&gt;"lista de instrumentos do Templo"&lt;/i&gt; (que é outro argumento-padrão contra a música contemporânea.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, veja o dilema: se o texto se refere especificamente aos "tambores", os &lt;i&gt;idiofones&lt;/i&gt; estão livres. Mas se o texto se aplica aos instrumentos de percussão em geral, então a Bíblia está errada ao recomendar esses instrumentos e o argumento da &lt;i&gt;"lista de instrumentos do Templo"&lt;/i&gt; não deve ser usado (pois incluem os &lt;i&gt;idiofones&lt;/i&gt; percutidos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E poderíamos ampliar a confusão citando a bateria eletrônica, a percussão feita em sintetizadores, em teclados e softwares, o &lt;i&gt;beatbox&lt;/i&gt;, a percussão programada em computadores, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Que argumentos usaremos agora?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual seria o escape de quem usa o argumento &lt;i&gt;"haverá gritos com tambores"&lt;/i&gt; sem pensar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma opção talvez fosse dizer: &lt;i&gt;"não importa se é real ou virtual, ao vivo ou gravado. Se faz 'som de percussão' tá fora!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa seria uma fuga desesperada, mas igualmente inútil: é possível fazer 'som de percussão' numa infinidade de instrumentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse violão dispensa percussão:&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/en-3oL2c0uU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/en-3oL2c0uU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse faz beatbox com a flauta transversa:&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/crfrKqFp0Zg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/crfrKqFp0Zg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse faz percussão no piano:&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Io_pTepsqGA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Io_pTepsqGA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém ousaria sugerir uma proibição ao violão, à flauta e ao piano, certo? É claro como o sol do meio-dia que os instrumentos são servos dos instrumentistas e fazem apenas o que o músico quer (e tiver habilidade de fazer).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então, por que eu não deveria usar um &lt;i&gt;cajón&lt;/i&gt; na minha igreja?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu quisesse argumentar contra o &lt;i&gt;cajón&lt;/i&gt; (o que não é o caso), eu não distorceria o texto dos "gritos com tambores". Eu talvez usasse argumentos como:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- "Desculpe-me meu jovem, mas você ainda não sabe tocar isso direito!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- "Isso não combina com os hinos do hinário, só com música moderna. 'Tá feio!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- "Você toca fora do ritmo e atrapalha os demais. Vá estudar e praticar." &lt;/i&gt;( Mas isso valeria para qualquer instrumento)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- "A maioria dos membros dessa igreja é contra"&lt;/i&gt; (obviamente, essa pesquisa deve ter sido feita antes, e ser real, não um 'achômetro').&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repare que são argumentos discutíveis (alguns sofríveis e subjetivos), mas que pelo menos não tentam manipular as palavras da Mensageira do Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS: Antes de entrar na discussão, experimente fazer esse &lt;a href="http://mariajesuscamino.com/webquestion/instrumentos2/"&gt;teste sobre instrumentos&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-8321497992898639067?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/11/polemicajon.html</link><author>noreply@blogger.com (Vanessa Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zvxh3GV_I98/TrEncWq8r3I/AAAAAAAABbk/pi9KHCQ_wto/s72-c/cajon-41541.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-6552615983898337339</guid><pubDate>Mon, 31 Oct 2011 19:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-01T11:08:53.760-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><title>A "brisa suave" e o culto cristão</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-XJ9z2McD1LI/Tq8NAiHiAMI/AAAAAAAABaA/-za_ksakma8/s1600/megafone.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 249px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669764758692298946" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-XJ9z2McD1LI/Tq8NAiHiAMI/AAAAAAAABaA/-za_ksakma8/s320/megafone.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas &lt;strong&gt;o Senhor não estava no vento&lt;/strong&gt;. Depois do vento houve um terremoto, mas &lt;strong&gt;o Senhor não estava no terremoto&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Depois do terremoto houve um fogo, mas &lt;strong&gt;o Senhor não estava nele&lt;/strong&gt;. E depois do fogo houve o murmúrio de uma &lt;strong&gt;brisa suave&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;1 Reis 19:11-12 &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos aplicam homileticamente essa experiência de Elias à discussão sobre música sacra. Para tais pessoas, esse texto ensina que Deus SÓ fala através da suavidade, da meditação e do andamento gravissimo. Alguns comparam o “vento forte” ao ruído dos cultos, o “terremoto” às apresentações musicais, e o “fogo” aos saltos e gritos histéricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escreveu um desses autores:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Deus ainda fala hoje através da "voz mansa e delicada", como fez a Elias, e não pelo "vento" das excitações, nem pelo "terremoto" das danças e nem pelo "fogo" dos ritmos "hot".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2-vYx5TISQQ/Tq_NSrWzZKI/AAAAAAAABak/AYApNMZi74Q/s1600/moises-e-a-sarca-ardente1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 154px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669976176642450594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-2-vYx5TISQQ/Tq_NSrWzZKI/AAAAAAAABak/AYApNMZi74Q/s200/moises-e-a-sarca-ardente1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Não há problema nenhum em extrair notas homiléticas desse relato, mas elas devem ser coerentes com a revelação bíblica completa. E levando em conta toda a Escritura, fica claro que Deus não tem apenas uma maneira de se revelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia apresenta diversas vezes Deus se apresentando em meio ao fogo, ao vento impetuoso, ao terremoto, etc. (2 Sm 22,7-16; Is 29, 6; Sl 50,3; 97,3-5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos episódios mais conhecidos, o Senhor se manifestou a Moisés numa sarça ardente. Nesse caso, ao contrário da experiência de Elias, Deus estava no fogo. (Ex 3:2-4)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vCulmfUKcj0/Tq_NA3PrWzI/AAAAAAAABaY/drS3HpBctpg/s1600/Mt_Sinai.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 178px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669975870596143922" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-vCulmfUKcj0/Tq_NA3PrWzI/AAAAAAAABaY/drS3HpBctpg/s200/Mt_Sinai.gif" /&gt;&lt;/a&gt; No Sinai, Deus se manifestou de forma nada discreta:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“E disse o SENHOR a Moisés: Eis que eu &lt;/i&gt;&lt;strong style="FONT-STYLE: italic"&gt;virei a ti numa nuvem espessa&lt;/strong&gt;&lt;i&gt;, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao SENHOR.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, &lt;/i&gt;&lt;strong style="FONT-STYLE: italic"&gt;houve trovões e relâmpagos &lt;/strong&gt;&lt;i&gt;sobre o monte, e uma &lt;/i&gt;&lt;strong style="FONT-STYLE: italic"&gt;espessa nuvem&lt;/strong&gt;&lt;i&gt;, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E todo o monte Sinai fumegava, porque &lt;/i&gt;&lt;strong style="FONT-STYLE: italic"&gt;o SENHOR descera sobre ele em fogo&lt;/strong&gt;&lt;i&gt;; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente”&lt;/i&gt; (Ex 19:16-18)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“E o parecer da glória do SENHOR era como um &lt;strong&gt;fogo consumidor &lt;/strong&gt;no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel.”&lt;/em&gt; (Ex 24:17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No culto de dedicação do templo, Deus também estava no fogo:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E acabando Salomão de orar, &lt;strong&gt;desceu o fogo do céu&lt;/strong&gt;, e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa.&lt;/em&gt; (2 Cr 7:1)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E todos os filhos de Israel vendo &lt;strong&gt;descer o fogo&lt;/strong&gt;, e a glória do SENHOR sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e louvaram ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre. (&lt;/em&gt;2 Cr 7:3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando a Jó, Deus estava num redemoinho:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Depois disto o SENHOR respondeu a Jó &lt;strong&gt;de um redemoinho&lt;/strong&gt;, dizendo: (&lt;/em&gt;Jó 38:1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor pode falar através de trovões, fogo e saraiva:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o SENHOR &lt;strong&gt;trovejou &lt;/strong&gt;nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e houve &lt;strong&gt;saraiva &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;brasas de fogo&lt;/strong&gt;. (&lt;/em&gt;Sl 18:13)&lt;br /&gt;Daniel viu que o trono de Deus &lt;em&gt;“era de &lt;strong&gt;chamas de fogo&lt;/strong&gt;, e as suas rodas de &lt;strong&gt;fogo ardente&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt;. (Dn 7:9)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_6ufkDw-IYM/Tq_MpnrCTFI/AAAAAAAABaM/9Rx6o30zNEs/s1600/PillarofFire.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 163px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669975471278935122" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-_6ufkDw-IYM/Tq_MpnrCTFI/AAAAAAAABaM/9Rx6o30zNEs/s200/PillarofFire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deus estava na coluna de fogo que acompanhou o povo de Israel no Êxodo:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o Senhor ia adiante deles, de dia numa &lt;strong&gt;coluna de nuvem&lt;/strong&gt;, para os guiar pelo caminho, e de noite numa &lt;strong&gt;coluna de fogo&lt;/strong&gt;, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite. (&lt;/em&gt;Ex 13:21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande e marcante manifestação do Espírito Santo do dia do Pentecostes (At 2:2-3) aconteceu com um forte som de &lt;em&gt;“vento impetuoso” &lt;/em&gt;e com línguas &lt;em&gt;“como que de fogo”&lt;/em&gt;. Até mesmo a Elias, instantes antes da “brisa suave”, Deus havia se manifestado através do fogo que desceu do céu e consumiu o sacrifício no Monte Carmelo (1 Rs 18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não podemos nos esquecer da mais esperada manifestação do Senhor: a vinda de Jesus - um evento nada sutil ou suave!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o nosso Senhor: o Cordeiro-Leão, que pode se manifestar num &lt;em&gt;molto pianíssimo &lt;/em&gt;ou num &lt;em&gt;molto fortíssimo&lt;/em&gt;. As teofanias não estão restritas a uma única fórmula. Deus se apresenta de maneira soberana, da maneira que Ele quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma questão de necessidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Existem na Bíblia princípios claros para o culto cristão. É bem possível haver no culto momentos "brisa suave" e momentos "toque a trombeta em Sião", ambos com decência e ordem. O que não devemos fazer é extrair homileticamente da experiência de Elias uma norma inflexível para o culto e a música cristã. Tanto o "fogo" quanto a "brisa suave" tem utilidade: dependem da necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus estava nos trovões e no fogo do Sinai porque era isso que o povo precisava. E Deus estava na brisa suave porque era isso que Elias precisava. Naquele momento Elias precisava de “calma e firme confiança em Deus”[1] , seu espírito precisava ser “abrandado e submetido”[2]. A voz mansa e delicada foi providencial, era exatamente o que Elias precisava naquele instante. Elias estava perturbado, emocionalmente instável, inquieto, e Deus escolheu se manifestar assim naquela ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Não nas grandiosas manifestações do divino poder, mas na "voz mansa e delicada", Deus escolheu revelar-Se a Seu servo. Ele desejava ensinar a Elias que nem sempre a obra que faz as maiores demonstrações é a mais bem-suceda em realizar o Seu propósito.”[3]&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;strong&gt;O que é a "brisa suave"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Particularmente, não vejo na "brisa suave" de Elias uma norma relacionada diretamente ao estilo de música, aos acordes ou instrumentos musicais. E também não creio que o texto esteja dando lições sobre decibéis ou equalizações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para alguns, a "brisa suave" seria o culto tradicional, ao som do órgão, com músicas lentas e sombrias. Mas para Ellen White, a "brisa suave" está relacionada a outras características. Um culto cheio de &lt;em&gt;“pompa e exibição exterior”&lt;/em&gt; não é uma brisa suave, ainda que as músicas sejam agradáveis e cativantes.[4]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui está uma descrição de um culto que, para muitos, seria um culto tipo "brisa suave", mas não é:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“O culto da Igreja Romana é um cerimonial assaz impressionante. O brilho de sua ostentação e a solenidade dos ritos fascinam os sentidos do povo, fazendo silenciar a voz da razão e da consciência. Os olhos ficam encantados. Igrejas magnificentes, imponentes procissões, altares de ouro, relicários com pedras preciosas, quadros finos e artísticas esculturas apelam para o amor do belo.&lt;br /&gt;O ouvido também é cativado. A música é excelente. As belas e graves notas do órgão, misturando-se à melodia de muitas vozes a ressoarem pelas elevadas abóbadas e naves ornamentadas de colunas, das grandiosas catedrais, não podem deixar de impressionar a mente com profundo respeito e reverência.&lt;br /&gt;Este esplendor, pompa e cerimônias exteriores, que apenas zombam dos anelos da alma ferida pelo pecado, são evidência da corrupção interna.”&lt;/em&gt;[5] &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Creio que a "brisa suave" está relacionada a algo mais íntimo e profundo, pois "o Reino de Deus não vem com visível aparência... mas está dentro de vós". (Lc 17:20b-21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que define a “brisa suave” não é tanto o andamento da música do culto ou o ritmo dos instrumentos, é a atuação do Espírito Santo trazendo simplicidade e sinceridade ao culto, bem como o comprometimento com a Palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "brisa suave" é contrastada por Ellen White à “mais brilhante apresentação da verdade de Deus”, à “eloqüência” e à “lógica” usados na pregação sem o Espírito de Deus. Convenhamos: isso pode acontecer em qualquer estilo de culto e com microfones a qualquer volume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, ela compara a "brisa suave" com a “suave influência do Espírito Santo, a qual opera silenciosa conquanto seguramente na transformação e desenvolvimento do caráter. É ainda a voz mansa e delicada do Espírito de Deus que tem poder para mudar o coração.”[6]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, ao extrairmos princípios para a música sacra e para o culto a partir da experiência de Elias, devemos levar em conta toda a Escritura e respeitar os limites do texto.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;_____________________________&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;[1] A Verdade sobre os anjos, 133.&lt;br /&gt;[2] Profetas e Reis, 169.&lt;br /&gt;[3] Profetas e Reis 168.&lt;br /&gt;[4] Ciência do Bom Viver, 36.&lt;br /&gt;[5] O Grande Conflito, 566 e 567.&lt;br /&gt;[6] Profetas e Reis 169.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-6552615983898337339?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/10/brisa-suave-e-o-culto-cristao.html</link><author>noreply@blogger.com (Vanessa Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XJ9z2McD1LI/Tq8NAiHiAMI/AAAAAAAABaA/-za_ksakma8/s72-c/megafone.png' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-5325245545163561464</guid><pubDate>Sat, 01 Oct 2011 00:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-30T17:52:47.766-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Canto Congregacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Adoração</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Joêzer Mendonça</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ministério da Música</category><title>Ministérios de música em ação</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HB6OF71pVM0/TnyYjqjggSI/AAAAAAAABA4/uDF5hT_Mh2o/s1600/praise2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-HB6OF71pVM0/TnyYjqjggSI/AAAAAAAABA4/uDF5hT_Mh2o/s1600/praise2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As recentes observações, e também conversas informais, sobre a música dos adventistas no Brasil, objeto de minha pesquisa na UNESP, me levam a perceber uma crescente preocupação quanto à qualidade do louvor congregacional durante os momentos litúrgicos. Como diz o música Ronnye Dias, entrevistado pela &lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt; (set/2011), há uma necessidade de maior qualidade na ministração do louvor nas igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ronnye Dias tem passagem por várias instituições adventistas, e foi contratado pela sede administrativa paulistana da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), no fim do ano passado, para trabalhar no Ministério da Música da Associação e como ministro de louvor da IASD Nova Semente. Recentemente, Ronnye Dias colaborou com o projeto &lt;i&gt;Vida e Louvor&lt;/i&gt;, dirigido aos líderes e músicos da IASD na Região Centro-Oeste. O projeto visa ajudar os responsáveis pela adoração musical nas igrejas locais. Entre os pontos estudados, os participantes aprenderam sobre liturgia, funcionamento do ministério da música, percepção musical, música instrumental, e canto congregacional. Leia a entrevista a seguir:&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Revista Adventista&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;No que o curso da região centro-Oeste difere do que tem sido oferecido pela igreja?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ronnye Dias&lt;/b&gt;: Basicamente em dois pontos: na formação e na seleção dos candidatos. O curso de uma semana, apesar de também não formar nenhum músico, ajuda muito no amadurecimento dos conceitos e favorece a ênfase prática das aulas. Os alunos, por sua vez, são poucos, em torno de 30 e são indicados pela igreja local, que subsidia parte dos custos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RA&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Alguns dizem que a Igreja Adventista tradicionalmente valorizou sua produção musical, mas não o canto congregacional. Por quê?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RD&lt;/b&gt;: Nas últimas décadas, o espaço de atuação que os músicos adventistas brasileiros encontraram disponível foi mais no campo da produção. Nesse aspecto, de modo geral, alcançamos um patamar respeitável. Mas nos últimos anos, o que se tem visto é a necessidade gritante de crescimento qualitativo na composição, organização e ministração do louvor congregacional. Ouso dizer que esse é o grande desafio da música adventista para este século.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RA&lt;/b&gt;:&amp;nbsp;&lt;i&gt;Como reverter esse quadro?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RD&lt;/b&gt;: Resgatando o princípio bíblico do louvor como importante ferramenta de invocação e adoração a Deus (Sl 22:3). O momento de louvor não pode ser tratado como formalidade ou passatempo. Isso exige oração, comprometimento, planejamento e ensaio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RA&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Quais são as ênfases do curso?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RD&lt;/b&gt;: Enfatizamos três pontos básicos: relacionamento com Deus, serviço e treinamento. Em primeiro lugar, a adoração a Deus se baseia na busca de intimidade com Ele e na submissão à Sua vontade (Jo 4:23). O segundo ponto é que louvor é serviço. Devemos servir a Deus colocando as necessidades da igreja acima do nosso gosto pessoal e satisfação. Por fim, é importante que os músicos façam música com qualidade (Sl 33:3; 1 Sm 16:18). A semana que passamos juntos não é suficiente para formar um músico, isso leva anos. Mas nesse período é possível vivenciar experiências que despertam o gosto pelo estudo. Esta ano, por exemplo, os participantes formaram uma orquestra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Daqui em diante, meus comentários:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A recente demanda por qualidade no louvor congregacional nas igrejas adventistas vem de um duplo interesse: a vontade, por parte de alguns líderes de louvor, de aumentar a intensidade emocional dos momentos de adoração coletiva; a preocupação, por parte da liderança da instituição adventista, com a origem e o tipo de manifestação religiosa que pode resultar da influência da música de louvor neopentecostal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É visível que essa necessidade de renovar a música litúrgica vem do desejo de emular o "entusiasmo" e a "entrega" que caracterizam os momentos de adoração coletiva dos shows e cultos neopentecostais. Por certo, a observação contínua dos ministérios de louvor, estrangeiros ou nacionais, induz à percepção de que os pentecostais possuem um comportamento espontâneo na adoração e os protestantes são um grupo formal e rígido. E isso teria a ver com a música (embora se reconheça que a predisposição pessoal para determinados comportamentos e as formas de regência dessa música sejam bastante importantes para o aspecto geral).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, surgem sugestões de repertório para o canto congregacional, publicam-se livros falando de determinados passos para a adoração que seriam capazes de orientar a subida e descida dos picos emocionais da congregação. A escolha e a alternância de estilos diferentes de música durante o louvor congregacional é importante, mas até que ponto não se está jogando com as emoções das pessoas? Que músicas seriam mais adequadas, então? Aquelas do hit parade das rádios gospel? As da tradição do hinário adventista? As músicas dos ministérios de louvor de qualquer denominação evangélica? As mais antigas em conjunto com aquelas mais recentes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São perguntas que os círculos musicais e teológicos adventistas estão tentando responder. Não sei quantos estão discutindo se essa necessidade de aperfeiçoar os momentos de louvor é uma necessidade real do adventismo histórico (com sua particularidade de interpretação bíblica e de missão) ou se é também uma necessidade motivada pela observação contínua dos padrões da adoração neopentecostal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De toda forma, a necessidade de estudo musical e teológico é de grande valia, assim como a presença de músicos competentes e experimentados, como Ronnye Dias, no auxílio direto aos departamentos de música das associações administrativas e das igrejas locais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-5325245545163561464?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/09/ministerios-de-musica-em-acao.html</link><author>noreply@blogger.com (joêzer)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HB6OF71pVM0/TnyYjqjggSI/AAAAAAAABA4/uDF5hT_Mh2o/s72-c/praise2.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-7388633779491424680</guid><pubDate>Fri, 23 Sep 2011 22:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-23T15:29:47.736-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Canto Congregacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Joêzer Mendonça</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Louvor Contemporâneo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Seção Músicos Adventistas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ministério da Música</category><title>Ministério de Música e as Novas Ações</title><description>&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://notanapauta.blogspot.com/2011/09/as-recentes-observacoes-e-tambem.html"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HB6OF71pVM0/TnyYjqjggSI/AAAAAAAABA4/uDF5hT_Mh2o/s1600/praise2.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-HB6OF71pVM0/TnyYjqjggSI/AAAAAAAABA4/uDF5hT_Mh2o/s1600/praise2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; As recentes observações, e também conversas informais, sobre a música  dos adventistas no Brasil, objeto de minha pesquisa na UNESP, me levam a  perceber uma crescente preocupação quanto à qualidade do louvor  congregacional durante os momentos litúrgicos. Como diz o música Ronnye  Dias, entrevistado pela &lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt; (set/2011), há uma necessidade de maior qualidade na ministração do louvor nas igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; Ronnye Dias tem passagem por várias instituições adventistas, e foi contratado pela sede administrativa paulistana da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), no fim do ano passado, para trabalhar no Ministério da Música da Associação e como ministro de louvor da IASD Nova Semente. Recentemente, Ronnye Dias colaborou com o projeto &lt;i&gt;Vida e Louvor&lt;/i&gt;,  dirigido aos líderes e músicos da IASD na Região Centro-Oeste. O  projeto visa ajudar os responsáveis pela adoração musical nas igrejas  locais. Entre os pontos estudados, os participantes aprenderam sobre  liturgia, funcionamento do ministério da música, percepção musical,  música instrumental, e canto congregacional. Leia a entrevista a  seguir:&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;Revista Adventista&lt;/b&gt;: No que o curso da região centro-Oeste difere do que tem sido oferecido pela igreja?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;Ronnye Dias&lt;/b&gt;: Basicamente em dois pontos: na formação e na seleção dos candidatos. O curso de uma semana, apesar de também não formar nenhum músico, ajuda muito no amadurecimento dos conceitos e favorece a ênfase prática das aulas. Os alunos, por sua vez, são poucos, em torno de 30 e são indicados pela igreja local, que subsidia parte dos custos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;RA&lt;/b&gt;: Alguns dizem que a Igreja Adventista tradicionalmente valorizou sua produção musical, mas não o canto congregacional. Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;RD&lt;/b&gt;: Nas últimas décadas, o espaço de atuação que os músicos adventistas brasileiros encontraram disponível foi mais no campo da produção. Nesse aspecto, de modo geral, alcançamos um patamar respeitável. Mas nos últimos anos, o que se tem visto é a necessidade gritante de crescimento qualitativo na composição, organização e ministração do louvor congregacional. Ouso dizer que esse é o grande desafio da música adventista para este século.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;RA&lt;/b&gt;:&amp;nbsp;Como reverter esse quadro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;RD&lt;/b&gt;: Resgatando o princípio bíblico do louvor como importante ferramenta de invocação e adoração a Deus (Sl 22:3). O momento de louvor não pode ser tratado como formalidade ou passatempo. Isso exige oração, comprometimento, planejamento e ensaio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;RA&lt;/b&gt;: Quais são as ênfases do curso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;RD&lt;/b&gt;: Enfatizamos três pontos básicos: relacionamento com Deus, serviço e treinamento. Em primeiro lugar, a adoração a Deus se baseia na busca de intimidade com Ele e na submissão à Sua vontade (Jo 4:23). O segundo ponto é que louvor é serviço. Devemos servir a Deus colocando as necessidades da igreja acima do nosso gosto pessoal e satisfação. Por fim, é importante que os músicos façam música com qualidade (Sl 33:3; 1 Sm 16:18). A semana que passamos juntos não é suficiente para formar um músico, isso leva anos. Mas nesse período é possível vivenciar experiências que despertam o gosto pelo estudo. Esta ano, por exemplo, os participantes formaram uma orquestra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; *****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;Nota Jo&lt;i&gt;ezer&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;: A recente demanda por qualidade no louvor  congregacional nas igrejas adventistas vem de um duplo interesse: a  vontade, por parte de alguns líderes de louvor, de aumentar a  intensidade emocional dos momentos de adoração coletiva; a preocupação,  por parte da liderança da instituição adventista, com a origem e o tipo  de manifestação religiosa que pode resultar da influência da música de  louvor neopentecostal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; É visível que essa necessidade de renovar a música litúrgica vem do  desejo de emular o "entusiasmo" e a "entrega" que caracterizam os  momentos de adoração coletiva dos shows e cultos neopentecostais. Por  certo, a observação contínua dos ministérios de louvor, estrangeiros ou  nacionais, induz à percepção de que os pentecostais possuem um  comportamento espontâneo na adoração e os protestantes são um grupo  formal e rígido. E isso teria a ver com a música (embora se reconheça  que a predisposição pessoal para determinados comportamentos e as formas  de regência dessa música sejam bastante importantes para o aspecto  geral).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Por isso, surgem sugestões de repertório para o canto congregacional,  publicam-se livros falando de determinados passos para a adoração que  seriam capazes de orientar a subida e descida dos picos emocionais da  congregação. A escolha e a alternância de estilos diferentes de música  durante o louvor congregacional é importante, mas até que ponto não se  está jogando com as emoções das pessoas? Que músicas seriam mais  adequadas, então? Aquelas do hit parade das rádios gospel? As da  tradição do hinário adventista? As músicas dos ministérios de louvor de  qualquer denominação evangélica? As mais antigas em conjunto com aquelas  mais recentes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; São perguntas que os círculos musicais e teológicos adventistas estão  tentando responder. Não sei quantos estão discutindo se essa necessidade  de aperfeiçoar os momentos de louvor é uma necessidade real do  adventismo histórico (com sua particularidade de interpretação bíblica e  de missão) ou se é também uma necessidade motivada pela observação  contínua dos padrões da adoração neopentecostal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; De toda forma, a necessidade de estudo musical e teológico é de grande  valia, assim como a presença de músicos competentes e experimentados,  como Ronnye Dias, no auxílio direto aos departamentos de música das  associações administrativas e das igrejas locais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-7388633779491424680?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/09/ministerio-de-musica-e-as-novas-acoes.html</link><author>noreply@blogger.com (André Reis)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HB6OF71pVM0/TnyYjqjggSI/AAAAAAAABA4/uDF5hT_Mh2o/s72-c/praise2.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-8706091049888316650</guid><pubDate>Fri, 23 Sep 2011 22:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-23T15:26:14.731-07:00</atom:updated><title>Livro: "Como ler Ellen White" em Português</title><description>&lt;span class="fullpost"&gt;O livro "Como Ler Ellen White" do Dr. George Knight, autoridade&amp;nbsp; em Ellen White, se encontra disponível para DOWNLOAD na internet nesse link&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scribd.com/doc/66084171/Como-Ler-Ellen-White"&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;http://www.scribd.com/doc/66084171/Como-Ler-Ellen-White&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;O livro é leitura indispensável para todo adventista.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt; &lt;b&gt;NOTA&lt;/b&gt;: Apenas divulgamos o link, o arquivo não está em nossos servidores. Grato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-e_UE1He0lvs/TnzTiVLq0nI/AAAAAAAAARw/QKwFusOo2vg/s1600/Screen+shot+2011-09-23+at+2.43.37+PM.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" src="http://2.bp.blogspot.com/-e_UE1He0lvs/TnzTiVLq0nI/AAAAAAAAARw/QKwFusOo2vg/s320/Screen+shot+2011-09-23+at+2.43.37+PM.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fullpost"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-8706091049888316650?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/09/livro-como-ler-ellen-white-em-portugues.html</link><author>noreply@blogger.com (André Reis)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-e_UE1He0lvs/TnzTiVLq0nI/AAAAAAAAARw/QKwFusOo2vg/s72-c/Screen+shot+2011-09-23+at+2.43.37+PM.png' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-1965906324914825502</guid><pubDate>Wed, 03 Aug 2011 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-03T16:36:25.487-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Adoração</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Joêzer Mendonça</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ministério da Música</category><title>o ministro de louvor segundo o coração de Deus</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LMJ9FDG95mk/TjlrpLjnDUI/AAAAAAAAA_Y/Lk3ApaQUuKI/s1600/kingdavid.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-LMJ9FDG95mk/TjlrpLjnDUI/AAAAAAAAA_Y/Lk3ApaQUuKI/s1600/kingdavid.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;De 1910 a 1930, Homer Rodeheaver era o diretor musical do pregador itinerante Billy Sunday.&amp;nbsp;Trinta minutos de música antes do sermão, músicas animadas e de fácil aprendizado, grupo de cantores junto com o regente de louvor: Rodeheaver cunhou um formato litúrgico-musical que não perdeu fôlego até hoje.&amp;nbsp;Ele também foi pioneiro na gravação de música cristã.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O ministério de música foi criado bem antes de Homer Rodeheaver. E o rei Davi foi um ministro de música. Ele era compositor, poeta, harpista e ainda recebeu a missão divina de organizar a música do templo que viria a ser construído por seu filho Salomão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagine alguém que possa comandar um exército em batalhas campais e também dedicar-se a escrever versos de beleza perene. Pois esse era &lt;b&gt;Davi, um guerreiro-poeta&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;Sem se descuidar das ovelhas que guardava na juventude, ele também passava horas com sua harpa. Quem sabe fabricando suas primeiras canções. Não sobrou nenhuma canção sua para ouvirmos hoje. Mesmo assim, elas deviam ser boas e agradáveis, pois chamaram a atenção dos assessores do rei Saul.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando Saul precisou de um músico que lhe acalmasse os ânimos, Davi foi recomendado sem restrições. Veja que antes de ser guerreiro e rei, Davi foi também o primeiro musicoterapeuta de que se tem notícia. Mas &lt;b&gt;não foram só as qualidades musicais de Davi que o recomendaram.&lt;/b&gt; Até porque Davi era só um jovem iniciante, um músico do campo, sem intimidade com os corredores de palácios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em I Samuel 16:17, Saul pede apenas que lhe tragam “um homem quem saiba tocar bem” uma harpa. No versículo seguinte, há uma descrição das características do futuro ministro de música de Israel: &lt;i&gt;“Conheço um filho de Jessé &lt;/i&gt;&lt;i&gt;que sabe tocar, é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Houve um tempo em que ser o solista ou o pianista não era suficiente. Tinha que ter coração valente e ser senhor das armas. Se bem que, considerando o “boa aparência” do currículo, nem tudo mudou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Davi era visto como um jovem sensato no falar, alguém que usava as palavras com prudência. Isso pode se referir a sua fala comum, mas também poderia se referir ao trato judicioso e sábio com as letras e versos que colocava em suas canções. Além de poemas e canções, &lt;b&gt;o ministério musical requer canções e poemas sensatos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por fim, o mais importante: o Senhor era com ele. Como sabiam que Deus era com Davi? Por sua música, pelos atos de Deus na sua vida, por seu caráter? &lt;b&gt;As pessoas reconhecem essa característica em nós que lidamos com a música nos cultos?&lt;/b&gt; Para que as pessoas de sua comunidade religiosa não venham apenas a elogiar sua habilidade musical (“ele/a toca/canta bem”), nem somente sua competência poética (“ele/a escreve bem”), os dirigentes de louvor e músicos cristãos precisam andar em humildade com Deus. Precisam pedir, como na canção de Lineu Soares e Mário Jorge Lima: &lt;i&gt;“usa-me conforme o Teu querer, meu Deus &amp;nbsp;(...) dá-me a tempo e a hora o que deverei dizer / vem limpar o meu coração”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ministrar a Palavra é para os pastores, ministrar a Palavra cantada é para os ministros de louvor. Para ser de fato um ministro, não basta entender da teoria musical e da organização da liturgia, mas sobretudo é preciso coragem e sensatez para ministrar músicas de ânimo e de reflexão, canções de alegria e de contrição, hinos que quebrantem o espírito, lembrem da salvação e nos motivem a seguir a jornada cristã. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso tudo pode ser feito por qualquer pessoa bem-intencionada e educada musicalmente. Mas só de &lt;b&gt;um ministro de louvor segundo o coração de Deus&lt;/b&gt; poderão dizer o que realmente importa ao céu: “o Senhor é com ele”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-1965906324914825502?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/08/o-ministro-de-louvor-segundo-o-coracao.html</link><author>noreply@blogger.com (joêzer)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LMJ9FDG95mk/TjlrpLjnDUI/AAAAAAAAA_Y/Lk3ApaQUuKI/s72-c/kingdavid.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-770459313446969836</guid><pubDate>Tue, 02 Aug 2011 15:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-03T10:01:15.237-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caça Mitos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contextualização</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. André Gonçalves</category><title>A Ignorância é Atrevida</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6bCD2HPp3Es/S1Mg9g0gkII/AAAAAAAAAIU/m9NQiuvNbOI/s1600/courbeta.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="[courbeta.jpg]" border="0" height="261" src="http://4.bp.blogspot.com/_6bCD2HPp3Es/S1Mg9g0gkII/AAAAAAAAAIU/m9NQiuvNbOI/s320/courbeta.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Nos  últimos quatro a cinco anos tenho percebido (com certa preocupação) uma  intensificação da discussão de música &amp;amp; adoração, música sacra e  assuntos afins. Estes assuntos estão longe de ser novidade, mas  recentemente parece haver um esforço diferenciado em torno deste  assunto. Quero deixar claro que nos meus 11 anos de ministério não tenho  me manifestado publicamente a respeito deste assunto a não ser quando  solicitado de forma específica e explícita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Apesar  de possuir condições técnicas de discutir este tópico, pois sou formado  em teologia, sou pastor ordenado e sou músico, tenho me refreado de  discuti-lo pelas seguintes razões:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;1)  discutir com quem tem pouco conhecimento formal, seja teológico e/ou  musical sempre é algo delicado, já que termos técnicos precisam ser  explicados de forma profunda e exaustiva. No entanto, este esforço é  feito sem que haja a certeza de que o outro lado irá compreender  corretamente o que foi explicado, seja por falha da explicação ou do  ouvinte. Este motivo sozinho não justifica a falta de participação, pois  ele é comum à todas as áreas do saber e se todos adotassem esta atitude  ninguém aprenderia nada novo.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;2)  este assunto mexe profundamente com gostos pessoais e toda vez que  especialmente música e religião são o tema central existe uma certa  mistificação do assunto, além de um certo deslumbramento e encanto,  especialmente por parte daqueles que pouco conhecimento têm. Este  deslumbramento unido aos gostos pessoais anuvia muitas vezes o bom juízo  e a capacidade de discernimento, fazendo com que pessoas partem para  eisegeses em vez de interpretar textos da forma mais isenta e correta  possível. Desta forma discussões que poderiam ser saudáveis se tornam  pivô de julgamentos apaixonados e muitas vezes não refletem nada do  verdadeiro espírito cristão que deveria reinar quando se discute um  assunto tão relevante e significativo. A falta de cordialidade e  respeito tem marcado muitas destas discussões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;3)  por fim, tenho visto que a maioria das pessoas não está aberta a  mudanças, algo que é extremamente humano. No entanto, parece que quando o  assunto é música e adoração esta teimosia é intensificada. Para mim  sempre surge a pergunta: porque devo me expor a ser mau compreendido e  até ser julgado pelo meu próximo se não há aparentemente uma ínfima  possibilidade de surtir algum efeito? Tem todos os ares de um trabalho  de Sísifo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Todavia  devo admitir que tenho visto tanta gente escrever recentemente sobre  esta área, pessoas que aparentemente se enquadram em algumas  características que descrevi acima, que com muita oração cheguei à  conclusão de que devo participar sim deste debate.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Procurarei não ser apologético, quando possível. Procurei colocar fatos e não opiniões.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Um  fato é que a maioria daqueles que escrevem a respeito deste tema são  pessoas amadoras e, portanto, apaixonadas e não poucas vezes carecem de  competência técnica nas duas áreas. Isso não significa que não devam  participar, opinar, escrever ou falar.... de modo algum! Só quero  classificar estas contribuições. Reparem na seguinte analogia:&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Você  está com sintomas sérios de alguma doença. O seu vizinho, seus  familiares, seus colegas de trabalho, todos sem formação na área de  saúde e igualmente muito bem intencionados lhe aconselham várias  soluções caseiras para os seus males. Seus sintomas, no entanto, são tão  severos que você procura um médico. Este médico lhe examina e chega à  conclusão que o seu caso é um caso de um especialista e lhe encaminha  para um profissional que terá conhecimentos específicos para lhe ajudar.  &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Agora,  é possível que o remédio caseiro resolva o caso e até pode ser que o  médico especialista não resolva, mas não seria razoável dizer que a  opinião do especialista, apesar de não ser palavra final, deveria valer  muito mais do que a opinião do seu vizinho que não tem formação nenhuma?&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Tem muito vizinho opinando na música &amp;amp; adoração, pouco médico falando e, aparentemente nenhum especialista.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;É  necessário que os vizinhos se enxerguem, os médicos sejam humildes para  repassar o caso e os especialistas tenham coragem de se manifestar.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;Acredito que chegou a hora!&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 6pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 13pt;"&gt;um forte abraço&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: 13pt;"&gt;Shalom&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-770459313446969836?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/08/ignorancia-e-atrevida.html</link><author>noreply@blogger.com (André Reis)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6bCD2HPp3Es/S1Mg9g0gkII/AAAAAAAAAIU/m9NQiuvNbOI/s72-c/courbeta.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-4414958826809865971</guid><pubDate>Fri, 29 Jul 2011 14:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-29T07:06:32.357-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Adoração</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Emoção</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Joêzer Mendonça</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Louvor Contemporâneo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ministério da Música</category><title>o louvor não vai te salvar</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há uma questão extramusical associada à canção cristã contemporânea de Louvor &amp;amp; Adoração: &lt;b&gt;sua relação com a demonstração de sinais exteriores de emoção e consagração.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O desejo de fugir do culto estático e “morto” leva alguns a dizer que precisamos do culto extático e “vivo”. A questão é que isso pode conduzir à ideia de que quem não fecha os olhos, levanta as mãos e fala chorando por cinco minutos não está consagrado. É o mesmo argumento defendido por aqueles que “falam em línguas”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então, quer dizer que as pessoas que não reagem com alto teor emocional perderam a comunhão com Deus? Será que só a forma musical da adoração contemporânea é capaz de produzir alegria e interação nas igrejas? O pastor Paul Basden comenta que a adoração carismática tem a tendência a exaltar as &lt;i&gt;“manifestações externas e visíveis do Espírito acima do trabalho interno e silencioso dele”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Robert Webber, professor e escritor de livros sobre adoração, avalia que &lt;i&gt;“o lado performático da adoração contemporânea tende a levar-nos para dentro do campo das obras e para fora do campo da graça”&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Certo tipo de adoração e de adorador usa a música (de qualquer estilo) para convencer a Deus do quanto ele é autêntico e bom. Mas Deus sabe o quanto de autopromoção e vaidade espiritual vai em cada coração. O louvor permeado de gemidos e choros pode ser um clamor pessoal sincero, mas também pode expressar apenas uma tendência a teatralizar a contrição. Às vezes, isso desemboca na ideia de que isso, sim, é “dom profético”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Estilos musicais não vão conquistar o favor de Deus. Isso é usar a música para tentar demonstrar que estou à altura de uma suposta “música do céu”; isso tende a levar alguém a crer que só tal música proporciona uma experiência verdadeira e autêntica com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se nossa justiça é trapo de imundície, se nossas boas obras ainda são indignas da suprema obra de Deus, por que alguém deveria crer que exclusivamente a sua música vai ser aceita por Deus? &lt;b&gt;Depois da salvação pelas obras, chegou a salvação pelo louvor.&lt;/b&gt; Nossa música de adoração pode nos lembrar da magnificiência de Deus e da alegria de sermos salvos. Mas ela não é capaz de nos tornar mais merecedores da salvação. E dependendo do contexto e de como ela é dirigida, &amp;nbsp;ela é capaz até de nos distrair da salvação. Felizmente, o justo viverá pela fé e não por sua aparentemente boa música.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;citações de Paul Basden e Robert Webber extraídas de "Adoração ou show", pp. 127, 265.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-4414958826809865971?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/07/o-louvor-nao-vai-te-salvar.html</link><author>noreply@blogger.com (joêzer)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-6620811469694609022</guid><pubDate>Fri, 01 Jul 2011 01:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-30T19:05:27.569-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caça Mitos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Dissonância</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ellen White e Música</category><title>Discord - Ellen White e as dissonâncias</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i6X4jrViIoQ/Tg0j_OUHAXI/AAAAAAAABX4/YG4qz62BQNY/s1600/desafinado2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 158px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-i6X4jrViIoQ/Tg0j_OUHAXI/AAAAAAAABX4/YG4qz62BQNY/s320/desafinado2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624191078736789874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Ellen White condena a dissonância!”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já ouvi isso algumas vezes. E há uma porção de livros e artigos que repetem a mesma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um teste para saber se a música é boa ou não (supostamente baseado em Ellen White) traz o seguinte critério: “não há confusão de vozes nem dissonância”[1], dando a entender que a presença da dissonância indica que a música é inadequada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Baseados em dois textos de Ellen White, muitos supõem que ela esteja falando tecnicamente da dissonância, em oposição à consonância. Para tais pessoas, Ellen White recebeu a revelação de que Deus não se agrada de acordes como: &lt;i&gt;C7+, C5+, C5-, C9, Cm7/5-,&lt;/i&gt; etc [2].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa posição quase chegou a ser sutilmente oficializada. A &lt;i&gt;Filosofia Adventista de Música&lt;/i&gt; de 1972, ao falar da harmonia, dizia que “deve-se evitar música saturada com acordes de 7ª, 9ª, 11ª, e 13ª, bem como outras sonoridades extravagantes. Estes acordes, quando usados com restrição, produzem beleza, mas usados em excesso desviam a atenção do conteúdo espiritual do texto”. A Igreja Adventista votou &lt;a href="http://www.musicaeadoracao.com.br/documentos/filosofia_dsa.htm"&gt;um novo documento&lt;/a&gt;, sem essa observação sobre harmonia, em 2004.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém pode negar que existem harmonias tão complexas, acordes tão dissonantes que comprometem a transmissão da mensagem cantada [3]. Mas será que Ellen White condena a dissonância?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este artigo vai sugerir a seguinte resposta: não, Ellen White não está falando especificamente disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí estão algumas justificativas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;1) O sentido original de “discord”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto mais usado para forçar Ellen White a condenar a dissonância é:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Vi que todos devem cantar com o espírito e com o entendimento também. Deus não Se agrada de &lt;b&gt;algaravia&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;dissonância&lt;/b&gt;.”&lt;/i&gt; [4]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em inglês, a palavra usada nesse texto é &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“I saw that all should sing with the spirit and with the understanding also. God is not pleased with &lt;b&gt;jargon&lt;/b&gt; and &lt;b&gt;discord&lt;/b&gt;.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ellen White usou &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; e não &lt;i&gt;“dissonance”&lt;/i&gt;, que hoje seria uma expressão mais exata para se referir a “acordes dissonantes” ou “intervalos dissonantes”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradução do mesmo texto para o castelhano traz: &lt;i&gt;“A Dios no le complace la &lt;b&gt;jerga&lt;/b&gt; y la &lt;b&gt;discordancia&lt;/b&gt;.”&lt;/i&gt; A expressão mais exata para acordes dissonantes em espanhol seria &lt;i&gt;“disonancia”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é interessante observar que o mesmo texto foi traduzido de modo diferente em outra compilação:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Vi que todos devem cantar com o espírito e com entendimento também. Deus não Se agrada de &lt;b&gt;barulho &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;desarmonia&lt;/b&gt;.”&lt;/i&gt;[5]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num mesmo texto, um tradutor entendeu &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; como &lt;i&gt;“dissonância”&lt;/i&gt;, outro, como &lt;i&gt;“desarmonia”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro texto utilizado contra a dissonância é:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Foi-me mostrada a ordem, a perfeita ordem do Céu, e senti-me arrebatada ao escutar a música perfeita que ali há. Depois de sair da visão, o canto aqui me soou muito áspero e &lt;b&gt;dissonante&lt;/b&gt;.”&lt;/i&gt;[6]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente, a palavra mais específica hoje seria &lt;i&gt;“dissonant”&lt;/i&gt;, mas ela não aparece no texto em inglês:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“After coming out of vision, the singing here has sounded very harsh and &lt;b&gt;discordant&lt;/b&gt;.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E em espanhol, em vez de &lt;i&gt;“disonante”&lt;/i&gt;, utilizou-se a palavra &lt;i&gt;“discordante”&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Después de salir de la visión, el canto de aquí me ha parecido muy áspero y &lt;b&gt;discordante&lt;/b&gt;.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devemos reconhecer que a palavra &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; pode sim ser traduzida como &lt;i&gt;“dissonância”&lt;/i&gt;. Mas verificando todas as vezes que Ellen White usa &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; vinculada à música, percebe-se que ela a utiliza no sentido de “discórdia”, “divergência”, “desentoação”, “desafinação”, “desarmonia”[7]. Dificilmente essa palavra poderia ser entendida primariamente como uma referência técnica a intervalos musicais.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VRhzP3jjexI/Tg0jvE9M94I/AAAAAAAABXw/M-yD9rNWtuo/s1600/desafinado.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 185px; height: 128px; " src="http://4.bp.blogspot.com/-VRhzP3jjexI/Tg0jvE9M94I/AAAAAAAABXw/M-yD9rNWtuo/s320/desafinado.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624190801346885506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A presença das expressões “algaravia” e “barulho” na mesma sentença também indica que Ellen White não está usando &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; como um termo técnico, em referência a acordes complexos e dissonantes em geral, mas a cânticos desafinados, cantados de modo incorreto, em desarmonia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para confirmar o sentido de &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; na época, veja o que um contemporâneo de Ellen White escreveu numa &lt;i&gt;Revista Adventista&lt;/i&gt; de 1860:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“It is very painful to see an enlightened person, with his foot upon God’s holy Sabbath, preaching holiness. It seems like &lt;b&gt;jargon&lt;/b&gt;. It is like a &lt;b&gt;discord&lt;/b&gt; in music. It pains the cultivated ear. And so with any other sin. He who lives in the practice of sin, in the breach of that holy law of God, is ill fitted to be an advocate of holiness. It is an inconsistency, a blot.”&lt;/i&gt;[8]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repare que ele utilizou as mesmas palavras que Ellen White: &lt;i&gt;“jargon”&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ele, pregar sobre santidade e desprezar o sábado é como &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; na música: é “doloroso ao ouvido refinado”, uma “incoerência”, um “defeito”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse uso metafórico da expressão demonstra que &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; refere-se a algo feio, que soa mal, desafinado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;2) O contexto em que &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; aparece&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o texto que temos está numa compilação, perdemos o contexto geral, que é bem interessante. Os dois textos usados para condenar a dissonância na verdade fazem parte de um mesmo contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ellen White começa o tópico afirmando o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Alguns pensam que é errado tentar observar a &lt;b&gt;ordem no culto a Deus&lt;/b&gt;. Tenho visto que a &lt;b&gt;confusão&lt;/b&gt; está desagradando a Deus, e que deve haver &lt;b&gt;ordem no canto&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;ordem na oração&lt;/b&gt;.”&lt;/i&gt;[9]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir daí ela fala da necessidade de ordem na oração no culto público. E então fala da ordem no cântico, que deveria ser correto, sem &lt;i&gt;“jargon”&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt;. Finalmente, ela descreve a perfeita ordem do louvor celestial, diante da qual a nossa música soa &lt;i&gt;“discordant”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, o tema é ordem no culto, e o cântico que deve ser corrigido ali é primeiramente o congregacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, vejamos o texto mais detidamente:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Vi que todos devem cantar com o espírito e com o entendimento também. Deus não Se agrada de algaravia e dissonância [discord]. O correto é sempre mais agradável a Ele que o errado. E quanto mais perto o povo de Deus se puder aproximar do canto correto, harmonioso, tanto mais é Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos favoravelmente impressionados.”&lt;/i&gt;[10]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ellen White contrapõe “discord”, “algaravia”, e “errado” a expressões como “com entendimento”, “canto correto”, “harmonioso”. Assim, podemos entender que &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; é sinônimo de “errado”, “algaravia”, “sem entendimento” e “sem harmonia”. Em suma, “dissonância” é cantar errado e sem harmonia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em vários outros textos Ellen White fala contra a música feita sem preparo, sem ensaio, de maneira errada. Para ela, todos deveriam tomar tempo para “cultivar a voz”[11]. Ela incentiva o preparo, e fala duramente contra cânticos desafinados e vozes não treinadas. Analisando outros textos de Ellen White sobre música, encontramos o conceito de &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt;, mesmo quando a palavra &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; não aparece:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas, elevadas ao máximo diapasão, guinchando positivamente as palavras sagradas de algum hino de louvor. Quão impróprio essas vozes agudas, estridentes, para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos, ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício.”&lt;/i&gt;[12]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí está o espírito do &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt;: músicas tão horrorosas que dá vontade de fugir quando começam, e o “amém” ao final é de alívio! Ouvir o &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; é um penoso exercício:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“O canto é feito em geral por impulso ou para atender a casos especiais, e outras vezes deixam-se os cantores ir &lt;b&gt;errando&lt;/b&gt;, e a música perde o devido efeito no espírito dos presentes.”&lt;/i&gt;[13]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A beleza artística na execução de uma música é um ideal que requer preparo: &lt;i&gt;“... que o louvor de Deus seja entoado (...) sem asperezas e estridências que ofendam ao ouvido”&lt;/i&gt; [14]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mediocridade, falta de preparo e de conhecimento não se sustentam diante dos textos de Ellen White: &lt;i&gt;“Não é suficiente ter noções elementares do canto, mas com o entendimento, com o conhecimento, deve-se ter tal ligação com o Céu que os anjos possam cantar por nosso intermédio.”&lt;/i&gt;[15]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem rodeios: Ellen White está falando de quem canta errado, mal, desafinado, de modo estridente, sem preparo. Esqueça todas aquelas palestras enfadonhas, livros e sermões técnicos que tentam enfiar acordes de 7ª, 9ª, 11ª e o &lt;i&gt;Take 6&lt;/i&gt; nesses textos de Ellen White. Eles estão falando de algo muito mais simples (e, infelizmente, muito comum): música feia, mal executada, harmonia errada e vozes desafinadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Deve haver muito mais interesse na cultura da voz do que é agora em geral manifestado." "Aquele que nos outorgou todos os dons que nos habilitam a ser cooperadores de Deus, espera que Seus servos cultivem a voz, de modo a poderem falar e cantar de maneira que todos entendam."&lt;/i&gt;[16]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;3) A dissonância pode ser correta, harmoniosa e bela.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt; a que Ellen White se refere é o errado e não-harmonioso. E tecnicamente, um acorde dissonante não é necessariamente “errado”. Ao contrário, acordes dissonantes encaixam-se perfeitamente (de maneira correta) em muitas situações e podem enriquecer uma música.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, acordes dissonantes não são necessariamente “sem harmonia”, “algaravia”, ou sons sempre desagradáveis. Acordes dissonantes podem soar extremamente bem, mesmo aos ouvidos não treinados.[17]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É fácil perceber que mesmo acordes dissonantes não resolvidos (como C9, C7+, etc) podem soar bem, harmoniosamente sem provocar catarse, secreções sexuais, desmaios, depressão ou qualquer outra reação adversa extrema alardeada por algum palestrante mais radical.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente, podemos encontrar os mesmos acordes em músicas de má qualidade, tensas, ou em total desarmonia. No entanto, isso apenas mostra como a música é algo dinâmico, e que toda regra inflexível que alguém impuser à música cairá inflexivelmente na contradição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;4) Acordes dissonantes estão presentes em muitos hinos antigos amados por essa igreja.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na realidade, existem mais dissonâncias no hinário do que você imagina. Quando ouço alguém falar mal das músicas contemporâneas porque usam dissonância e &lt;i&gt;“dissonância é pecado”&lt;/i&gt;, fico me perguntando: &lt;i&gt;“Será que essa pessoa já deu uma olhada no hinário”?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fosse verdade que Ellen White está condenando intervalos dissonantes, teríamos que rejeitar boa parte de nossos hinos. Alguns exemplos revelam quão grande seria a perda:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O hino &lt;i&gt;“Lindo País”&lt;/i&gt; traz dissonância:&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--XgSLRYgEck/Tg0iCqWeTxI/AAAAAAAABWw/a9tQoSonWD4/s1600/DissonanciaLindoPais.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px; " src="http://4.bp.blogspot.com/--XgSLRYgEck/Tg0iCqWeTxI/AAAAAAAABWw/a9tQoSonWD4/s400/DissonanciaLindoPais.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624188938779250450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tradicional &lt;i&gt;“Não desistir”&lt;/i&gt; (HASD 150) traz dissonância:&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vG0sva-jzzY/Tg0iPfddRKI/AAAAAAAABW4/QmvfdzbUUdI/s1600/DissonanciaN%25C3%25A3oDesistir.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 398px; " src="http://2.bp.blogspot.com/-vG0sva-jzzY/Tg0iPfddRKI/AAAAAAAABW4/QmvfdzbUUdI/s400/DissonanciaN%25C3%25A3oDesistir.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624189159194051746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observe que o acorde dissonante Ab7/5- é “resolvido” logo no acorde seguinte (G).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O belíssimo &lt;i&gt;“Além do rio”&lt;/i&gt; (HASD 499) também deveria ser rejeitado do começo...&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fNiuBvltxK8/Tg0ibE-sU6I/AAAAAAAABXA/Szo-VNTrXIk/s1600/DissonanciaAlemdoRio1.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 288px; " src="http://4.bp.blogspot.com/-fNiuBvltxK8/Tg0ibE-sU6I/AAAAAAAABXA/Szo-VNTrXIk/s400/DissonanciaAlemdoRio1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624189358244123554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... ao fim:&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TH4M1AkdjNA/Tg0ik1J5i4I/AAAAAAAABXI/Ti2O6dGF6Ro/s1600/DissonanciaAlemdoRio2.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 145px; " src="http://4.bp.blogspot.com/-TH4M1AkdjNA/Tg0ik1J5i4I/AAAAAAAABXI/Ti2O6dGF6Ro/s400/DissonanciaAlemdoRio2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624189525794851714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém pode objetar: &lt;i&gt;“Ellen White não está falando da dissonância em geral, pois isso seria absurdo. Ela está condenando apenas a dissonância não resolvida”&lt;/i&gt;. Essa inferência é possível e faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, o texto de Ellen White não faz ressalva alguma. A declaração é apenas &lt;i&gt;“Deus não se agrada de algaravia e dissonância”&lt;/i&gt;. Quem vê no texto uma referência a intervalos musicais, harmonias e acordes obrigatoriamente tem que fazer a inferência acima, a fim de não colocar uma declaração absurda na conta da Mensageira do Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, afirmar que “Ellen White condenou as dissonâncias não resolvidas” cria outro problema: muitos hinos amados por essa igreja teriam que ser descartados mesmo assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O hino &lt;i&gt;“Monte do Calvário”&lt;/i&gt; (HASD 62), por exemplo, traz vários acordes dissonantes que duram um compasso inteiro e não são “resolvidos”.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0hUAGfYXg0I/Tg0hiujRPGI/AAAAAAAABWg/tQbo1KHXkgw/s1600/DissonanciaMontedocalvario1.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 355px; " src="http://3.bp.blogspot.com/-0hUAGfYXg0I/Tg0hiujRPGI/AAAAAAAABWg/tQbo1KHXkgw/s400/DissonanciaMontedocalvario1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624188390150847586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já no refrão, temos acordes dissonantes de passagem, preparando para o próximo acorde.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KHnLGsZlyuU/Tg0h1SyBtEI/AAAAAAAABWo/n0tMHhGlpX4/s1600/DissonanciaMontedocalvario2.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 310px; " src="http://2.bp.blogspot.com/-KHnLGsZlyuU/Tg0h1SyBtEI/AAAAAAAABWo/n0tMHhGlpX4/s400/DissonanciaMontedocalvario2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624188709114065986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro hino que apresenta acordes dissonantes não-resolvidos é &lt;i&gt;“Cristo, dá-nos tua paz”&lt;/i&gt; (HASD 496):&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HAioPy5HHA8/Tg0i4KhvHyI/AAAAAAAABXQ/vuvSILV7NR8/s1600/DissonanciaCristonosDatuaPaz1.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 346px; height: 400px; " src="http://3.bp.blogspot.com/-HAioPy5HHA8/Tg0i4KhvHyI/AAAAAAAABXQ/vuvSILV7NR8/s400/DissonanciaCristonosDatuaPaz1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624189857949490978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repare que os acordes dissonantes são seguidos de acordes que não os “resolvem” necessariamente:&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-F1IqRHoRIf8/Tg0jEtO0NRI/AAAAAAAABXY/5X4oXmzYQnI/s1600/DissonanciaCristonosDatuaPaz2.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 151px; " src="http://2.bp.blogspot.com/-F1IqRHoRIf8/Tg0jEtO0NRI/AAAAAAAABXY/5X4oXmzYQnI/s400/DissonanciaCristonosDatuaPaz2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624190073423803666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine termos que proibir o hino &lt;i&gt;“Deus, sabe, Deus ouve, Deus vê”&lt;/i&gt; (HASD 500) por causa de suas dissonâncias (resolvidas ou não):&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jrQWrUsI168/Tg0jPndEwbI/AAAAAAAABXg/rHB1fWn8NbQ/s1600/DissonanciaDeusSabe1.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 140px; " src="http://2.bp.blogspot.com/-jrQWrUsI168/Tg0jPndEwbI/AAAAAAAABXg/rHB1fWn8NbQ/s400/DissonanciaDeusSabe1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624190260851556786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é preciso ter um ouvido treinado, ser um expert em música para perceber que a sequência de acordes do refrão não provocam nada do que alguns histéricos sugerem (catarses, má digestão (!), angústia).&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4GW2ivKIxAk/Tg0jg4PpiYI/AAAAAAAABXo/XD3_2uHNmZQ/s1600/DissonanciaDeusSabe2.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: justify;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 400px; height: 278px; " src="http://4.bp.blogspot.com/-4GW2ivKIxAk/Tg0jg4PpiYI/AAAAAAAABXo/XD3_2uHNmZQ/s400/DissonanciaDeusSabe2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624190557416425858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Experimente ouvir todos esses belos “hinos dissonantes” e veja se eles despertam em você as paixões animalescas, provocando ansiedade, depressão, agressividade e pensamentos suicidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É óbvio que declarações dogmáticas contra todos os intervalos e acordes dissonantes tornam-se ilógicas diante de exemplos como esses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta-nos basicamente 3 opções ao ler que &lt;i&gt;“Deus não se agrada de ‘discord’”&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1)&lt;/b&gt; Ellen White se refere a dissonância de maneira geral e formal, pois é isso que “está escrito”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2)&lt;/b&gt; Ellen White se refere apenas à dissonância não-resolvida, o que seria uma inferência pois não “está escrito” dessa forma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3)&lt;/b&gt; Ellen White não se refere tecnicamente a intervalos e acordes, mas à desarmonia, desafinação e desentoação, o que é confirmado pelo contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apresentei aqui algumas razões para escolhermos a opção &lt;b&gt;3)&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a opção que respeita a língua original, o contexto original, a lógica e o bom senso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Deus não se agrada de algaravia e dissonância”&lt;/i&gt; é mais aplicável a quartetos que não sustentam a afinação, solistas que semitonam e erram a melodia, corais desafinados e harmonias desencontradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora? O que faremos com aquelas músicas complexas, com acordes estranhos e melodia indefinida? Temos bons argumentos bíblicos e lógicos contra os excessos e a excentricidade na música para o louvor congregacional, não precisamos forçar Ellen White a dizer o que ela não disse nesses textos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] O teste traz critérios vagos e subjetivos misturados a critérios discutíveis como esse da “confusão de vozes” e “dissonância”. Ele foi elaborado pelo professor Sikberto Marks e está disponibilizado em http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/10/Teste_da_Natureza_da_Musica_Segundo_os_Escritos_de_EGW.pdf . Gostaria de ver o próprio autor aplicando o teste a fim de entender alguns critérios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2] Outros vão além, dizendo que “a ‘harmonia dissonante’, que explora sem resolução os intervalos de 7a, 9a etc, como a arte moderna o faz, e como se faz nas músicas de boate, é estranha à música do Céu” (Dario Pires de Araújo, &lt;i&gt;Música, adventismo e eternidade&lt;/i&gt;, p. 54 ).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3] Para ouvir algo com exemplos de dissonância extrema, procure Mahler, Prokofiev, Bartok, ou (perdoem-me os fãs) alguma coisa do &lt;i&gt;Take 6&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[4] &lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, 508.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[5] &lt;i&gt;Testemunhos Seletos&lt;/i&gt;, vol. 1, p. 45.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[6] &lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, 505.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[7] Ellen White usa bastante a palavra &lt;i&gt;“discord”&lt;/i&gt;. Na maioria das vezes o sentido é de “discórdia” e “divergência”. E esse sentido se mantém mesmo quando o tema é a música especificamente. Veja por exemplo: “Satanás havia dirigido o coral celestial. Sempre entoara a primeira nota, e então toda a multidão angélica se unira a ele, fazendo com que gloriosos acordes musicais ressoassem pelos Céus em honra a Deus e Seu querido Filho. Agora, porém, em lugar de doces acordes musicais, palavras de discórdia [discord] e ira caíam nos ouvidos do grande líder rebelde” (&lt;i&gt;A verdade sobre os anjos&lt;/i&gt;, 46).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também: “Mas um coração onde a paz de Cristo não está, é infeliz, cheio de descontentamento, a pessoa vê defeitos em tudo, e ela traria discórdia [discord] à música mais celestial” (&lt;i&gt;Testimonies for the Church, Vol 5,&lt;/i&gt; p. 488).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[8] Joseph Clarke escrevendo à &lt;i&gt;Advent Review, and Sabbath Herald, Vol. 16, 24 de Julho de 1860. &lt;/i&gt;A tradução é: “É muito doloroso ver uma pessoa iluminada, com o seu pé sobre o santo sábado de Deus, pregando a santidade. Parece barulho sem sentido. É como um “discord” na música. Dói o ouvido refinado. E assim com qualquer outro pecado. Aquele que vive na prática do pecado, na violação dessa santa lei de Deus, está mal equipado para ser um defensor da santidade. É uma incoerência, um defeito."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[9] &lt;i&gt;Spiritual Gifts, vol 4b,&lt;/i&gt; p. 31.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[10] &lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, 508.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[11] "Tomem todos tempo para cultivar a voz, de maneira que o louvor de Deus seja entoado em tons claros, suaves, sem asperezas e estridências que ofendam ao ouvido. A aptidão de cantar é dom de Deus; seja ele usado para Sua glória." &lt;i&gt;Evangelismo, &lt;/i&gt;505.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[12] &lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, pág. 507 e 508.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[13] &lt;i&gt;Testemunhos Seletos, vol. 1&lt;/i&gt;, p. 457.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[14] &lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, 505.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[15] &lt;i&gt;Mensagens Escolhidas, vol&lt;/i&gt; 3, 335.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[16] &lt;i&gt;Evangelismo&lt;/i&gt;, 504 e 505.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[17] Basta dar “play” no CD Acapela dos &lt;i&gt;Arautos do Rei&lt;/i&gt;, por exemplo, para ver como acordes dissonantes (com acréscimo de 4ª, 9ª, 5ª diminuta e aumentada, etc) são harmoniosos. Músicas como &lt;i&gt;“Lugar de Paz”, “Calma, mansa, serena”&lt;/i&gt; soam muito bem apesar de trazerem várias dissonâncias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-6620811469694609022?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/06/discord-ellen-white-e-as-dissonancias.html</link><author>noreply@blogger.com (Vanessa Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-i6X4jrViIoQ/Tg0j_OUHAXI/AAAAAAAABX4/YG4qz62BQNY/s72-c/desafinado2.jpg' height='72' width='72'/></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1495852311463674357.post-8749062928421108848</guid><pubDate>Sat, 25 Jun 2011 19:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-25T13:09:43.435-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Autor: Pr. Isaac Malheiros</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ellen White e Música</category><title>A música na "Escola dos Profetas"</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nRyexMXMsKU/TgY_i0-5zKI/AAAAAAAABWM/lTNjL1kef5Y/s1600/escolaprofetas.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 205px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nRyexMXMsKU/TgY_i0-5zKI/AAAAAAAABWM/lTNjL1kef5Y/s320/escolaprofetas.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622251052389223586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Escolas dos Profetas foram instituições providenciadas por Deus para enfrentar a forte onda de apostasia em Israel, causada pela influência dos povos pagãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante da ameaça, e&lt;i&gt;"para defrontar este mal crescente, &lt;b&gt;Deus providenciou&lt;/b&gt; outros meios como auxílio aos pais na obra da educação."&lt;/i&gt; Ellen White afirma que &lt;i&gt;"Samuel, &lt;b&gt;pela direção do Senhor&lt;/b&gt;, estabeleceu as escolas dos profetas."&lt;/i&gt;[1] E que &lt;i&gt;"ali, &lt;b&gt;por ordem de Deus&lt;/b&gt;, a toda criança se ensinava algum ofício, mesmo que devesse ser educada para as funções sagradas.”&lt;/i&gt;[2]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suma: foi uma idéia de Deus, implementada por Samuel (1Sm 19:18-20; 2Rs 2:3; 4:38; 6:1)[3].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nos interessa aqui é saber que "a arte da música sacra era diligentemente cultivada"[4] nessas escolas. A idéia de Deus incluía educação musical.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A música da Escola na prática&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma descrição bíblica detalhada dos alunos do seminário praticando a música sacra encontra-se em 1 Samuel 10:5-7:&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;“...encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e eles estarão profetizando.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;E o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem. E há de ser que, quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão, porque Deus é contigo.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comentando sobre esse episódio, Ellen White escreveu:&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;"O Espírito de Deus notadamente manifesto nesses seminários, em profecia e musica sacra.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;Numa ocasião um grupo de profetas encontrou Saul no “monte de Deus”, não longe de Gibeá, com saltérios e tamborins, flauta e harpa.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;Sob a influencia do Espirito Santo, esses homens estavam profetizando e louvando a Deus com a musica dos instrumentos e a voz do cântico.”&lt;/i&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é música sacra institucional, divinamente instituída e divinamente influenciada[6].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O plano de Deus incluía na prática o canto e a música instrumental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RRH1PTH86mE/TgY_CMOYgpI/AAAAAAAABWE/VIcXcYb-jow/s1600/escola%2Bprofetas2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RRH1PTH86mE/TgY_CMOYgpI/AAAAAAAABWE/VIcXcYb-jow/s320/escola%2Bprofetas2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622250491692483218" /&gt;&lt;/a&gt;Estranhamente, esse é mais um texto que não aparece em várias compilações do Espírito de Profecia sobre música sacra. Talvez por mero esquecimento, ou por mencionar instrumentos de percussão numa atividade institucional dirigida por Deus (algo inaceitável na opinião de alguns!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A autora descreve esse momento como &lt;i&gt;“louvor de Deus”&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;“culto”&lt;/i&gt;[7], ao contrário de alguns comentaristas que vêem nesse episódio apenas uma celebração secular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que música era algo levado muito a sério nessas instituições. Não se tratava de matéria opcional numa grade curricular já lotada. Não se tratava de praticar música na ignorância, “sem luz”, sem orientação divina (como sugerem alguns articulistas diante dos instrumentos de percussão ali mencionados). E nem se tratava de mero passatempo para alunos entediados. Era uma das principais matérias, diligentemente cultivada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Os &lt;b&gt;principais assuntos&lt;/b&gt; nos estudos dessas escolas eram: a lei de Deus, com as instruções dadas a Moisés; a história sagrada;&lt;b&gt;música sacra e poesia&lt;/b&gt;”.&lt;/i&gt;[8]&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;“A arte da melodia sagrada era &lt;b&gt;diligentemente cultivada&lt;/b&gt; [na Escola dos Profetas]. Não se ouviam valsas frívolas ou canções petulantes que elogiassem o homem e desviassem de Deus a atenção; ouviam-se, porém, sagrados e solenes salmos de louvor ao Criador, que engrandeciam Seu nome e relatavam Suas obras maravilhosas.”&lt;/i&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um modelo a ser seguido na prática&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reconheçamos, adventistas: nossa cultura musical pode ser enriquecida. Temos excelentes cantores e instrumentistas, mas são poucos, proporcionalmente. Produzimos obras de muito bom gosto e de alta qualidade. Mas essa visão triunfalista (&lt;i&gt;“adventista = automaticamente boa música”&lt;/i&gt;) nos mantém presos a uma realidade de auto-engano. Apenas para ilustrar: num evento onde a &lt;a href="http://www.musicaeadoracao.com.br/documentos/filosofia_dsa.htm"&gt;Filosofia Adventista da Música&lt;/a&gt; foi exaustivamente discutida, usou-se o CD para os momentos de louvor. Exatamente o que o documento orienta a NÃO fazer[10]. Ou seja: concordaram com toda a teoria, mas desprezaram a Filosofia na prática!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ellen White aponta o plano das Escolas dos Profetas como modelo a ser seguido hoje. Diz que devemos buscar em nossas instituições "a espiritualidade que havia na escola dos profetas."[11] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como está o ensino da música no arraial adventista? Onde estão os pianistas? Onde estão os instrumentistas? Estamos ensinando música? Por que insistimos tanto na “filosofia da Música” se os pianos estão fechados e empoeirados? Onde está o incentivo ao estudo e à prática? O clima nas congregações tem sido de abertura e incentivo ou de sufocamento e proibição?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixem os adolescentes tocar, deixem as crianças tocar. Talvez tenhamos problemas com volume alto, instrumentos desafinados e acordes errados, mas DEVEMOS pagar esse preço. Eles devem ser orientados, discipulados e não banidos sutilmente (“coloca o CD porque esse moleque não sabe tocar direito...”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu ouso tocar hinos na igreja hoje é porque a minha antiga congregação suportou com paciência os meus tempos de aprendiz, minhas notas ‘atravessadas’ e andamentos alterados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que as palestras amedrontadoras sobre mensagens subliminares e satanismo dêem lugar a workshops com os mestres adventistas da música e do louvor. Saber que Robert Johnson teria feito um pacto com o diabo não vai ajudar em nada na hora de tocar um hino. Saber a escala maior e menor vai. Saber músicas amaldiçoadas ao contrário não é útil em nada. Saber campo harmônico é (e muito!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suspeito que hoje o sinal de Samuel para Saul seria: “...encontrarás um grupo de profetas ouvindo um ‘playback cantado(!)’; e eles estarão apenas ouvindo o ‘louvor terceirizado’ pois já não sabem mais tocar nada.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus nos livre disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] Educação, 46.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2] Patriarcas e Profetas, 593.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3] Para tentar diminuir a importância dessa instituição, alguns sugerem que as Escolas dos Profetas foram fruto da iniciativa de Samuel, e não de Deus. Mas convém lembrar que "o Senhor mesmo dirigiu a educação de Israel" (&lt;i&gt;Special Testimonies on Church Schools [1898], p. 35). &lt;/i&gt;“Era Cristo quem dirigia a educação de Israel” &lt;i&gt;(Christ’s Object Lessons, 23)&lt;/i&gt;. Assim, em vez de ser uma invenção de Samuel apenas 'tolerada' por Deus, as Escolas dos profetas foram fruto direto da revelação e instrução divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[4] Fundamentos da Educação Cristã, 97.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[5] &lt;i&gt;The Signs of the Times&lt;/i&gt; , 22 de Junho de 1882.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[6] Há quem afirme que esse não foi um episódio religioso, mas apenas uma celebração social. No entanto, a descrição de Ellwn White não deixa dúvidas de que foi um momento religioso de louvor, um culto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Em Gibeá, sua cidade, um grupo de profetas, voltando do ‘lugar alto’, cantavam o &lt;b&gt;louvor de Deus&lt;/b&gt;, com música de flautas e harpas, saltérios e tambores. Aproximando-se Saul deles, sobreveio-lhe o Espírito do Senhor e ele também tomou parte em seu &lt;b&gt;cântico de louvor&lt;/b&gt;, e com eles profetizou. Tendo-se unido Saul com os profetas &lt;b&gt;em seu culto&lt;/b&gt;, uma grande mudança operou-se nele pelo Espírito Santo.” Patriarcas e Profetas, 610.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[7] Patriarcas e Profetas, 610.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[8] Educação, 47.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[9] Fundamentos da Educação Cristã, 97.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[10] O documento diz: “Os instrumentistas da igreja devem &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt; ser estimulados a participar dos cultos de adoração, &lt;b&gt;com instrumental ao vivo&lt;/b&gt;. Ellen White recomenda que o canto "seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra.” – Testimonies, vol. 9, pág. 143.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sobre o uso de playbacks: “O uso de play-backs deve ser uma &lt;b&gt;alternativa&lt;/b&gt; para momentos especiais. Devem ser utilizados de modo equilibrado, sempre em apoio ao canto congregacional.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[11] Conselhos aos professores, Pais e Estudantes, 352.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1495852311463674357-8749062928421108848?l=www.adoracaoadventista.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.adoracaoadventista.com/2011/06/musica-na-escola-dos-profetas.html</link><author>noreply@blogger.com (Vanessa Meira)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nRyexMXMsKU/TgY_i0-5zKI/AAAAAAAABWM/lTNjL1kef5Y/s72-c/escolaprofetas.gif' height='72' width='72'/></item></channel></rss>
